sábado, 8 de março de 2014

[Crítica] Doce Vingança 2


Direção: Steven R. Monroe
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 106 minutos
Título original: I Spit on Your Grave 2

Crítica:

Se tratando de refilmagens, é muito difícil que ela ganhe a consideração dos críticos e fãs do original. É raro quando isso acontece. O remake Doce Vingança foi um dos poucos que conseguiu essa proeza, até porque, entregou justamente aquilo que todos estavam querendo: Tortura e mortes violentas. A história do filme em si teve o desfecho apropriado, então ninguém pensou que uma sequência ganharia sinal verde alguns anos depois. Mas sabe como é, os produtores simplesmente não conseguiram resistir.

A história dessa vez gira em torno de Katie, uma trabalhadora que sonha em ser modelo. Ela precisa tirar fotos para o seu book e, como não tem dinheiro, consegue o telefone de um fotógrafo amador que supostamente faz seu trabalho de graça. Porém, ao chegar ao local, Katie descobre que as coisas não são tão fáceis e, agora eles tentam tirar proveito dela, Katie abandona o local. Para seu azar, um deles a segue até o seu apartamento, tornando sua vida em um verdadeiro inferno. Humilhada e abandonada para morrer, Katie encontra forças para se manter viva, já que ela só se sentirá completa novamente quando acabar com todos aqueles que abusaram dela.

A história basicamente é a mesma, com personagens diferentes. Todos nós sabemos como vai acontecer. A jovem será estuprada brutalmente por um grupo de caras e, depois de ser considerada morta, ela volta para se vingar, assassinando-os um a um. Porém, eu não esperava que o roteiro se mantivesse fiel ao primeiro filme até nos seus mínimos detalhes. Toda a estrutura da história é chupada diretamente do primeiro filme, tornando essa sequência ainda mais desnecessária do que eu imaginava. Apenas comparem os dois, até as mesmas reviravoltas eles usaram. Poderiam ter mudado algumas coisas para justificar uma sequência.

Se há uma coisa que eu gostei no primeiro foi o fato de se passar em uma floresta – cidade pequena. Não temos o mesmo charme nessa sequência. Ela se passa em Nova York, o que torna muito mais difícil uma menina ser estuprada e sequestrada sem que ninguém tenha visto e/ou escutado algo. Pensando nisso, lá pelas tantas, o cenário muda e a ação passa a acontecer na Bugária (oi?). Sem maiores explicações de como os vilões conseguiram tirar a garota dopada dos EUA. Mas ninguém realmente está se importando com isso, não é verdade? Todos só esperam pelo momento em que ela vai levantar e começar a torturar os caras. Pelo menos as cenas de estupro bem muito mais tensas nessa sequência, incluindo a introdução de novos elementos, como a arma de choque.

Apesar de ter algumas cenas bem legais de tortura, um dos pontos mais baixos dessa segunda parte é a sua protagonista. Jemma Dallender até que começa bem, mas é só começar a chorar e gritar que sua atuação desce dez casas. Ela é realmente irritante e os seus gritos e sua raiva raramente conseguem convencer. Não tem nem como comparar com a protagonista do filme anterior, Sarah Butler, que foi excelente. Dallender tem seus momentos, mas seu desempenho foi bastante regular. Além de ser fraca, ela não conseguiu convencer no seu papel. Uma grande pena, já que tudo gira em torno dela.

As cenas de tortura, que deveriam ser sangrentas, abrem espaço para o nojento. Como a protagonista passou um bom tempo andando pelos esgotos, ela se tornou uma amiga íntima das fezes e sempre que pode as usa como método de tortura. Porém, pelo menos duas mortes são bem interessantes. Uma envolvendo eletricidade – o que sempre consegue me deixar tenso -, e a outra envolvendo testículos. Nada tão chocante quanto cortar o pênis do cara e fazê-lo comer, mas certamente não fica muito atrás. Enfim, ainda que seja inferior ao primeiro, consegue se sair bem e entrega aquilo que os fãs querem: Mais uma seção de tortura. Só espero que eles não tenham a cara de pau de fazer uma terceira parte seguindo exatamente o mesmo molde. Acho que já chega de tortura e estupro.
 
Trailer Legendado:

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Comentários
4 Comentários

Comentário(s)

4 comentários:

  1. Acho que Doce Vingança é aquele tipo de filme que não precisa de sequência, pq se sabe que as chances dela ser igual ao primeiro filme são enormes.

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  2. A atriz principal deu um show de atuação. Qualquer um que fale o contrario está falando besteira.

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