terça-feira, 24 de junho de 2014

[Crítica] Animal


Direção: Brett Simmons
Ano: 2014
País: EUA
Duração: 86 minutos
Título original: Animal

Crítica:

O medo vive na escuridão.

Ainda nem havia me recuperado psicologicamente, e a Chiller Films acaba de lançar um novo filme de monstro. Não faz muito tempo desde que assisti a Beneath, um filme que foca na luta de jovens no meio de um lago tentando lidar qual deles será o próximo a encher a barriga de um peixe gigante, e lembro que detestei a experiência. Como não tenho vergonha na cara, e torcendo para um melhor resultado, resolvi dar uma chance a nova investida da produtora, Animal (Não existia nome mais clichê? Ke$ha, processe eles!). Mas será que este monstro da terra será tão vergonhoso quanto o da água? Veremos.

A história gira em torno de um grupo de jovens que veem suas férias perfeitas se transformar em um beco sem saída. Com a intenção de passar um tempo longe da civilização, e retornar ao local que passaram sua infância nas férias, o grupo se encontra preso em um território desconhecido, perseguidos por um ameaçador predador, sedento de sangue. Escondidos em uma cabana isolada, as tensões do grupo aumentam e segredos há muito enterrados são revelados. Como a contagem de corpos aumenta, o grupo deve colocar suas diferenças de lado e lutar pela sobrevivência.

Para começar - e responder a pergunta que deixei no primeiro parágrafo -, devo logo adiantar que este filme não é tão ruim quanto Beneath, apesar de também não ser realmente bom. Tudo acontece e é apresentado de uma forma muito correta. Não há nada neste filme que o separe de qualquer outro. Não espere grande profundidade do roteiro, porque não irá encontrar. A trama é extremamente rasa, e mal consegue se sustentar. O tempo todo você fica esperando algo para preencher o vazio que o enredo se encontra, mas este momento nunca chega. Então, basicamente, este é apenas um filme ordinário, mas que também não te dará dor de cabeça ao assistir.

Há alguns pontos positivos, no entanto. O roteiro traz diversos momentos anti-clichês, que apesar de não serem tão surpreendentes, pelo menos diverte. E o mais legal é que há alguns momentos que você espera que algo vá acontecer, mas não há nenhum sinal da criatura. E o contrário também acontece. O roteiro tenta desenvolver os seus personagens, mas falha miseravelmente. Temos diversos subplots (gravidez, traição inusitada etc), mas nenhum deles é explorado. De fato, eles são rapidamente comentados em uma cena, e nunca mais são citados novamente. Falta personalidade na maioria dos personagens, o que não ajuda para torcermos pela sua sobrevivência.

Tocando em um ponto mais do que explorado por outros filmes do mesmo gênero, o enredo também tenta desenvolver "quem é o verdadeiro monstro?", o que, surpreendentemente, traz um par de cenas bem divertidas e sangrentas. As mortes certamente poderiam ser melhores, já que a maioria acontece da mesma forma, com a câmera focando muito de perto, uma vez que o filme é de baixo orçamento. Mas acredito que a produção ficou boa para um filme com tais limitações. Há diversas cenas na floresta de noite, e todas elas estão muito bem iluminadas. E, claro, a criatura também vale uma menção. Bem feita, na medida do possível, lembrou muito dos monstros do filme Banquete no Inferno.

Enfim, gente, é basicamente isso. Há alguns rostos conhecidos, principalmente para quem está acostumado a assistir aquelas séries da Nickelodeon, como Elizabeth Gillies (Brilhante Victória) e Keke Palmer (True Jackson). Essa última, por acaso, canta a música que toca nos créditos finais, que carrega o mesmo título do filme (clique AQUI para conferir o videoclipe oficial). Bem, sem querer me passar por um personagem da Looney Tunes, mas isso é tudo pessoal. Esse filme não tem nada de especial, mas também não é ruim. Deve valer uma conferida caso estejam entediados, mas apenas isso. Tenho certeza que vocês conseguem encontrar algo melhor.


Trailer:

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