quinta-feira, 1 de maio de 2014

[Crítica] Salem - 1x02: The Stone Child


Homens não temem os pais.

Review:
(Spoilers abaixo)

Pois bem, eis que é chegada a hora de assistirmos ao segundo episódio de Salem. Hora de descobrirmos por fim, se o show continuará sendo algo bonito de se ver, porém, que não te empolga, com sua história rasa; ou se mostraria a profundidade em seu roteiro, mantendo a qualidade estética. Bem, sou obrigado a dizer que o que aconteceu, foi um meio termo entre essas duas coisas.

Salem continua se arrastando. Não é aquela série dinâmica que te prende e deixa super empolgado para o próximo episódio. É uma série que come pelas beiradas, testando a paciência do público, construindo casulos, até finalmente desabrochar em algo maior, chocante e surpreendente... dá pra entender? Espero que sim.

Talvez, a maioria das pessoas (assim como eu), tenham assistido esse episódio com esse intuito de testar a série, e talvez, tenham terminado com a mesma sensação que tiveram no piloto. Suponho que boa parte deve ter adorado, e outra, deve ter achado confuso e mais do mesmo.

Ainda estamos em adaptação, e é mais do que evidente a dificuldade na escolha de nossos personagens favoritos. No máximo, podemos nos simpatizar com alguns e odiar pouco outros. A protagonista, Mary, nem de longe é mocinha, e consegue nos convencer com sua maldade elegante, com ares de Elizabeth Bathory, que me agradou bastante. Tituba é bem chata, até agora, só apareceu em cenas que a fazem parecer desprezível e nos deixa a impressão de que ela é causadora das maldades de Mary, ou seja, a grande má influência. Alden é o típico herói que vai descobrir tudo e provavelmente vai ficar sem saber o que fazer, ao ver que seu antigo amor é uma bruxa má e sem escrúpulos. Reverendo Cotton, junto com Mary, é o melhor personagem da série, que faz você entrar em uma verdadeira relação de amor/ódio por ele, que faz você sentir nojo e ao mesmo tempo, torcer pelo personagem... e isso é muito bacana, pois personagens 100% prontos, de caráter único, são incrivelmente chatos e não consigo torcer por eles. Cotton é o típico “homem de Deus”, que julga, mata em nome do Senhor, mas no final se afunda nos prazeres da carne e vai contra tudo aquilo que prega. Sensacional!

Outra personagem que gostei bastante, foi Anne, uma garota corajosa, que quer justiça a todo custo, e vingança ao que fizeram com a parteira Bridget, que cá entre nós, foi uma coisa terrível. Mary realmente não tem escrúpulos e já deixou mais do que claro que faz o que quer com quem entre no seu caminho. Fazer a garota debilitada vomitar litros de sangue em cima da parteira, foi realmente uma coisa horrível de se ver, assim como a cena do enforcamento. Com essas cenas, Salem entra pro time das séries que não poupam no sangue e em cenas nojentas/chocantes.

E é com um boneco vodu que terminamos o episódio, que nos deixa com um possível gostinho de quero mais e uma pergunta em mente: o que é melhor? Mais sangue e menos história, ou menos sangue e mais história? Prefiro a segunda opção, e vocês?
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