domingo, 22 de junho de 2014

[Crítica] A Marca do Medo


Direção: John Pogue
Ano: 2014
País: EUA | UK
Duração: 98 minutos
Título original: The Quiet Ones

Crítica:

Algo indescritível está acontecendo com Jane Harper.

Filmes de terror geralmente não têm muita sorte na mãos dos críticos de grandes sites - especialmente os produzidos por grandes estúdios. É por isso que não dou muita credibilidade para seus textos. Quando eles massacraram A Marca do Medo, continuei com minhas expectativas moderadas, porque quando queremos assistir algo de verdade não nos importamos com a opinião dos outros. É irônico, de fato, porque dou a minha opinião a vocês em todos as minhas críticas, mas vocês sabem que esta é uma visão apenas minha. Trata-se unicamente do meu gosto pessoal, e, no final, cabe a vocês decidirem o que vão assistir.

No filme, durante uma aula na universidade, um professor de física pergunta a seus alunos o que são fantasmas, e se é possível provar que eles existem. Com a missão de responder a pergunta, ele decide reunir uma equipe e fazer um experimento: documentar e explicar eventos sobrenaturais. Para isto, ele e sua equipe irão estudar os efeitos da psicose da perturbada Jane Harper. Conforme o estudo ganha forma, uma presença maligna se coloca entre a garota e os pesquisadores. Agora, eles terão que reavaliar suas crenças, enquanto coisas perigosas e extraordinárias passam a acontecer ao seu redor.

A Hammer Films representou uma das maiores produtoras de filmes de terror no passado. Deu a vida a grandes clássicos do gênero, mas acabou definhando com o passar dos anos. Recentemente, porém, a Hammer voltou a investir em produções instigantes e manteve-se sob o nosso interesse ao produzir filmes como A Mulher de Preto e Deixe-me Entrar. Seu retorno foi bem recebido, mas seria apenas uma questão de tempo para investir em alguma produção de qualidade duvidosa. Produção esta que toma forma em A Marca do Medo. Apesar de trazer uma história interessante, o filme peca em seu desenvolvimento e falta de originalidade. Certamente já figura entre uma das maiores decepções deste ano.

O mais triste é que este filme tinha tudo para ser ótimo! O elenco é formado por rostos conhecidos e talentosos, e a história também consegue despertar uma certa curiosidade. O enredo de A Marca do Medo alega basear-se em uma trama real, que ficou conhecida como O Experimento Philip. Este não é o primeiro filme a se basear nesta história, já que o recente A Aparição também se inspirou neste evento (de uma forma muito mais clara e direta, devo dizer). O maior defeito deste filme, porém, é não apresentar um caminho claro a ser desenvolvido. Possessão ou assombração? Eventos sobrenaturais ou apenas truques? O roteiro flerta com todos estes elementos e ainda mais alguns. E, em consequência, acompanhamos um verdadeiro circo na tela.

Os personagens também são um dos maiores pontos negativos do filme. O enredo sequer se preocupa em apresentar pessoas com atitudes normais, mas sim, aquelas cheias de estereótipos dos filmes de terror. Vocês irão reconhecer de cara os dois maiores: A loira vadia e o cara obcecado pelo poder. Tive um enorme déjà vu em várias cenas, porque senti que já tinha visto essas figuras antes. E tinha mesmo! Em diversos outros filmes de filmes. Em contraponto, o casal protagonista é mesmo muito carismático. Beirando a pedofilia, mas ainda não pisando neste terreno, os dois personagens principais têm carisma e conexão. Queria ter visto um pouco mais deles dois, porque todo o resto foi deplorável.

Não há nenhuma cena realmente chocante. Nada que você não tinha visto anteriormente. De fato, a melhor cena do filme foi chupada diretamente de Evocando Espíritos (que teve uma execução muito superior, diga-se de passagem). Qualquer outra cena que tenha ficado acima da média foi apresentada no trailer. O vídeo faz você pensar que aquilo é apenas um gostinho do que está por vir, mas, na verdade, é mesmo o melhor que o roteiro conseguiu entregar. Para completar a loucura, o diretor investe em cenas filmadas em primeira pessoa, mas não sabe equilibrar as imagens com as cenas normais. Depois de um tempo, o found footage é completamente abandonado. Enfim, este é um filme dispensável. Provavelmente não irá te machucar mentalmente, mas há outras coisas muito melhor por aí.


Trailer Legendado:

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Comentários
1 Comentários

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1 comentários:

  1. Pelo trailer dá pra ver que esse é só mais um filme comum de assombração que lançam ultimamente, esses filmes mais comerciais dificilmente se esforçam pra fazer algo de novo.

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