domingo, 23 de março de 2014

[Crítica] Glee - 5x12: 100


Previously on Glee.  

Review:
(Spoilers Abaixo)

100 lições. Cinco temporadas. Dezenas de personagens. Centenas de tramas. Milhares de risos, lágrimas, surpresas e gritos proporcionados ao longo desse trajeto. Nem parece que já se passou tanto tempo, né? Parece que foi ontem que New Directions perdia a Regional, enquanto Beth nascia. Parece que foi ontem que Kurt se cansou do bullying de Karofski e foi pros Warblers, onde conheceu Blaine. Parece que foi ontem que Quinn, Mercedes, Mike e companhia se formaram depois de vencerem as Nacionais. Parece que foi ontem que Finn e Rachel, Kurt e Blaine terminavam em plenas ruas de Nova York. Mas não foi ontem. 

Glee não é nem de longe, o melhor roteiro, nem o melhor elenco, muito menos a melhor comédia. Não. E esse episódio, o centésimo da série, é a prova viva disso. A única coisa em que Glee consegue ser a melhor é em divertir. E pra mim, essa é a mais marcante característica da série: ser divertida. Não tem como não amar um episódio bom da série, porque é simplesmente perfeito nesse quesito. E talvez seja aí onde muitas outras séries pecam, esquecem de que sua função é divertir. 

Glee nunca se esqueceu disso. Mas em algum momento, a série já não divertia, ao menos, não do mesmo jeito que antes. Os roteiristas tomaram um caminho que não agradou os fãs, e só eles sabem o que levaram eles a tomarem esse caminho. O que eu sei é que não deu certo. A série deu o azar de tomar uma escolha arriscada, e depois disso, a série não conseguiu se encontrar de novo. A quarta temporada inteira, foi uma tentativa dos roteiristas de se acharem. Era visível isso. 

Não estou dizendo que a quarta temporada inteira foi ruim. Não foi. Assim como a segunda temporada que é considerada a pior coisa do mundo, também não foi tão ruim. Até hoje lembro do Born This Way e o dueto de Rachel e Quinn, I Fell Pretty/Unpretty não sai das minhas playlists que escuto quando estou na fossa (e sim, isso quer dizer que eu escuto bastante). Glee errou, tropeçou, mas é normal. Eu poderia ficar horas aqui, discutindo a série. Escrever por décadas, e talvez, nunca entender o que aconteceu com a série.

O importante é que a série nunca desistiu de si mesma, nunca negou o que é. E é disso que mais gosto. A série nunca negou seus roteiros loucos, suas tramas confusas, seus personagens bipolares, seus personagens quase avulsos, suas participações especiais malucas, seus episódios tributos totalmente fillers. Afinal, a série é simplesmente o que é. Glee é Glee. E quando se trata de ser Glee, Glee ainda é a melhor. Isso que estou falando faz algum sentindo ou repeti o nome da série tantas vezes que vocês já estão achando que estou louco?



Falei, falei, falei e falei mais um pouco, e ainda não cheguei aonde queria: no centésimo episódio. Mas vocês já estão acostumados com minhas reviews longas, então, comentem que gostaram pro Neff não me demitir. Enfim, voltando ao assunto. Foi uma longa jornada até esse episódio, por isso toda essa introdução gigantesca. Eu precisava transmitir pra vocês tudo que senti vendo esse episódio. 

Afinal, esse centésimo episódio mostrou exatamente o que Glee foi nesses cinco anos. Foi como ver todo esse tempo passar diante dos meus olhos em cada performance, em cada rosto, em cada trama trabalhada no episódio. Me senti assistindo a série inteira de novo. Se esse era o objetivo de Titia, palmas porquê ele conseguiu. 

Vamos começar falando de Quinn, vulgo a diva sambista que humilha Satanás. Depois de Lea Michele, acho que Dianna é a atriz mais amada pelo povão e a volta dela foi a que mais alvoroçou os fãs. Eu, acredito que existem alguns personagens atuais que representam bem o que Glee é (tô falando muito isso hoje) entre eles estão Rachel, Tina, Quinn, Becky, Santana, Blaine, Sam e Brittany. Finn também estaria nessa lista. O fato é, Quinn é uma das que representa bem a série, e estava odiando o fato de ela não ter tido um final ou uma trama digna desde a formatura. 

A verdade é que o roteiro traça esse final da Quinn há bastante tempo, até eu já percebi que ela e Puck deveriam terminar essa série juntos. E finalmente isso aconteceu. O discurso de Puck foi muito bem colocado e disse apenas verdades, e sinceramente, espero ver como os dois estarão mais algumas vezes antes da série acabar. E A-M-E-I ele cantando Keep Holding On pra ela, eu estava tão ou mais choroso que a Quinn. E gente, o que foram aquelas caras da Rachel pra Quinn no meio da performance? Eu tava tipo, "acertou em Faberry sem querer".

Falando em Rachel, ver ela e a Mercedes brigando pra ver quem era mais diva - como sempre - foi puro amor. Os diálogos e as falas foram muito bem escritas, e deu um tom de veracidade a competição entre as duas, sem deixar a trama banal demais. Bom, pelo menos, pra mim. Sem falar que Defying Gravity é sempre sensacional. Só não entendi porquê Kurt tava ali, querido, todo mundo já sabe que você NÃO É a diva do ND, obrigado, de nada.

Pra fechar, só me resta falar de Brittana, posso falar que achei que faltou um pouco de química ali? Não sei. Simplesmente acho que não vejo mais as duas como casal - podem me apedrejar - foi como se Santana e Brittany estivessem forçando uma situação dos felizes para sempre. Sei lá. Acho fofo, porém não gosto. Acho que elas precisam de outras experiências antes de voltarem a ficar juntas, porque não dá pra considerar o personagem quase avulso da Demi como experiência pra Santana, né?

Por enquanto, é isso. Estou aqui, matando e morrendo pelo episódio dessa terça, que, acredito eu, vai lacrar tudo. Afinal, Holly e April vão tentar salvar o ND. Agora, fiquem com a performance do episódio, que, não podia ser outra se não, Keep Holding On. Como não amar Puck cantando pra Quinn, enquanto o ND refazia a coreografia da performance original? Pois é.  

Performance da Semana - Keep Holding On (Puck e New Directions)


Vale A Pena Ver De Novo - Keep Holding On (Rachel, Finn e New Directions)
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Comentários
4 Comentários

Comentário(s)

4 comentários:

  1. Gostei dessa parte: "O importante é que a série nunca desistiu de si mesma, nunca negou o que é. [...] A série nunca negou seus roteiros loucos, suas tramas confusas, seus personagens bipolares, seus personagens quase avulsos. [...] Afinal, a série é simplesmente o que é. Glee é Glee.E quando se trata de ser Glee, Glee ainda é a melhor."

    Não gostei dessa parte: "Glee não é nem de longe, o melhor roteiro, nem o melhor elenco, muito menos a melhor comédia.""

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  2. Gostei bastante desse episódio. De 95%. As cenas Rachel e Mercedes, Puck e Quinn, Britt e Santana, as músicas. Tudo parece que foi construído pensando em lembrar os momentos anteriores da serie, em outras temporadas, literalmente. A homenagem ao Finn caiu, novamente, de uma boa forma, sem ficar batendo na mesma tecla, realmente.
    No geral, estou satisfeito com os novos rumos dessa série depois do hiatus. Não entendo o motivo de tanta reclamação ainda. Tudo bem, seria difícil todos pensarem igual, mas reclamam demais e de todos os elementos de Glee. Particularmente, acho que estado dando mais atenção a série desde Frenemies. Formaram tramas e deram continuações à elas. O que você acha?

    P.S: Eu fujo de spoilers, mas me responda se é verdade que a série vai se passar apenas em Nova Iorque? Isso seria interessante...

    Ah! Sua review está ótima.

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  3. "O importante é que a série nunca desistiu de si mesma, nunca negou o que é. E é disso que mais gosto". Não tem frase mais perfeita para resumir metade do que acho sobre Glee.
    Para mim é uma serie muito especial. Foi a minha fonte de esperança por muito tempo. Chorei sim, mas ri demais também. Enfim, eu sei que demorei p/ assistir o episódio. Eu so queria dizer que assim que eu assisto, seja qual for a série, eu sempre procuro as reviews na internet, principalmente no MMA. Parabéns pelo projeto!

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