sábado, 1 de fevereiro de 2014

[Crítica] Supernatural - 9x11/12: First Born / Sharp Teeth


Do jeito a que gente gosta: Dean distribuindo porrada para todos os lados.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Como de costume, vamos começar falando sobre audiência. Quem lê minhas críticas sabe que a série tem apresentado ótimos números para sua emissora, tornando-se novamente um dos maiores hits da CW. No entanto, essas duas semanas foram épicas. O décimo segundo episódio, em especial, marcou 1.2 na demo. Supernatural não alcança esses números há três anos e meio. Essa é uma grande conquista para os fãs! Tanto sucesso certamente ajudou a garantir o sinal verde para o Pilot do spin-off, oficialmente intitulado de Supernatural: Tribes. Para os que não sabem, essa série derivada acompanha um grupo de caçadores protegendo sua cidade dos monstros que a ameaçam. Diferente da série original, o spin-off se passará em um lugar fixo.

Mas agora vamos falar de coisa boa, afinal, depois de um episódio cheio de descobertas e desentendimentos, eu pensei que o décimo primeiro seria um saco. Os irmãos estavam brigados e certamente seria o momento que drama. Errei tão feio que até machucou! First Born definitivamente foi um dos melhores episódios dessa temporada. Além de estabelecer uma conexão direta com o plot central, também apresentou uma nova versão para uma história conhecida. Eu sei que nem todos vocês têm uma bíblia como livro de cabeceira, mas tenho certeza que todos ouviram falar de Caim, certo?


Eu diria que a mitologia de Supernatural não tem limites. Com o passar dos anos, nós aprendemos que qualquer coisa pode ser real. Temos que dar um desconto, já que os irmãos Winchester estão na estrada há nove anos. Alguma hora eles encontrariam uma carência de monstros convencionais. E depois de enfrentarem de tudo, o enredo passou a colocar coisas mais absurdas, como deuses e dragões (oi?). Não consegui engolir a maioria dessas coisas, mas mantenho minha cabeça aberta, já que tudo, eu disse TUDO, pode acontecer. E, apesar de soar incomum, a introdução de Caim na trama não soa tão absurda quanto um kraken. Ele é uma figura bíblica, o que se encaixa perfeitamente no que vimos na estrada até aqui.

O que mais me surpreendeu, porém, foi a perspicácia com a qual os roteiristas distorceram sua história original. Todo a trama sobre o sacrifício de Caim e como ele matou o seu próprio irmão para que ele tivesse uma chance de ir para o paraíso foi muito bem trabalhado. Gosto quando os roteiristas usam essas histórias que conhecemos e conseguem nos surpreender com elas (algo que acontece muito em Once Upon a Time). E eu devo confessar que o Caim é uma figura. Achei o personagem muito carismático, e espero vê-lo mais para frente - afinal, nós ainda teremos muitos anos por vir. Outro grande ponto positivo do episódio foi a parceria entre o Dean e o Crowley. Eles tiveram uma maior liberdade de interagir sem os outros personagens para atrapalhar. Crowley esteve mais afiado do que nunca com suas piadinhas infames!

Não posso dizer o mesmo da dupla formada por Sam e Castiel. Sinceramente, eu não tenho nada contra, mas a aparição deles só serviu para encher linguiça no episódio. O fato do Sam ter um pouco de "graça" dentro dele não levou a lugar algum. Sem contar que a participação deles não conseguiu chegar nem aos pés da dupla com o rei do inferno. Fala sério, eles estavam on fire (com o perdão do trocadilho)! E, infelizmente, o momento ruim do Sam se estendeu ao décimo segundo episódio, Sharp Teeth, onde os irmãos tiveram que se enfrentar. Como sempre, eles trocaram meia dúzia de palavras e, apesar de continuarem juntos, não serão mais "brothers". Bobagem total! Estou apenas ignorando e esperando a nova participação da Charlie.


Sharp Teeth foi um filler e só teve de especial o retorno do Garth. Eu gosto do personagem, apesar de não ser dos meus favoritos. Não sei o que eu achei sobre sua situação atual. Não consigo me decidir se o destino dele é bobo ou aceitável. Suas habilidades certamente podem contribuir para novas participações especiais, mas o lance de ter encontrado uma parceria e todo um culto de lobisomens para chamar de família meio que reduz um pouco as possibilidades. Fico feliz que os roteiristas tenham poupado alguém sem ser os protagonistas. Até porque, se vocês olharam para trás, verão que só temos uma trilha de corpos. Não tenho muito mais o que dizer sobre o caso com os lobisomens. Foi clichê e previsível. Só mais um caso de rotina.

Por último, quero avisar a todos que não há ninguém disponível no Meu Mundo para fazer as críticas semanais de Supernatural e, apesar dos meus esforços, não conseguirei mantê-la no blog por muito tempo. Então a salvação da série fica nas mãos de vocês! Se alguém se interessar em fazer as reviews semanais da série, basta mandar uma crítica do episódio da semana para o meu e-mail (nefferson_2@hotmail.com), que eu retornarei a todos. Boa sorte!
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