domingo, 9 de fevereiro de 2014

[Crítica] Colheita Maldita 666: Isaac Está de Volta


Direção: Kari Skogland
Ano: 1999
País: EUA
Duração: 82 minutos
Título original: Children of the Corn 666: Isaac's Return

Crítica:

O verdadeiro mal nunca descansa.

Depois que uma franquia fica com o nível baixo de qualidade, onde os produtores já tentaram dar um novo rumo, tramas sem sentido e sangue mal feito, o que resta? Bem, sempre temos outra opção, que também está presente em todas as grandes franquias: Fazer parentes brotarem do inferno. Naturalmente, este é basicamente um dos passos finais de cada franquia, até porque, em nenhuma delas eu achei que a ideia se encaixava muito bem. E acreditem, não é diferente dessa vez.

A história gira em torno de uma garota que volta para Gatlin para saber o paradeiro de sua mãe. Não demora muito para ela descobrir uma série de mentiras intrigantes e tudo parece estar relacionado a um garoto-pastor que permaneceu anos em coma. O pastor em questão é Isaac, que não fica muito tempo inconsciente e volta para cumprir uma profecia de sangue. Logo, a garota tem que correr para escapar de seu destino e mais um massacre na pequena cidade.

Acho que o primeiro pensamento que tive ao ver o filme foi “De onde desenterraram o Isaac?”. Tipo, quem assistiu ao primeiro filme viu que ele, claramente, morreu. Primeiro ele foi consumido pelo péssimo efeito digital e logo depois aparece todo possuído em satanás, com um buraco na cabeça. Então digamos que é completamente sem sentido fazê-lo voltar e dizer que ele apenas estava em coma. Este é apenas o primeiro furo do roteiro, mas não será o último.

Se você conseguiu engolir a volta do Isaac, ainda irá deparar com uma série de informações absurdas que o roteiro levanta. Como eu disse acima, temos a questão dos parentes e acabamos descobrindo que o Isaac tem um filho (!!). E toda a história da profecia é muito mal explicada. Até agora não vejo sentido nenhum nesta história. Se tem uma coisa de positiva nisso tudo, é o retorno do ator John Franklin - intérprete do Isaac. Os produtores tentaram colocar a franquia sobre os trilhos novamente, resgatando o ícone do filme original, mas só conseguiram levantar um monte de furos. Infelizmente, o roteiro sequer dá o destaque ao Isaac, que deveria ser o centro da trama.

Existe ainda uma paixão entre a protagonista e um jovem do culto satânico, além de outro casal (onde o garoto é o próprio filho do Isaac), que também se recusa a servir aos propósitos Daquele-que-anda-por-trás-das-fileiras. Basicamente uma versão mais aprofundada do relacionamento explorado entre personagens do filme anterior, mas com base em uma profecia, o que torna a coisa toda muito chata. É legal ver que as pessoas não estão lobotomizadas, estão lá porque querem. Então é interessante vê-las querendo fugir de seus “destinos”. Infelizmente, o roteiro tenta uma reviravolta fracassada, mas acaba falhando terrivelmente, já que fica tudo muito óbvio.

É triste, mas a execução desse filme foi um fracasso total. O que era para ser um presente para os fãs da franquia acabou se tornando um dos piores filmes dela. Não recomendo, mas acredito que muitos irão gostar de assistir o ator John Franklin de volta ao papel do vilão Isaac que o consagrou. Depois de anos, obviamente, ele não é mais aquele menino, o que também bate de frente com os conceitos originais sobre que os adultos devem morrer. Uma coisa é certa: Mais sangue, menos profecias. Se decidirem assistir, que seja como curiosidade, para testemunhar o retorno do mais diabólico vilão da série. Além disso, o desfecho deixa uma ponta enorme para uma outra sequência, mas mais uma vez não é aproveitada. Será que os produtores não entendem de continuidade?


Trailer:

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