quarta-feira, 4 de junho de 2014

[Crítica] From Dusk Till Dawn - 1ª Temporada


Status: Renovada
Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 10 episódios
Exibição: 2014
Emissora: El Rey | Netflix
Título Nacional: Um Drink no Inferno

Crítica:

Prepare-se para uma noite dos infernos.

Baseado em um filme cult de mesmo nome, esta adaptação recebeu um papel importante. From Dusk Till Dawn se tornou o carro-chefe de uma nova emissora, El Rey Network, sendo sua primeira produção original. Sabe como é, tem gente que procura canais para suas séries serem exibidas, enquanto outros - que não têm paciência com essas formalidades - decidem inaugurar sua própria emissora. No resto do mundo - assim como no Brasil -, a série recebeu distribuição da gigante Netflix. Ao contrário de suas produções originais, que têm todos os seus episódios lançados no mesmo dia, a plataforma online foi disponibilizando um episódio por semana.

A história da série segue basicamente a mesma premissa que o primeiro filme. Acompanhamos dois irmãos que estão fugindo depois de roubarem um banco. Depois de algumas complicações - e uma trilha de corpos -, eles decidem seguir viagem com uma família que está tentando resolver seus próprios problemas pessoais. Para o azar de todos, o verdadeiro mal só é revelado depois que eles conseguem atravessar a fronteira, em um bar aparentemente ordinário.

Sou fã incondicional do filme, então é claro que não deixaria de acompanhar esta adaptação. O que mais me deixou curioso era saber como os roteiristas desenvolveriam a história em dez episódios, já que uma das características mais fortes do filme é que o tom da história que muda repentinamente. Em um momento estamos vendo um filme de ação sobre bandidos tentando escapar, e, no outro, o terror toma conta da tela com vampiras semi-peladas. Óbvio que, por ser uma mídia diferente, a série não poderia se desenvolver como o filme até introduzir o sobrenatural na metade da temporada.

Então, acredito que os roteiristas agiram certo ao criar uma trama que serviu, não apenas para dar uma ideia ao espectador sobre o que estava por vir, como também ajudou a desenvolver o personagem Richie. Aliás, o Richie é um dos principais pontos positivos desta adaptação. Transformaram o psicopata divertido do filme em um cara atormentado e completo - ligado diretamente com o bar de vampiros. Os outros personagens também ganharam histórias para se apoiar, mas nenhum deles conseguiu o mesmo êxito. Destaque negativo para a tentativa de desenvolver o outro irmão, Seth Gecko, ao introduzir uma mulher do seu passado. Não deu certo, foi mal planejado e falhou miseravelmente.

Só resta mesmo a família que se torna refém dos irmãos - não tão psicopatas - Gecko. A história de fundo deles é clichê, mas se integra bem ao desenvolvimento geral da série. Dentre os três integrantes da família Fuller, o destaque fica por conta da Katie. O roteiro sempre que pode tenta estabelecer um paralelo entre a pureza da personagem e a crueldade dos outros, o que pode vir a ser importante na próxima temporada. Gostaria mesmo que ela se tornasse mais durona! Completando o resto dos Fullers, temos Jacob e Scott. O primeiro ficou ótimo em seu papel, enquanto o ator que interpreta o segundo não convenceu, principalmente nas cenas mais dramáticas.

O bar em si certamente merece um parágrafo todo especial. Assim como no filme, é basicamente aí que a história realmente cresce. Eiza González consegue se sair muito bem no papel da sensual Satanico, mas merecia ter tido muito mais destaque dentro da trama. Ela é a Rainha dos seres sobrenaturais, mas mesmo assim consegue ser traída com facilidade - dentre outras coisas. Esses conflitos por poder entre os sobrenaturais são extremamente chatos. O ator que interpreta o personagem Carlos consegue passar ainda menos carisma do que o que interpreta o Scott. E, apesar de ser uma série em que a morte deveria ser uma figura recorrente, a maioria dos personagens - principalmente os irritantes - continuam vivos para a próxima temporada. Não há muita ousadia, o que acaba refletindo de forma negativa.

Outro ponto que considero um dos piores é a introdução do rinche Gonzalez. O personagem parece que está fazendo treinamento para ter sua própria franquia de Duro de Matar. Sua determinação em perseguir os irmãos Gecko é apenas irritante. Depois de perceber que o personagem não iria para lugar algum, na segunda metade da temporada, consegui engoli-lo com mais facilidade. Mas esse senso de justiça que a série tenta passar é realmente chato, porque o que torna o filme divertido é justamente não ficar se preocupando com o certo e o errado. A trama apenas entrega aquela reviravolta, e salve-se quem puder. De um jeito ou de outro, o rinche será importante eventualmente, porque o roteiro já fez questão de torná-lo especial.

Por último, e não menos importante, temos a mudança da raça dos seres sobrenaturais (!). Eles não mais são vampiros, mas sim, vampiros-cobras (!!), ou - como os próprios personagens preferem dizer - Culebras. Sinceramente, nem sei o que pensar quanto a isso. A história por trás dos deuses e as cobras até que é interessante, mas tenho certeza que nem todos irão gostar desta mudança drástica. Acredito que, em termos visuais, as criaturas ainda estão muito fieis as do filme. Só resta saber agora o que a segunda temporada nos reservará. Continuo com minhas expectativas muito baixas, até porque, os dois últimos episódios deste primeiro ano foram os mais fracos de toda a série. Só continuarei assistindo por curiosidade em saber como a trama irá seguir daqui para frente, agora que não precisará mais se apoiar na história do filme.



- Espantando o recalque!
Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário