quarta-feira, 26 de março de 2014

[Crítica] Raze


Direção: Josh C. Waller
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 87 minutos
Título original: Raze

Crítica:

Nenhum homem poderia sobreviver a isto.

Tiro, porrada e bomba! Pronto, a crítica poderia se resumir nisso. Mas, como eu sou uma pessoa bem detalhista, irei mostrar os pontos positivos e negativos para vocês em seis parágrafos, como sempre. Esse não é um tipo de filme que estou acostumado a ver, especialmente se no lugar das mulheres fossem homens. Acredito que seja muito mais divertido acompanhar as mulheres lutando até a morte, provando que não devemos subestimá-las. Eu canso de falar sobre isso nas minhas críticas. Mulheres são mais resistentes do que os homens, o que reflete diretamente na tagline oficial do filme.

Na história, mulheres são sequestradas e forçadas a brigar entre si até a morte com as próprias mãos. Em uma espécie de torneio, elas têm sua força testada, assim como o que estão dispostas a fazer para sobreviver. Para incentivá-las a lutar, os realizadores do jogo ameaçam seus entes queridos - com sua morte também resultando na deles. Depois que Sabrina é raptada, ela se encontra em uma toca subterrânea, forçado a lutar com outras mulheres inocentes para a diversão dos espectadores incógnitos. Cada uma dessas guerreiras relutantes tem algo a perder, mas apenas uma ficará de pé quando o jogo terminar.

Eu gosto muito dos trabalhos da Zoë Bell. Ela é uma das mulheres mais duronas atualmente, inclusive na vida real, considerando que iniciou como um dublê de filmes. Seu próprio rosto já mostra que ela não está para brincadeira, e confesso que certamente tremeria na base se tivesse que enfrentá-la nesse filme. Desde o começo tive pena das mulheres que iriam lutar com ela, mas comecei a mudar de ideia conforme a história ia se desenvolvendo. De fato, algumas delas mereciam muito apanhar. Os perfis das personagens são basicamente os mesmos que vemos nesse tipo de filme. Temos a protagonista - que arrebentará todas; a fraquinha - mas que surpreendentemente continua no jogo; a bondosa - que ainda não entendeu que a história se trata de sobrevivência; e, por último, a vilã - que está lá porque gosta de matar mesmo.

As personagens são muito diferentes entre si, não estou falando só da personalidade, como também da aparência. Acredito que boa parte delas não foi bem aproveitada. No filme ainda há alguns rostos conhecidos, que têm sua participação tão limitada, que talvez vocês nem os perceba na história - como Rosario Dawson (Sin City: A Cidade do Pecado). Até mesmo as personagens que têm mais destaque são mais desenvolvidas. Uma das partes mais decepcionantes do filme é a luta final entre a protagonista e a sua arqui-inimiga. Esperava algo mais mais demorado e elaborado. Infelizmente, tudo aconteceu muito rápido sem atingir o clímax esperado.

Em contrapartida, o começo desse filme foi excelente. A cena inicial surpreende porque você espera que vá acontecer algo completamente diferente. O enredo choca logo de início com a sua brutalidade, apresentando o tom controverso da história já na sequência inicial. Não esperava aquele desfecho, e o filme justamente surpreende porque não tem pena de eliminar suas personagens. Mesmo aquelas com rostos mais conhecidos. Então, meus queridos, meu conselho é foca na personagem da Zoë Bell e se preparar para cair na porrada. Apesar de não ter muita variedade na hora da morte, algumas delas são gráficas e violentas.

Por último, necessito falar sobre o final do filme, que segue com outra decepção. No momento em que o roteiro deveria ter representado o seu máximo, ele diminui. Teria potencial para um grande massacre quando a protagonista fica cara a cara com os espectadores sádicos. Infelizmente, a história não segue sua própria lógica. Não há nenhum "Sabrina vs Todo Mundo". E, com o estrago feito, o filme termina de uma forma negativa e nada condizente com o que estávamos esperando. Particularmente eu não gostei, mas tenho certeza que irá agradar a alguns. Enfim, foi divertido, mas poderia ter sido muito melhor.


Trailer:

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