segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

[Crítica] Colheita Maldita 7: Revelação


Direção: Guy Magar
Ano: 2001
País: Canadá
Duração: 82 minutos
Título original: Children of the Corn: Revelation

Crítica:

Há uma nova safra de terror na cidade.

Quem diria que a franquia chegaria tão longe, certo? Bem, tecnicamente, a história realmente poderia render mesmo. Porém, a franquia sofreu com uma série de roteiros pobres que desrespeitavam os filmes anteriores. E isso aconteceu bem cedo, na segunda parte. É por isso que, aos trancos e barrancos, a saga foi se mantendo, mas sendo entregando algo de caráter duvidoso. O último filme realmente aproveitável da franquia foi a Parte 5, porque a sexta e esta definitivamente já podem ser enquadradas entre as piores.

A história dessa parte gira em torno de Jamie, uma jovem que busca pela sua avó desaparecida. Ela se muda para o apartamento de sua avó na esperança de descobrir o que aconteceu com ela. Depois de procurar a polícia e não ter resultados, ela passa a ser perseguida por estranhas crianças que aparecem por todos os lados. Logo, outros moradores do prédio começam a sumir e Jamie acredita que está no centro de um culto de crianças demoníacas que acabou há anos. Agora, ela terá que descobrir qual sua ligação com o culto antes que ela se torne uma vítima da colheita.

É muito triste ver que a franquia realmente se desgastou rápido. Na minha cabeça, eu penso em todas as histórias excelentes envolvendo a mitologia da saga que foram desperdiçadas. Crianças demoníacas servindo àquele-que-anda-por-trás-das-fileiras é um excelente tema e eu sinto falta de algo mais básico, uma história que de fato se passa em uma cidade pequena cercada por um milharal. Nesta sétima parte o enredo volta a focar na cidade, o que foi o primeiro erro. Apenas um filme da série conseguiu adaptar bem essa história na cidade grande, o terceiro.

O desenvolvimento desse filme não é nada sutil. Logo na primeira vez que entra no prédio, a protagonista já é atormentada por crianças sinistras. É algo tão clichê e idiota que até assusta (não estou falando no bom sentido). E as crianças estão por toda a parte, inclusive pulando amarelinha em um pentagrama (!). Tudo bem demoníaco, mas a protagonista não se sentiu muito ameaçada com todas as visões à sua frente (!!). O pior de tudo é que o diretor coloca risadas de crianças no fundo da maioria das cenas, achando que seria completamente assustador. Errou feio! O máximo que esse efeito conseguiu foi nos fazer rir ao pensar que aqueles garotos sofriam algum problema mental.

E o que dizer das mortes? A maioria é bastante genérica. Dois personagens são jogados do prédio e um sofre um ataque cardíaco (Cadê a foice?). O destaque mesmo fica por conta de uma morte que acontece dentro de uma banheira. Não estou dizendo isso de forma positiva, mas acontece que a cena é tão nonsense que acaba surpreendendo. Um dos garotos joga sementes satânicas (Rá!) na banheira, o que faz crescer um boto de milho assassino e estuprador que agarra sua vítima. É ridículo e certamente é o melhor momento do filme. Não podemos esquecer, porém, que essa cena parece ser chupada diretamente do terror clássico Jack Frost.

Aliás, até agora estou me perguntando qual é a “Revelação” a qual o subtítulo estava se referindo. A única explicação que o roteiro fornece é uma ligação pobre do passado da avó da protagonista, mas nada realmente é revelado e não há qualquer contribuição para a mitologia da franquia em si. É irônico que um filme com esse subtítulo seja um dos mais irrelevantes da saga. Bem, eu não recomendo! É por isso que sou a favor de uma refilmagem e deixar essa saga original descansar em paz. Há muita confusão e contradição na mitologia geral e seria muito mais inteligente reiniciá-la e tratá-la com respeito do que continuar revirando-a.


Trailer:

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