sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

[Crítica] Scorned


Direção: Mark Jones
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 86 minutos
Título original: Scorned

Crítica:

O inferno não conhece a fúria de uma mulher desprezada.

Apesar de muitas vezes serem chamadas de "sexo frágil", todos sabem que se tratando de filmes de terror, são as mulheres que mostram sua força e se tornam sobreviventes. Geralmente elas estão em menor número, mas são sempre elas que ficam em pé por último. Talvez haja algo muito sexy em assistir uma mulher correndo e gritando de um maníaco com a serra elétrica, mas talvez seja divertido vê-las superando nossas expectativas, saindo no lugar comum e revidando. Scorned certamente mostra um pouco disso!

A história gira em torno de Sadie, uma garota que mantém um relacionamento estável com Kevin. Apesar dos conselhos de sua melhor amiga, Jennifer, ela está pronta para o próximo passo. Ao passar um final de semana ao lado do seu namorado, Sadie espera um pedido de casamento, mas a realidade não a deixa menos surpresa. A garota descobre que o seu namorado a trai com sua melhor amiga. Desequilibrada, Sadie fará de tudo para acertar as contas. Com as duas pessoas mais próximas de sua vida na palma de sua mão, ela irá usar de psicóticos jogos mentais para satisfazer sua confiança quebrada...

Não há muito de enredo para entregar uma sinopse convincente. A direção da história é bastante simples: Homem trai e sofre as consequências - junto de sua amante. Isso não quer dizer que o filme é ruim, muito pelo contrário. Mas também não espere algo muito profundo em um filme obviamente simples. Para aproveitar Scorned você deve apenas se divertir e acompanhar as loucuras da protagonista. E, como ela mesmo diz em certo ponto, nem mesmo a personagem sabe o que está fazendo. Digamos que ela vai improvisando muito bem. E, confiem em mim, ela tem uma imaginação muito fértil.

O principal ponto positivo desse filme é a atriz AnnaLynne McCord. Ela é quem dá valor para todo o enredo. McCord ganhou minha atenção depois de ter protagonizado Excision, filme onde mostrou todo o seu potencial de interpretação. A atriz não me decepcionou aqui. Além de ser extremamente psicótica, ela também consegue a proeza de ser carismática. Em momento algum você se vê torcendo pelas vítimas. Talvez isso seja um problema, já que os outros atores são tão fracos, mas isso acaba tornando o brilho da McCord ainda mais forte. Suas falas são irônicas e sensacionais. E o mais incrível é que, com o desenvolver da história, ela consegue ficar mais e mais sensual. É impressionante! Parece que um pouco de tortura faz bem para ela.

Nem tudo são flores, porém. O diretor insiste em colocar alguns flashbacks rápidos durante todo o filme para entendermos o que aconteceu no passado da protagonista. Essas tomadas são chatas e preguiçosas. Seria muito mais interessante só processar essas informações pela forte interpretação da AnnaLynne McCord. Soaria muito mais natural. Outro ponto negativo é a introdução da fuga de um assassino da prisão, que é narrada em paralelo com a trama principal. É completamente descolado! Ainda que o roteiro encaixe esses dois núcleos no final, isso não o torna menos forçado.

Mas esqueçam esses pontos negativos e concentrem-se nas loucuras da personagem principal. Ela é tão psicótica que seja a ser cômica. Um dos melhores momentos certamente é quando ocorre a citação ao clássico filme Louca Obsessão, protagonizado por Kathy Bates. É uma cena tensa, seguida por algumas falas muito engraçadas. Como não poderia deixar de ser, o desfecho deixa uma ponta aberta para uma segunda parte. Afinal de contas, homens traem por toda parte, então não seria realmente um desafio fazer uma sequência caso os produtores quisessem. Mas, é claro, provavelmente não funcionaria sem o retorno de AnnaLynne McCord. Recomendo!


Trailer:

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