sexta-feira, 10 de abril de 2015

[Crítica] Witches of East End - 1ª Temporada


Status: Renovada
Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 10 episódios
Exibição: 2013
Emissora: Lifetime
Título no Brasil: As Bruxas de East End

Crítica:

Careful what you witch for.

Depois de milhares de produções envolvendo vampiros - nos cinemas e nas telinas -, o final do ano passado mostrou que outros seres sobrenaturais estavam prestes a assumir um maior posto de popularidade: as bruxas. Não consigo deixar de pensar que essa "explosão de magia" ganhou força depois que o tema foi escolhido como o principal da terceira temporada de American Horror Story, Coven, que apesar de não ter sido grandes coisas, em termos de desenvolvimento, mostrou que as bruxas poderiam manter o interesse dos espectadores. Com o bom resultado de audiência de ambas as séries, uma outra recebeu sinal verde, a recente Salem.

A história gira em torno de uma família composta de bruxas que sofre de uma terrível maldição. A matriarca, imortal e condenada de ver suas duas filhas morrerem e voltarem a crescer em sua barriga - em um looping infinito -, decide criá-las como humanas normais, a fim de vê-las crescer, afastando-as do mundo negro dos feitiços. Porém, quando uma ameaça do passado se torna real, as duas irmãs, Ingrid e Freya, descobrirão a verdade, e terão que se preparar para enfrentar os inimigos que estão se amontoando. Para ajudá-las nesta missão, elas contarão com sua tia, Wendy. Ela também é bruxa, e amaldiçoada a uma vida imortal, mas limitada. Wendy só pode morrer uma certa quantidade de vezes até que encontre sua morte verdadeira. Juntas, elas irão lutar contra as mais diversas ameaças, enquanto tentam equilibrar suas vidas pessoais e amorosas.

Ainda estou esperando o término de Salem para afirmar qual dessas três séries conseguiu apresentar o tema da forma mais satisfatória. Apesar do tom mais cômico, Witches of East End já conseguiu vencer de Coven. É certo que esta série não é perfeita, mas é impossível dizer que ela não entretém. É um erro desistir logo nos primeiros episódios, porque ela se desenvolve muito bem nos seguintes. O Pilot é bastante leve, mas peca um pouco pelos alívios cômicos em excesso. Apesar de se aprofundar em uma pegada um pouco mais dramática, a série nunca perde o seu lado engraçadinho, mas este é justamente o tom da série. Se não curtiu, não fique se torturando, pule logo fora.

O maior acerto de Witches of East End são suas personagens. Todas elas são muito carismáticas, mesmo que algumas tenham ficado presas em tramas pobres. Ingrid, possivelmente, é a que menos tenha me agradado. Não consegui me apegar as suas histórias em nenhum momento, nem sofrer com suas perdas. As personagens mais velhas, de longe, são as melhores. Joanna e Wendy são incríveis, em especial a segunda. Suas tramas foram desenvolvidas na medida certa, tornando-as muito mais interessantes que as bruxas mais jovens. A construção da relação entre as duas também é outro ponto bem trabalhado pelo roteiro.

Decidi falar da Freya em um parágrafo separado porque ela é uma personagem única. Gosto do fato dela não fazer drama em assuntos que renderiam mares de discussões - como quando conheceu seu pai. Ela é gente da gente, e também gosta daquela safadeza esperta (risos). Apesar de estar presa em uma trama clichê de triângulo amoroso, o roteiro consegue renovar este plot, tornando-o diferente do habitual. Seus dois pretendentes também são interessantes, e todo o conceito de "um deles é o amor da sua vida, e o outro é sua ruína" funciona. Acredito que a segunda temporada irá desenvolver melhor esta questão, fazendo uma distinção mais clara entre os dois.

Nos últimos episódios desta temporada, os roteiristas focaram em estabelecer uma mitologia própria, diferente de todas as outras séries de bruxas que já assisti antes. Achei a origem delas um tanto estranha, mas não deixo de ficar curioso sobre como isso pode ser desenvolvido. Para aqueles que acham que este primeiro ano deixou um pouco a desejar, talvez acompanhar a segunda temporada não seja um mal negócio, considerando que são apenas mais 13 episódios - afinal de contas, ela foi cancelada. Só posso adiantar que a trama realmente chegou a um nível completamente novo. A segunda temporada, ainda mantendo o seu humor característico, é muito melhor que do esta primeira e merece ser conferida.
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