domingo, 18 de maio de 2014

[Crítica] Cabana do Inferno


Direção: Eli Roth
Ano: 2003
País: EUA
Duração: 92 minutos
Título original: Cabin Fever

Crítica:
Spoilers Abaixo!

Terror à flor da pele.

Com lançamento de Cabana do Inferno 3, estava mais do que óbvio que teríamos que voltar para aquela cabana no meio da floresta, para relembrarmos a franquia. O primeiro é considerado “cult” entre os fãs do terror, principalmente por juntar elementos conhecidos do gênero e utilizá-los de uma forma totalmente nova, dando uma nova perspectiva quanto aos outros filmes estilo "terror na cabana". Pena que não podemos dizer o mesmo da Parte 2, mas vamos nos controlar, esta crítica é sobre o primeiro, então vamos tentar nos conter. Por enquanto.

A história gira em torno de cinco amigos que vão até o meio do nada, provavelmente querendo ser mortos pelo Jason, mas, como o nosso gigante matador parece adormecido, o roteiro teve que encontrar outra forma de trucidar estes jovens burros. No filme, uma bactéria que atinge a pele começa a se espalhar como uma praga por entre os inocentes jovens. Conforme eles tentam entender o que está acontecendo, eles têm de se manter longe um dos outros e das possíveis ameaças locais que podem contaminá-los. Quando tudo pode levar a uma doença fatal e horrorosa, como você pode confiar em alguém?

Em nenhum momento é falado sobre a origem do vírus. Só aparece o cara que já estava contaminado e não sabemos o que aconteceu para ele ter adquirido essa praga. Então, se vocês foram assistir querendo respostas, podem esquecer. Acho que o mais interessante, é relaxar e se surpreender com os momentos anti-clichês do roteiro. Nada de serial killer por aqui, meus caros. Nossas vítimas são aniquiladas por um vírus, e a doença acaba se espalhando com a burrice dos personagens. É uma ideia simples, mas que não deixa de ser original, além de ser realmente assustadora. O que vocês fariam numa situação dessas? Eu certamente não ficaria naquele lugar... Ou tomaria certas atitudes suspeitas.

Sim, eu estou falando da improvável cena de sexo que acontece lá perto do terceiro ato. Tipo, todos estão morrendo para todos os lados, uma doença misteriosa está derretendo a pele da negada e os jovens promíscuos vão transar? É sério isso, produção? Mas, como em todos os filmes de terror que vimos, o castigo vem dobrado para aqueles que descumprem as regras simples para se sobreviver em um filme de terror.

O orçamento total não foi muito grande, e podemos ver isso quando um cachorro ataca um dos jovens (já contaminado) e a cena não é mostrada, possivelmente por falta de dinheiro (é melhor assim, do que uma coisa mal feita). Mas temos algumas cenas bem nojentas e a câmera simplesmente não poupa ninguém. Sempre com efeitos de maquiagem muito bem feitos, somos guiados através de cenas grotescas, como uma certa depilação. Sinceramente, essa deve ser a cena mais impactante do filme e ficará marcada na minha cabeça para sempre.

É óbvio que eu recomendo. A direção é forte e não tem medo de nos intimidar, e o roteiro faz uma verdadeira coletânea de tudo o que já vimos no gênero, bate no liquidificador e consegue nos trazer uma mistura original. É engraçado como os clichês são usados de uma forma inteligente, tornando certas cenas surpreendentes, já que esperamos uma coisa e acontece outra. Como não poderia deixar de ser, o final deixa uma ponta para uma sequência, que, ao invés de continuar com a tensão, abre a mão para apresentar um verdadeiro pastelão trash. Triste.


Trailer:

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1 Comentários

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1 comentários:

  1. Esse filme tinha uma ideia ótima, mas resolveram destruir tudo e transformar em algo que não pode nem ser chamado de comédia. O filme tem tantos momentos bizarros, que parecia até um sonho esquisito, no fundo acho que o Eli Roth pretendia fazer um filme pra não ser levado à sério mesmo. Se a refilmagem realmente for feita espero que façam algo mais sombrio e sem piadas.

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