terça-feira, 20 de maio de 2014

[Crítica] Dracula - 1ª Temporada


Status: Cancelada
Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 10 episódios
Exibição: 2014
Emissora: NBC

Crítica:

A lenda ganha uma nova vida.

Depois de anos descansando em sua tumba, o ícone de horror absoluto, Dracula, está de volta para uma nova adaptação da história clássica. A NBC estava tão confiante nesta produção que pulou a etapa de piloto e encomendou logo dez episódios para a primeira temporada. Infelizmente, depois de perder a força da audiência, essa encomenda será a única que a série receberá. Mas o que levou os espectadores a perderem interesse na série? Houve algum erro de estratégia por parte da emissora? Vamos saber um pouco melhor sobre esse drama, assim como os melhores e piores pontos desta primeira - e única - temporada.

A história, reimaginação do clássico romance de Bram Stoker, se passa na década de 1890 e acompanha a história de Dracula, um homem que vive uma vida dupla em Londres: ele diz ser Alexander Grayson, um empresário americano interessado em trazer a ciência moderna para a sociedade vitoriana; mas, na verdade, ele quer se vingar de quem lhe fez mal há centenas de anos. No entanto, seus planos tornam-se instáveis quando ele conhece Mina Murray, uma garota que parece ser a reencarnação de sua falecida esposa. Agora, Dracula terá que esconder seus sentimentos para o bem de seus planos e, principalmente, de sua amada.

A série foi jogada às sextas-feiras, o que muitos diriam que o canal não estava muito confiante na produção. De fato, é exatamente o contrário. As sextas têm sido uma grande surpresa para a NBC, que emplacou o sucesso sobrenatural, Grimm. Sem contar que Dracula faria uma ótima dobradinha com a veterana. O começo obteve o retorno esperado, mas, com o passar das semanas, a audiência de Dracula foi caindo drasticamente. Muitos ainda pensaram - eu, inclusive - que a produção ainda teria mais uma chance, assim como foi o caso de Hannibal.

Mas não foi apenas o nome conhecido que garantiu um segundo ano para a série do serial killer canibal, mas sim, a recepção positiva entre os críticos e os fãs da série - algo que não aconteceu com Dracula. Esta série recebeu críticas mistas, o que pode ter sido determinante para o seu cancelamento. A NBC está mais madura atualmente, e está disposta a manter um programa se ele alcançar um certo reconhecimento. Infelizmente, Dracula não teve manteve uma boa audiência, e muito menos boa recepção. É uma pena mesmo, porque apesar da série não ter ido muito bem nesta temporada de estreia, mostrou muito potencial nos seus últimos episódios.

O maior problema do enredo foi não ter conseguido alcançar um equilíbrio entre política, romance e terror. Este último elemento foi o mais negligenciado nos primeiros episódios da temporada, o que certamente desestimulou os espectadores que estavam ansiosos para ver o ícone do terror reinar novamente. E, apesar da quantidade limitada dos episódios, devo confessar que a história se arrastou muito mais do que deveria. Os roteiristas tinham o objetivo de reservar os conflitos mais interessantes da história original para a próxima temporada, o que acabou prejudicando o primeiro ano.

Pelo menos quando a série engata de verdade, ela não para mais. Os melhores episódios, obviamente, são os dois últimos. Lucy ganha mais destaque na trama, assim como o seu destino choca-se com a realidade do filme - resultando em uma das melhores cenas da série. O confronto final entre o Dracula e a Caçadora também é de tirar o fôlego. É uma pena mesmo que esta série tenha sido cancelada antes de mostrar a que realmente veio. Como já disse, o segundo ano tinha muito potencial, e certamente teria se saído muito melhor que este primeiro. Recomendo a série, mas não esperem muita coisa, porque todas as tramas ficam sem resolução.
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Comentários
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1 comentários:

  1. ¡A mí sí me gustó! En general me parece que la historia de Drácula es maravillosa es uno de los clásicos de la literatura, sin embargo hay muchas versiones que para bien o para mal han logrado atraer la atención del público, cada una con sus puntos a favor y en contra, al final del día es cuestión de ser tolerante y quedarte con la versión que más te guste.

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