quinta-feira, 24 de abril de 2014

[Crítica] Hannibal - 2x08: Su-zakana


Você o fisga, eu o guardo.

Review:
(Spoilers abaixo)

Este episódio me fez refletir se sou eu ou se são os produtores que estão exagerando nas drogas. Cara, que episódio foda! Bizarro! Fantástico! Hannibal!

Bato na mesma tecla. Até tento, mas não tem como não se surpreender com Hannibal. A capacidade de reinvenção é fantástica. Como eu disse na última review, achei o último episódio meio morno, mas como se os produtores tivessem se importado com a minha opinião (aham, claro!), resolveram me compensar com o desta semana, me presenteando com cenas magnificamente encaixadas e um leque de novidades. A começar pela tão esperada chegada da personagem Margot (finalmente uma personagem feminina interessante!), assim como também de seu irmão, Mason Verger. A participação dos dois, embora que pequena, serviu para nos deixar com um certo gostinho de “quero mais”.

Uma das principais coisas que me chamaram a atenção neste episódio, foi a maneira que na qual os acontecimentos foram mostrados. Tive a impressão de estar assistindo três histórias em três momentos distintos, como se não estivessem seguindo uma narrativa linear. Esses três momentos foram: o foco na relação entre Will e Dr. Lecter, a chegada de Margot e o “caso da semana”.

Os diálogos deste episódio foram intensos e nos deram um banho de significados, muitos dos quais, poderão passar despercebidos. Obviamente, quase todos foram entre Will e Dr. Lecter, que finalmente retomaram suas consultas, e em uma delas, Will fez questão de deixar bem claro que não queria mais matar Dr. Lecter, pois o julgava mais interessante.

Pois bem, o caso da semana – por sinal, muito bizarro – foi um reflexo da relação de Will e Dr. Lecter. O assassino se aproveitou de uma pessoa com distúrbios psicológicos, para despejar toda a culpa de seus crimes. Dentro do caso, Will se sentiu no mínimo cutucado com a situação, pois havia passado pela mesma coisa e se sentia mais que na obrigação de ajudar o rapaz que estava sendo acusado injustamente. Mas talvez não seja apenas isso... talvez ele também queira “experimentar” o que tem vontade de fazer com Hannibal, ou seja, matá-lo, algo que o coloca em perfeita contradição.

Provavelmente, Will está tentando fazer o mesmo que o seu inimigo... ou seja, está brincando, esperando, vendo o que acontece, comendo pelas beiradas... e Dr. Lecter, ou está realmente sendo fisgado, ou está fingindo ser. Das duas uma.

Agora, mais do que nunca, estamos na reta final. A cada segundo, uma nova expectativa, uma nova surpresa. Simplesmente não tem como não aplaudir esta série!
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