terça-feira, 10 de junho de 2014

[Crítica] Game Of Thrones - 4x09: The Watchers On The Wall


"Dou a minha vida e a minha honra à Patrulha da Noite, por esta noite e por todas as noites que estão para vir".

Review:
(Spoilers Abaixo)

Estamos a apenas um episódio da Season Finale, e meu coração já está em pedaços. Não sei como sobreviver há quase um ano de espera! A sorte é que "o que está morto não pode morrer, mas volta a se reerguer mais duro e mais forte". Já é de costume o nono episódio de Game of Thrones ser aquele considerado o mais épico da temporada. Para muitos fãs isso não ocorreu com este episódio, sendo que ele seria o responsável por romper com esse paradigma.

Concordo com isso em partes, até porque gostei do episódio, mas a sensação que tenho é que ele poderia ter sido infinitamente melhor. A história poderia ter sido melhor desenvolvida, estávamos a três temporadas nos preparando para a inserção dos selvagens no arco principal da história, e quando eles realmente decidem dar as caras foi só aquilo. O líder deles (o rei-para-lá-da-muralha, ou Mance, para os íntimos) tem sido negligenciado, tanto que nas discussões por aí algumas pessoas se perguntavam quem é Mance Ryder. Sim, eles estão sendo tão relapsos quanto a série, já que apesar de não o mostrar, ele é frequentemente citado.

A meu ver, o outro ponto negativo do episódio foi o fato de que o núcleo da muralha não é tão cativante. Pelo menos não ainda. E como o episódio foi centrado somente neste núcleo - o que não deixa de ser uma decisão inteligente por parte dos produtores -, pode ter ficado demasiadamente moroso para algumas pessoas, e isso se dá inclusive pelo fato dos personagens coadjuvantes não serem bem desenvolvidos. De lá, eu só sei realmente o nome do Sam, Aemon, Goiva e Jon. Os outros eu não consigo identificar realmente quem é quem no jogo do bicho, muito menos fixar os seus rostos. Estou sendo relapso agora, mas isso interfere no fato de eu pouco me importar quando eles começaram a morrer.


Enfim, não há duvidas de que, assim como o nono episódio da segunda temporada serviu para consagrar o Tyrion como um dos personagens centrais da série, este episódio serviu para consagrar o Jon. Acho que eu já li tantos comentários negativos a cerca da atuação do Kit Harington que acabei sendo influenciado, mas isso não me fez gostar menos do personagem. Gosto muito dele, no fundo eu sei disso, tanto que o último pov dele, em a Dança dos Dragões, me fez perder o sono pelo resto da noite. Fazendo um paralelo novamente com a Batalha da Água Negra, lá tivemos início, meio e fim da batalha em um único episódio. Aqui, só tivemos uma introdução, a "verdadeira" batalha, ainda está por vir. O chato é que não há tempo hábil para desenvolvê-la, seria necessário mais um episódio, coisa que não irá acontecer.

Mudando de pau pra cacete, o núcleo dos selvagens estava incrivelmente bem construído, isso no quesito efeitos especiais. Apesar de que nem de longe havia 100.000 selvagens ali, mas isso eu perdoo, porque tivemos Mamutes e Gigantes. Nem acredito que eles, enfim, apareceram e passaram mais de cinco segundos em cena. É uma pena que perdemos um mamutes e dois gigantes nessa brincadeira toda. A grande verdade é que essa guerra não tem a menor razão de ser. Os selvagens nunca foram os reais inimigos da Patrulha, e eles só estão tentando sobreviver. Mas não posso negar que fiquei todo arrepiado quando o gigante atravessou o portão e começou a caminhar em direção aos Corvos, e eles começaram a ler o juramento. Vi essa cena várias vezes! Cara, eu amo esse juramento, dá até vontade de virar um Corvo só pra proferi-lo.

Alguém percebeu o quanto o Alliser Thorne mitou neste episódio? Eu quase me esqueci que não gosto dele. Tudo bem que o discurso dele nem foi tão empolgante (#TeamJon), mas ele protagonizou momentos épicos esta semana. Ou vai dizer que vocês não vibraram com a luta entre ele e o Tormund? De fato, eu me vi torcendo pela vida do Alliser, não porque eu tenha começado a gostar dele, mas porque outra pessoa deve matá-lo. Quanto ao Tormund, me partiu o coração vê-lo capturado, e a chata da Ygritte nem deixou ele terminar de contar suas histórias, elas são sempre divertidas.


Por falar em Ygritte, ela meio que não sobreviveu a este episódio. Eu já sabia, então não me surpreendi. Não gosto da personagem nos livros, mas gostei dela na série. Pelo menos até a temporada passada, já que nessa, a personagem ficou demasiadamente chata. Portanto, não sofri nem um pouco com a sua morte. Até porque, além de estar chata demais, ela ainda matou o carinha que estava com o Sam (dizem que ele era o Pyp, mas eu não sei). Eu gostei dele. Então, ela mereceu morrer! A surpresa foi o menino (Olly!?) do elevador tê-la matado. Não queria saber quem foi o responsável pela morte dela para não odiá-lo. Temi ser o Sam, porque o Jon não o perdoaria. Enfim, menino malvado.

Bem, mesmo com todos os autos e baixos, tirando os cinco minutos iniciais, eu adorei o episódio, tanto que nem vi o tempo passar. Tivemos cenas realmente muito legais, como a luta do Jon com o Theen. Quem não vibrou com aquela martelada? E a corrente ceifadeira? Que porra é aquela? Sambou na cara da corrente da Batalha da Água Negra facinho. A flecha da Ygritte no pescoço do Pyp também foi super da hora. Ah, antes que eu esqueça, o Sam beijou a Goiva zzzzzzz (vamos shippar gente. Gosa? Samoiva? Odeio shipps).

PONTOS IMPORTANTES?!
  • Não sei se o Aemon já havia falado sobre isso, mas acho que ele deve ter falado pro Jon que era um Targaryen. Realmente não me lembro, mas isso é uma revelação importante, tanto pra quem acreditava que só existia um Tagaryen no mundo, quanto para o futuro do próprio Aemon.
  • Cadê o Stannis, meu povo? :'( :'( :'( :'(
Seção de spoilers da Lena Headey
(Siga por sua conta e risco)

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Espero muito que sim.
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