sábado, 1 de fevereiro de 2014

[Crítica] Colheita Maldita 3: A Colheita Urbana


Direção: James D.R. Hickox
Ano: 1995
País: EUA
Duração: 92 minutos
Título original: Children of the Corn III: Urban Harvest

Crítica:

No coração da cidade, o pesado dos adultos está prestes a renascer.

Bem, imaginem a minha cara ao perceber que a primeira sequência já não tinha saído boa. Logo pensei que as outras iriam piorando gradativamente até que eu sofresse um infarto e caísse duro no chão, sem chances de poder assistir mais crianças diabólicas no milharal. Para a minha surpresa, esta terceira parte não só supera o segundo, como consegue ficar em pé de igualdade com o original. E, apesar do primeiro ser o grande clássico, confesso que essa terceira parte é a minha favorita de toda a franquia.

A história segue dois jovens que, depois da morte de seu progenitor, são adotados por uma família da cidade grande. No começo, o vemos é o choque cultural entre os dois garotos rurais em um ambiente completamente desconhecido e deslocado. Depois de algum tempo, o mais novo deles começa a demonstra suas aptidões para o mal e passa a semear um macabro milharal numa fábrica abandonada ao lado de sua nova casa. Não demora muito para ele encher a cabeça de outros jovens com suas palavras diabólicas, deixando para o seu irmão impedir que um novo massacre aconteça em nome aquele que se alimenta de sangue. Está na hora dos corpos começarem a cair novamente!

Meu Deus! Este filme é muito louco, sinceramente. Primeiro eu fiquei um pouco desconfiado. Para falar a verdade, achei que seria uma grande porcaria, até porque, a história se passa na cidade grande, então era óbvio que ele perderia aquele charme de “no meio do nada” que Gatlin passava. Além disso, ainda tínhamos o problema do milharal - Ou a falta dele. Em que fileiras Aquele-que-anda-por-trás-das-fileiras iria caçar almas frescas? Parecia uma ideia completamente descabida.

Para minha surpresa, o idiota fui eu por ter formulado um milhão de defeitos antes mesmo de ver o filme. É incrível como os roteiristas conseguiram desenvolver bem a história. Quer dizer, a ideia da Colheita Urbana poderia facilmente ter se tornado tosca, mas os roteiristas conseguiram aproveitar muito bem a situação que eles criaram. Obviamente vocês não podem esperar por um milharal glamouroso e enorme, mas certamente dá para o gasto - principalmente no final, quando ele parece infinito para suas vítimas. Fica até um pouco sem sentido ver os personagens perambulando pela “plantação” e se perdendo, mas não podemos discutir sobre a inteligência das vítimas em pânico, não é verdade?

O mais interessante, porém, é ver a diferença entre os dois irmãos protagonistas, mostrando que nem todos os garotos de Gatlin estão determinados a entregar suas almas para o capeta. Também foi muito legal vê-los interagir com pessoas normais e sofrendo com as consequências sociais da grande cidade. Falando em grandes momentos, não posso deixar de falar sobre o massacre no final do filme. Certamente é o melhor terceiro ato de todos os filmes da franquia. Temos um festival de mortes violentas, o próprio demônio mostrando todo o seu esplendor, galhos estupradores (Evil Dead curtiu isso) e diversas outras cenas que certamente farão os amantes de filmes de terror ficarem emocionados.

Preciso dizer que eu recomendo? Acho que vocês já entenderam o recado. O final ainda deixa uma ponta super interessante para a próxima sequência, dando a entender que aquela praga demoníaca se espalharia por todo o mundo. Quem gostaria de ter visto um apocalipse do milho? Não levantem as mãos todos juntos. A questão é que seria muito mais interessante que o próprio resultado da quarta parte da franquia. Aliás, a questão do milho amaldiçoado é uma informação nova para a mitologia da franquia. Diferente das liberdades criativas da segunda parte, os roteiristas tiveram um mínimo de respeito com a integridade da história. É uma pena que ninguém nunca mais pensou em resgatá-la.


Trailer:

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