domingo, 11 de maio de 2014

[Crítica] Hannibal - 2x10: Naka-Choko


Sem a morte, estaríamos perdidos.

Review:
(Spoilers abaixo)

Sim, estaríamos. Mas não é agora que iremos morrer, pois a NBC acabou de renovar Hannibal para uma terceira temporada. É ou não é um motivo e tanto para comemorarmos?

Pois bem, no episódio anterior, cheguei até a reclamar sobre a sensação de “ejaculação precoce” quanto ao seu término na melhor parte. Daí, simplesmente resolvem sambar na minha cara, pois neste novo episódio, conseguiram explorar divinamente tudo o que faltou no anterior. A começar pela exibição da cena em que Will mata o rapaz com as próprias mãos e pelo prolongamento do diálogo entre ele e Dr. Lecter.

Sinceramente, não gostei muito de Will estar se tornando um assassino a sangue frio. Se antes ele queria justiça, agora ele se tornou apenas aquilo que ele mais temia e pelo qual lutava contra. Sendo assim, fica difícil considerá-lo “mocinho”, pois em apenas dois episódios, conseguiu se afastar bastante deste título. Ele, junto de Dr. Lecter, formam uma dupla. Um paradoxo. O assassino perfeito.

Dr. Lecter deve estar tendo orgasmos múltiplos por poder presenciar a transformação de Will. Toda a insanidade, toda a frieza, parecem ter sido herdadas do psiquiatra, que de uma forma ou de outra, acabou sendo um grande mestre. Will, no posto de aluno dedicado, parece estar cumprindo bem o seu dever de casa.

Freddie Lounds em cena me fez ter aquela sensação de “asterisco hífen asterisco” que todo mundo conhece. Isso se deve ao fato de eu adorar a personagem, o que não é segredo. Ela é chata? Sim, é. Mas é uma chata para os personagens, pois consegue ser uma verdadeira pedra no caminho de todo mundo. Mas para quem assiste, ela é muito legal e divertida, pois apimenta a história. Então, ela foi um dos grandes destaques do episódio e talvez tenha tido o mesmo destino de Beverly – descobrindo o que não devia e virando comida -, mas antes disso, pode sambar na cara da Alana, perguntando se ela já dormia com o Dr. Lecter quando ainda era aluna dele. Tem como não amar?

Mas ao descobrir provas – muito fáceis, assim dizendo – no celeiro de Will, a jornalista teve o seu fim escrito. Mas tenho minhas dúvidas quanto a isso... Will realmente a matou? E se ele a convenceu de algo e/ou a está mantendo presa para enganar o canibal? Sei lá... isso tudo foi no mínimo estranho.

A série, mais uma vez, introduziu uma menção aos filmes do serial killer. Agora, foi a vez dos porcos criados por Mason Verger, que finalmente deu as caras na série. Visivelmente desequilibrado, o personagem consegue superar todos os limites da nojeira, o que torna até compreensível o desejo de matá-lo que Margot vem nutrindo dia após dia. Por falar em Margot, foi belíssima a cena em que ela e Will transam ao mesmo tempo que Dr. Lecter e Alana. Tal cena, misturada, deu a impressão de estarem fazendo os quatro juntos. Foursome.

Praticamente, não há mais nada para comentar. A série já se encontra em sua reta final, faltando apenas três episódios. E como era de se esperar, não deixa a desejar. Cumpre o que promete e surpreende quando pensamos em nos decepcionar.
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