quinta-feira, 8 de maio de 2014

[Crítica] Reign - 1x20: Higher Ground


"They're my monsters now".

Review:
(Spoilers Abaixo)

O episódio dessa semana foi praticamente dividido em duas partes: Francis no combate e Mary no castelo. Vamos falar primeiro da parte do combate.

Nessas cenas, basicamente mostrou Francis guiando o exército francês na luta lunática iniciada por Henry. O exército mercenário que ele roubou pegou emprestado da Mary é enviado para tomar Calais por um lado, e ele (Francis) vai guiar outro exército para tomar Calais por outro lado. Só que no meio tem o castelo de Montmorency que adquiriu alguma ajuda da Inglaterra, então ele guia seu pequeno grupo de franceses para tomar o castelo e abrir o caminho. Essa parte do episódio basicamente serviu pra mostrar alguma ação do personagem. Também mostrou uma coisa interessante.

Lembram de Leith, o menino da cozinha que teve um caso com Greer e teve sua vida “poupada” ao ser mandado para o exército? Pois é, justo ele estava dentre o grupo de Francis, e ajudou o jovem Delfim salvando sua vida. Este por sua vez se sentiu em dívida, e nada melhor para agradecer alguém do que oferecer algum título, então Leith saiu da cozinha direto para a realeza. Vai ser interessante assistir quais serão as reações no castelo quando o ex-cozinheiro-agora-nobre-amigo-do-príncipe retornar. Ah, no episódio passado eu disse que algumas cenas me lembravam Game of Thrones, agora eu também tive mais uma sensação de que Reign tem um que de Merlin, alguém mais sente isso?

Passando essa parte, vem a parte do castelo. Mary ainda está se lamentando pela “rasteira” que tomou de Francis, até nota um homem estranho. Guardem essa informação. Daí mostram a chegada de dois primos de Catherine, dentre eles a maléfica Hortensa, e pela falsidade despejada sabemos que coisa boa não irá sair daí. Alguém duvida?

Mary chega, interrompe a conversa (salva Catherine de um blablabla e troca de ofensas a lá Revenge - sorrisos e abraços misturados com ofensas disfarçadas) e a chama para um papo. Ela vem pedir e chega a “implorar” para que Cat (vou chamá-la assim) lhe empreste dinheiro para contratar um exército mercenário para enviar para a Escócia, continuando a crise do episódio anterior. Cat diz que não pode desfalcar as economias da França e Mary abre o jogo e diz que se refere ao “por fora” que sabe que a rainha má possui. Cat então dá-lhe um passa-fora e diz a Mary que ficar pedindo, e implorando a faz parecer uma rainha fraca, pois rainhas não têm esse tipo de atitude.

Mary que não é boba nem nada finalmente começa a nos mostrar que não está no jogo da corte para perder, e começa a fazer valer sua promessa do episódio anterior, de que fará o que for preciso para ajudar a Escócia: contrata um mercenário para roubar a grana da Cat. Até utiliza aquele discurso “não quero sangue em minhas mãos, mas faça o que for preciso”. Mas isso não cola por que no final o sangue sempre rola, mas ao menos no caso de Mary ela tenta fazer com que não seja sangue inocente. A cena seguinte mostra o início do plano do nosso mais novo-favorito contratado pela nossa amada rainha: Sequestrar Cat e pedir o resgate.

Eis que, aos 8 minutos e 57 segundos do episódio, começa a rodar a... abertura! Pois é. apenas 20 episódios depois é que eu fui descobrir que aquelas cenas com a música eram de fato uma abertura. Pra mim era apenas um pequeno clipe, não uma abertura de fato, mas é haha

Bom, o plano do sequestro meio que falha, porque Cat não nasceu ontem e deduziu que Mary encomendou o sequestro pela grana para contratar o exército, e oferece o dobro de dinheiro pela cabeça do mandante. Para contornar a situação, Mary e o mercenário dão um jeito de jogar a culpa do sequestro em cima de outra pessoa, e após uma conversa com Hortência, Mary descobre que esta iria matar uma menina inocente, então joga a culpa do sequestro em Hortência, já que esta odiava Cat e todos comprariam a história. Na visão de Mary, seria salvar um inocente e eliminar um “vilão”. Então vem o resultado da brincadeira: A cabeça de Hortencia de presente para Cat. A princípio rainha má não aceitou muito bem a história da Mary, mas ela foi mais esperta e implantou falsas provas para corroborar com sua história. Então Cat finalmente se convence e todos saem ganhando: Cat se livrou de uma prima mala, Mary tem dinheiro para contratar um exército e o mercenário ganhou sua parte. Não lembro se a Mary já tinha matado alguém antes na série, mas bem, definitivamente agora ela tem sangue em suas mãos!

Mas não para por aí. Lembram do homem estranho do início? Pois é, numa conversa com Hortencia Mary descobre que ele fez parte do grupo que assassinou os 12 escoceses a mando da Cat. Mary ficou horrorizada, mas ao invés de condenar esse grupo, ela tem uma ideia melhor: contratar os caras. E não para por aí, Mary ainda estende o “contrato” com seu mercenário para este guiar o grupo ao resgate da mãe de Mary. Ele até tenta argumentar que estes homens são monstros, mas Mary está decidida: “eles são monstros sim, mas agora são meus monstros”. E então foi a cena do episódio que me fez quase ter um ataque de tão diva que a Mary foi.

Nos outros plots do episódio, temos Lola, que começou a sentir fortes contrações pois seu parto está perto, e seu marido estava querendo fugir com a grana do dote. Gente, ela ainda não confrontou o cara sobre isso? Qual é, está certo que ambos estavam fazendo favor um ao outro ao se casarem, mas se ela corria o risco de cair num golpe, já deveria ter posto o pingo nos is a muito tempo. Daí o marido inventa uma desculpa de que ia caçar para aproveitar e fugir. Nesse imbróglio temos a única participação “relevante” do Bash na história: descobrir a verdade sobre o cara. E ele descobre o óbvio, que a saída para caçar era só uma desculpa para fugir. Ah, é mesmo, ele também aparece numa cena com Mary para dizer a ela que matar é uma ação perigosa, e que ela só deveria fazer se tiver certeza pois não há como voltar atrás. Enfim. Daí o casal tem uma DR, onde Lola diz que só se casou porque estava grávida e Julien diz que estava falido e só se casou para dar o golpe do baú, todo mundo se resolve e descobrem que no meio da troca de favores, um se apaixonou pelo outro. Família unida, final feliz.

Espero que nos próximos episódios Bash tenha uma participação maior e mais relevante, e acho que realmente terá, já que a Season Finale envolve o “the Darkness”, e esse plot é do Bash. Mas no geral Reign está muito boa, com tudo aquilo que eu amo: ação, manipulação, um pouco de tortura, mentiras, e jogo de interesses, então, não há muito do que reclamar.

Quanto a audiência, esta se manteve com 0.5 e cerca de 1.40 milhões de viewers, mantendo boa parte da audiência de seu lead in. Isso não é ruim, pois não caiu, mas também não é uma maravilha, está na média e a série já está renovada. Se fosse duas temporadas atrás, era perigo de cancelamento (lembram de The Secret Circle?), mas no atual estado da CW, a série está tranquila. Para quem não sabe, a CW tem duas donas: Warner e CBS. Tirando Reign e Beauty and the Beast, se não me engano, todas as outras são séries da Warner. Tinha Star Crossed, mas foi cancelada (estou esquecendo alguma?). Sendo assim, a CBS quer ter mais programação no canal (já que é dona da metade dele, né). E isso inclusive resultou na chocante renovação de Beauty and the Beast hoje. Sério, alguém não ficou chocado? Então, a não ser que Reign passe a ter números piores que a terceira temporada de Nikita, acho que vai ficar tudo bem.

Num apanhado geral, pontos altos do episódio:
  • Mary se revelando uma jogadora no jogo da realeza, mostrando que sabe jogar no mesmo nível de Catherine;
  • Leith volta como nobre;
  • A cabeça de Hortencia numa sacola para Catherine;
  • Mary agora tem um exército de “monstros”;

Bom, por hora é isso, até a próxima!
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