segunda-feira, 16 de junho de 2014

[Crítica] Perseguição 3: Correndo para a Morte


Direção: Declan O'Brien
Ano: 2014
País: EUA
Duração: 96 minutos
Título original: Joy Ride 3: Roadkill

» Será distribuído pela FOX, direto em DVD, com o título Perseguição 3: Correndo para a Morte. Não há grandes surpresas por aqui. Poderia dizer que o subtítulo é desnecessário, mas o título original também não tem um igualmente inútil? Pois, então.

Crítica:

Prepare-se para a corrida da sua vida.

Depois do gancho desleixado e forçado no final da segunda parte, era de se esperar que produziriam uma terceira. Depois de cair de um desfiladeiro com o caminho e explodir, Rusty Nail ainda deu um jeito de voltar (e ainda com um caminhão novo!!!) para aterrorizar mais um grupo de jovens. Saudade do desfecho mais digno do primeiro filme, onde foi absolutamente justificável o seu retorno. E já adianto que esta terceira parte termina da mesma maneira tosca que o segundo. Parece que o vilão dessa franquia deveria largar seus assassinatos e se tornar o novo Houdini.

A história desta nova sequência volta a seguir um grupo de jovens. Desta vez, eles são corredores de rua, que pegam um atalho em seu caminho para o Road Rally 1000. Mas, depois de se depararem com Rusty Nail, e o terem irritado, o grupo se torna alvo de sua mais nova obsessão. As coisas pioram quando o vilão captura dois jovens, o que acaba obrigando os outros a fazerem sua vontade doentia. Agora, Rusty Nail iniciará o mesmo jogo doentio que está acostumado, levando os jovens ao seu limite máximo, enquanto executa aqueles que não querem mais brincar.

Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar! Ao contrário do que esperávamos, o segundo filme não foi uma perda total de tempo, mas esta terceira não escapou do rótulo. Poucos pontos podem ser considerados positivos, enquanto esta nova sequência afunda em uma execução automática e sem qualquer empolgação. O maior responsável por isso é o Declan O'Brien, diretor que também foi responsável pelos três piores filmes da franquia Pânico na Floresta. Ele também assina o roteiro, que não trás nada de interessante. A única surpresa mesmo é a FOX continuar colocando O'Brien no comando de suas produções, já que claramente não traz uma repercussão positiva.

Apesar de já ter detonado o cara, Perseguição 3 está bem melhor do que qualquer Wrong Turn que ele já dirigiu. Isso não quer dizer muita coisa, já que o resultado continua sendo ruim, mas o fato é que ele pelo menos tem aprendido com os seus erros. Nós podemos esperar duas coisas de seus filmes: Falta latente de qualquer tipo de tensão e muita violência. Tanto que esta é o filme com o maior número de mortes e sangue da franquia. Eu diria que apenas uma é realmente marcante, já que as outras, apesar de violentas, não se destacam do que ele mesmo já apresentou em outros filmes.

Os personagens, que apesar de não serem marcados por rótulos clichês, são extremamente dispensáveis. Chegando ao cúmulo de não gravarmos nem a cara dos protagonistas quando o filme chega ao seu terceiro ato. Seguindo um esquema parecido com Premonição 3, só vemos os personagens quando eles estão para morrer. Só que, neste caso, é ainda pior, já que nem os supostos sobreviventes ficam marcados na nossa mente. Dentre o mar de atores desconhecidos, há somente dois rostos que trarão uma sensação de déjà vu: Jesse Hutch (Freddy vs Jason) e Kirsten Prout (My Super Psycho Sweet 16: Part 2 e 3). Sendo esta última a mais expressiva do elenco.


Voltando nossa atenção ao enredo, temos o grupo pegando o manjado atalho (mas pelo menos dessa vez é uma estrada asfaltada, como qualquer outra principal), o fato dos jovens serem corredores não acrescentar em nada para ajudar a manter suas vidas, e, por último, pelo menos o roteiro levanta a questão que o trecho da estrada é amaldiçoado por causa dos desaparecimentos (ainda que o Rusty Nail pudesse caçar em qualquer área que quisesse). Enfim, vamos dizer apenas que este é um filme ruim, com uma qualidade muito inferior aos anteriores. Direção inexpressiva, não sabe manter um mínimo de suspense. Enquanto os outros dois filmes mantinham o vilão nas sombras, este não se preocupa em focalizar o seu rosto em plena luz do dia, quebrando todo o clima construído em volta do personagem.


Trailer:

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Comentários
3 Comentários

Comentário(s)

3 comentários:

  1. Por incrível que pareça, eu achei esse filme melhor do que eu imaginei que seria, mas mesmo assim ele ainda é ruim. Realmente não tem suspense nenhum, as mortes são muito exageradas e o único ponto positivo (que o mesmo tempo nem é tão bom) e um dos personagens que eu achei que seria protagonista mas acabou tendo uma das mortes mais chocantes.

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  2. o primeiro foi legal, o segundo razoável e esse terceiro foi regular. não surpreendeu mas como vc disse, por ser um filme do carinha que se acha o diretor fodão até que foi bom.

    ps: foram feitas críticas de Garotas Selvagens 3 e 4? não achei no blog a critica dos dois ultimos filmes e queria ver a opnião do João sobre a franquia completa.

    ps 2: alguém da equipe já viu o filme Divergente? é uma sci-fi no estilo de jogos vorazes. vi que postaram o trailer do filme aqui há um tempo, mas até agora não vi a crítica.

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    1. As críticas da terceira e quarta parte da franquia Garotas Selvagens foram excluídas pelo blogger (por motivos desconhecidos). Esperamos relançá-las em breve. Quanto à crítica do filme Divergente, não demorará muito para ser lançada.

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