domingo, 4 de maio de 2014

[Crítica] Glee - 5x15-18: Bash / Tested / Opening Night / The Back-Up Plan


Quando começamos sem saber pra onde estamos indo.

Review:
(Spoilers Abaixo)

É. Aqui estou eu depois de um mês longe das reviews da série. O que aconteceu? Basicamente, um monte de coisas pra fazer em um tempo muito apertado - é, eu já sabia que seria assim - o mês de Abril parece ter sido escolhido pra eu ser atolado de coisas pra fazer até o pescoço. E como senão bastasse, parece que esse mês que passou durou uma eternidade. Me senti preso em Abril por uns 90 anos. Não via a hora de Maio começar, e finalmente o mês veio - e um mês que começa com feriado, não tem como ser ruim, né? - e cá estou, pronto pra pisotear na cara das inimigas com essa review quádrupla.

Deixando de lado minhas desculpas, quem também andou pisando na bola foram os roteiristas de Glee. Gente, me falem, esses escritores eles planejam a série? Sinceramente, às vezes acho que eles chegam, vomitam plots aleatórios e gravam um episódio sem pensar no antes e no depois. A prova disso são esses quatro episódios - que apesar de não terem sido ruins - carregaram com si os mesmos erros que a série apresenta desde a segunda temporada. Erros esses que vamos relevando aqui, relevando lá, mas quando vemos quatro episódios seguidos percebemos que não dá pra relevar tanto. A sensação que eu tenho é que a série podia estar genial, podia ser muito mais aproveitada, mas está estagnada em uma falta de tramas interessantes.



Começamos por Bash, o episódio que sucedeu aquele que marcou a maior mudança na série desde o final da terceira temporada. Preconceito é um tema sempre interessante, mas Glee errou a mão nesse episódio, deixou tudo muito superficial. 

Gente, pleno século XXI e ainda existe preconceito entre relacionamento entre duas pessoas de "raças" diferentes? Pelo amor de Deus, Mercedes e Sam não podiam simplesmente ficarem juntos, sem que tivessem criado todo um pseudo-drama em volta disso? A sensação que me ficou foi que só criaram essa trama, pra enfiarem o single da Amber na série. Aliás, single muito bom por sinal, achei Color Blind bem gostosinha.

Já a homofobia foi um pouco melhor conduzido e transpareceu o quanto Kurt cresceu como pessoa na série. Kurt - apesar de odiar quando ele canta - é um dos personagens mais complexos da série e a sua evolução fica visível em cada fala dele. O mesmo homem que enfrentou aqueles agressores no beco, é o mesmo garoto que um dia fugiu do McKinley por causa do bullying, e foi se refugiar lá na escola dos Warblers (não, eu não lembro o nome). Lógico, que o plot teria sido muito melhor aproveitado se a série tivesse exagerado no drama. Sabe, esse é o tipo de plot que exige, que pede um certo exagero dramático pra torná-lo memorável. 

Bom, o fato é que Kurt sobe cada vez mais no meu conceito. Em Nova York, ele é de longe o personagem mais coerente e concreto em suas atitudes. A prova disso é nos conselhos que ele dá pra Rachel. Essa por sua vez está cada vez mais impulsiva e agindo de um jeito bem controverso. Ela lutou toda a terceira temporada pela vaga em NYADA, e agora simplesmente jogou isso para os céus e decidiu se entregar para Funny Girl. Mas não posso julgá-la muito, porquê, me conhecendo, provavelmente eu faria o mesmo. Agora, alguém me explica o que deu na cabeça da Rachel pra fazer um dueto quando deveria solar? Tipo: wtf?



Bom, seguindo o duvidoso Bash, tivemos o Tested que foi nada mais, nada menos, que foi um dos episódios mais avulsos e sem graça da temporada. Acho que esse episódio é a prova do quanto a série está posta em uma espécie de banho-maria. Tipo, cadê a storyline da temporada, Brasil? Saudades Quinn. Convenhamos que ela sempre teve as storylines legais dessa série. 

O que salvou o episódio é, claro, foi o fato de que ele conseguiu divertir e ser mais coerente em sua proposta (essa sim, de qualidade meio duvidosa), o fato é que essa coisa de "trama da semana" podia funcionar na época do colegial - já que usavam como desculpas as aulas do Mr.Schue - mas agora, é meio estranho ver que todos começam a passar pelo mesmo problema, ao mesmo tempo, sendo que no final, a mensagem moral que todas as subtramas passam é a mesma. Meio infantil. Meio procedural. Está quase um CSI só que com música e adolescentes. 

Bom, ver todos eles envoltos em dramas por causa de questões sexuais é interessante, porém, a maioria dos diálogos beira ao infantil. Me irrita essa necessidade que Glee tem de ser politicamente correta, tirando os diálogos entre Mercedes e Rachel, os outros chegaram a ser babacas. Principalmente aqueles que envolveram Artie. 

Toda a trama de Artie foi mal conduzida, mal escrita e dê um mal gosto enorme. A intenção era boa, mas a trama me soou machista e de caráter duvidoso. Aliás, caráter duvidoso o de Artie também, mais um que do nada sofreu da mutação de personalidade que 90% dos personagens da série sofrem. Bom, ainda bem que ele sumiu nos próximos dois episódios, deve ter sido engolido pela clamídia ou qualquer coisa assim. Aliás, com esse sumiço, não existe mais nenhum ator que tenha participado de todos os episódios da série. 

Até chega doer me dizer uma coisa dessas, mas a melhor trama do episódio esteve nas mãos de Klaine. Pois é. Mais um plot que mostra o quanto Hummel evoluiu e o quanto ele merece um namorado melhor que Blaine. GENTE, o que está acontecendo com o Blaine? Arrogante, egoísta, egocêntrico etc. Juro o personagem está ficando intragável, seus ataques são péssimos e já disse aqui milhares vezes, ele tenta ser a versão masculina da Rachel, mas falta o apelo que Mãe Lea tem. Aliás, já pra fazer ponte com o The Back-Up Plan, Blaine - interagindo com aquela véia lá - só se mostrou pior do que eu esperava no 18° episódio. Espero que isso seja o caminho pra uma separação de Klaine, porque olha, não dá pra shippar esses dois há séculos, juro que torço pra um plot twist onde Blaine vire vilão e Kurt termine com Elliot (SAUDADES ELLIOT, SAUDADES). 



Bom, só nos resta então falar de Opening Night The Back-Up Plan, o primeiro podia ser chamado de "That One When Tina Come Back", Tina pisou. Ofuscou. Sambou. Juro que pra NY ficar perfeita, falta Tina. Pelo amor de Deus, gente. Vamos fazer campanha pra ela voltar para o elenco regular da série. 

Pra que Diabos trazer Sue pra Nova York com todo aquele plot ridículo e absurdo? Confesso que quando Rachel deu aquela pisada na Sue, meu sorriso se abriu. Ela mereceu. Essa vilania sem motivo já encheu o saco há muito. Mr.Schue foi bonitinho, ver o nascimento do Daniel Finn Schuester, também foi bonitinho. Mas só. 

Em paralelo, tivemos o desenvolvimento de Mercedes. Gente, tenho que admitir: estou gostando dela em Nova York. É a segunda personagem mais coerente ali. A interação dela com Santana é sempre bacana e achei legal da parte de Mercedes de querer ajudar Santana a subir na vida. Torço pra que isso traga algum desenvolvimento pra Santana. Torço. 

Deixa eu falar com vocês uma coisa, pra mim todos esses boatos de estresse nos bastidores envolvendo a Naya nas últimas semanas se devem ao fato de que: Santana está sendo tratada como lixo e a Naya não deve tá gostando disso. A personagem está presa em um ciclo de "amigas e rivais", ora uma bitch, ora a melhor amiga que alguém pode ter. E enquanto isso, continua sem plot. Está basicamente do mesmo jeito que estava no 4x13, quando decidiu se mudar pra NY. Isso porquê todo plot que ela teve depois, foi esquecido pelas mentes "geniais" por trás da série. 

O fato é que Glee está se tornando uma "The Life Of Lea Michele", quase que uma biografia só que mais exagerada. Convenhamos, os dois últimos episódios mostraram isso e por mais que ame Mãe Lea, e ame Rachel, isso não vai render bons frutos. Se o final que Titia está planejando pra série, for uma Glee dentro de Glee é bom ele repensar e ser mais criativo. As atitudes da Rachel continuam sendo impulsivas, errôneas, mas pelo menos, condizem com o quê a personagem sempre foi. Gosto dos choques de realidade que dão nela de vez em quando, apesar de que, está tudo muito feliz. Tudo acabando muito bem. 

Kurt está bem, Mercedes está bem, Santana está bem, Rachel, Sam e Artie, todos estão ótimos. E isso está irritando! Frozen é um musical com mais carga dramática e uma puta carga dramática - e é uma animação da Disney. O fato é que na série, tudo está muito bom, muito bem. Falta drama, falta trama, falta algo que me faça voltar pra assistir na próxima semana, porque se eu quisesse ver um procedural, ia assistir CSI. Se eu tinha alguma esperança com essa nova fase da série, ela já se foi, a melhora a qual eu me prendi, ainda não veio, infelizmente. Glee continua sendo Glee, e talvez, seja esse o problema.

Performances das Semanas:

Love Is A Battlefield - Kurt e Blaine


Pumpin Blood - Rachel e suas servas, Santana e Mercedes


Doo Wop (That Thing) - Mercedes e Santana 


P.S.
Bash flopou até nas performances. 

P.S.2
Rachel diva gay, amei. 
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