sábado, 1 de fevereiro de 2014

[Crítica] Colheita Maldita IV


Direção: Greg Spence
Ano: 1996
País: EUA
Duração: 85 minutos
Título original: Children of the Corn IV: The Gathering

Crítica:

Em uma tranquila cidade pequena, um mal terrível está prestes a nascer de novo.

Assim como o começo da Parte 2, não sei como começar esta crítica sem, mais uma vez, cair no clichê. Na minha crítica de Sexta-feira 13: Parte 5, eu disse que toda grande franquia tem pelo menos um filme independente. Um filme sem qualquer ligação com os anteriores - e seguintes -, que geralmente são tentativas frustradas dos produtores darem um “novo rumo” para suas franquias. É impressionante como essa ideia nunca dá certo. Ainda assim, os produtores insistem sempre que podem. Até mesmo Michael Myers já sofreu as consequências.

A história desta quarta parte gira em torno de uma adolescente que saiu de sua cidade pequena para ser enfermeira. Quando sua mãe demonstra grandes problemas de saúde - e mentais -, ela retorna para sua cidade natal e coisas estranhas passam a acontecer. Logo, todas as crianças do local passam a sofrer com uma febre estranha e não demora muito para que todas virem escravas de algum tipo de entidade. Agora, a adolescente terá que correr contra o tempo para salvar as crianças - inclusive sua irmã, que parece estar no centro de tudo...

Primeira pergunta: Onde está Aquele-que-anda-por-trás-das-fileiras? É quase um insulto fazer um filme chamado Colheita Maldita se o roteiro irá excluir completamente o seu vilão principal. E estou até agora me perguntando por que os produtores acharam melhor fazer uma história nova e jogar no precipício a mitologia dos três filmes anteriores. Como eu disse na crítica anterior, o gancho que o terceiro filme havia deixado era interessante e poderia render ótimas ideias, mas esta sequência o ignorou completamente. Aliás, esta sequência ignorou qualquer coisa relacionada a bom senso.

Com uma história independente, o filme vai seguindo da forma mais chata possível. Inclusive, temos que acompanhar o drama da mãe da protagonista. Não há nada mais chato do que este conflito entre as duas personagens. Você literalmente pede para que uma delas seja brutalmente assassinada antes do filme terminar. E o filme em si só não leva um zero porque nos dá o que tanto queremos a partir de um certo ponto. Não há nada notável entre os personagens. Todos são extremamente superficiais e sem qualquer traço de personalidade. É tanto personagem chato e crianças ficando malucas/psicóticas/assassinas que eu perdi as contas.

Se há algum momento interessante, é aquele que se passa na clínica, com os enfermeiros e médicos à mercê de um bando de crianças “afetadas”. Mas se vocês esperam alguma resposta sobre essa doença apresentada nessa sequência, vocês irão morrer brutalmente de decepção. Toda franquia tem uma mitologia rica, e os roteiristas desse filme não souberam explorá-la. A doença poderia ser uma manifestação do milho satânico exportado no final da sequência anterior. Não seria preciso pensar muito para respeitar a franquia e, se possível, explicar o que aconteceu desde o final do filme anterior. Essa quarta parte está mais para Invasores de Corpos do que para Colheita Maldita em si.

Enfim, esta quarta parte é completamente descartável. Se vocês pretendem fazer uma maratona de Colheita Maldita, podem pular este filme sem qualquer peso na consciência, uma vez que ele não tem nada a ver com os outros e só serve de tortura visual. Servindo apenas de curiosidade, devo destacar a participação de Naomi Watts, que antes de enfrentar a Samara em O Chamado, e ficar de amorzinho com o King Kong, teve que enfrentar crianças diabólicas em um filme de começo de carreira.


Trailer:

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