segunda-feira, 19 de maio de 2014

[Crítica] Once Upon a Time in Wonderland - 1ª Temporada


Status: Finalizada
Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 13 episódios
Exibição: 2013
Emissora: ABC

Crítica:

Você faz o seu próprio destino.


Lembro da época que Once Upon a Time estreou, e todos os preconceituosos de plantão falaram mal da proposta da trama antes mesmo de conferi-la. E, contrariando todas as expectativas, a série foi um sucesso absurdo, mesmo apesar dos seus defeitos. Vencido esse tabu, nada mais justo do que produzir um spin-off do sucesso, mas como diz o ditado popular, "um raio não cai duas vezes no mesmo lugar". Em uma série que tinha tudo para atrair o público da original, a baixa audiência reinou. E qual foi o problema? Quais os motivos que levaram ao cancelamento?

A história gira em torno de Alice, uma jovem atormentada pelos demônios do seu passado, condenada a passar os restos dos seus dias em um manicômio. A garota é resgatada por um coelho falante e o Valente, alegando que o grande amor de sua vida ainda está vivo. Com a chama da esperança viva em seu coração, Alice voltará para o País das Maravilhas para enfrentar a cruel Rainha Vermelha, e salvar o seu amado. Mas o que a menina não sabe, é que o amor de sua vida é prisioneiro de outra pessoa. Alguém que não poupará esforços para conseguir completar seus mais obscuros objetivos...

Respondendo à pergunta do primeiro parágrafo, acredito que diversos fatores levaram ao cancelamento de Once Upon a Time in Wonderland. O principal deles foi a mudança do plano de estreia do original. Inicialmente, essa série seria exibida no mesmo dia e horário que Once Upon a Time, enquanto a mesma estivesse em hiatus. Mas a emissora se mostrou confiante no projeto, transferindo-o para outro dia. Até mesmo o presidente da ABC confessou que eles tomaram uma decisão errada, e que se arrependia de não ter seguido a ideia original.

É claro que há outros motivos para a série não ter emplacado. Dentre um dos principais, temos a péssima escolha dos atores principais. Apesar de a grande maioria não ser ruim, quase nenhum deles tem o mesmo apelo carismático que os protagonistas da série-mãe. Um dos pontos mais notáveis da série original é o desenvolvimento excelente dos seus vilões, o que não é o caso por aqui. Wonderland apresenta dois personagens do lado negro da força, a Rainha Vermelha e Jafar. E, enquanto a atriz Emma Rigby entrega uma interpretação forçada, Naveen Andrews não apresenta qualquer carisma. Pelo mesmo Rigby convence um pouco mais no decorrer da temporada, quando sua personagem tenta uma espécie de redenção.

Os problemas levantados, porém, são inteiramente culpa dos atores, já que o roteiro continua afiado ao relacionar, de forma eficiente, os vários universos levantados para compor a trama. As duas maiores narrativas acontecem em Agrabah, e, obviamente, Wonderland. Mas também tivemos algumas cenas na já conhecida Storybrooke. Sem contar que vimos alguns atores da série-mãe, como Robin Hood e Cora. Essa última foi muito mal aproveitada no enredo. Desde o começo estava na expectativa de que a personagem desse as caras, mas pouco teve conexão com o que vimos em Once Upon a Time. Decepção total, já que a Cora poderia ter brilhando como uma das vilãs principais.

Apesar da série ter sido cancelada, e de todos os seus pontos negativos, ainda a recomendo. É fato que ela é mais fraca que a outra, mas o desenvolvimento de sua história é muito interessante, e o Series Finale fecha todas as tramas legendadas no decorrer da temporada. Agora vocês já sabem exatamente o que esperar, principalmente em torno dos (de)efeitos visuais, que estão ainda mais visíveis neste spin-off. Estão pensando em embarcar em mais essa aventura, ou vocês acham que estão maravilhosamente bem com a série original, e isso é suficiente?
Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário