terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

[Crítica] Colheita Maldita (2009)


Direção: Donald P. Borchers
Ano: 2009
País: EUA
Duração: 92 minutos
Título original: Children of the Corn

Crítica:

Junte-se à colheita.

Depois que uma franquia conhecida se afunda em filmes sem qualidade, talvez, a única opção seja um recomeço. É por este motivo que sou a favor de refilmagens (em certos casos, é claro). E a franquia Colheita Maldita se encaixa perfeitamente nesse caso. Apesar disso, por este filme ser um remake feito direto para a TV, não estava muito esperançoso. Todo mundo sabe que são raras as produções direto em vídeo que mantenham uma qualidade digna. É por este motivo que todos temem continuações deste tipo. Mas, será que a regra se aplica por aqui?

A estrutura básica da história continua como o original, um casal segue por uma estrada deserta, em Nebraska. Depois de atropelar um garoto que estava no meio da estrada, o casal descobre que ele havia sido degolado antes do acidente, então decidem procurar as autoridades para reportar o caso na cidade mais próxima, Gatlin. Logo de cara, eles percebem que tem algo muito de errado com a região, que é cercada por um onipotente milharal. Não demora muito para eles serem perseguidos por crianças que sacrificam adultos em nome "daquele que anda por trás do milharal".

Quem assistiu ao original, vai se surpreender pelo fato da trama não seguir os mesmos caminhos. Temos algumas coisas bem diferentes, principalmente na segunda metade. Mas, aqueles que leram o conto de Stephen King, vão perceber que este remake é muito mais fiel à obra do que a adaptação de 1984. Tive a oportunidade de ler o conto recentemente e a história desta refilmagem segue mais de perto os fatos narrados pela obra de King, inclusive a última cena, depois dos créditos, que segue a mesma proposta da conclusão do conto. Apesar de eu preferir a primeira versão – com suas “liberdades criativas” -, muitas pessoas irão gostar de acompanhar uma adaptação mais fiel.

Uma das coisas mais irritantes deste filme, são os personagens. Eles são insuportáveis! Nos deparamos com um casal que só sabe brigar e discutir por coisas bobas. São tão chatos que eu queria ver o sangue deles escorrendo na tela em poucos minutos. Eu sei que é clichê, mas nós esperamos que eles coloquem suas diferenças de lado e juntem forças para sobreviver. Infelizmente não os protagonistas seguem intragáveis até o final. Não é culpa do roteiro, afinal de contas, a caracterização dos personagens está muito parecida com a do conto original. O problema é que são mídias diferentes e seguir um filme sob o ponto de vista de personagens irritantes não é um jeito muito inteligente de contar uma história.

Uma das coisas mais preciosas no original, era a presença de John Franklin, interpretando Isaac e Courtney Gains, dando viva a Malachai. Eles eram icônicos, grandes interpretações. Sem contar que conseguiram dar aos seus personagens um tom super sombrio - passavam medo apenas com o olhar (especialmente Isaac, que parecia estar constantemente com o diabo no corpo). Os atores que interpretam estes personagens na nova versão, perdem muito feio. Não há o mesmo apelo assustador dos atores originais, tornando-se muito mais fracos. É realmente difícil acreditar que alguém pudesse superar (ou até mesmo ficar no mesmo nível) que John Franklin, de qualquer maneira. Mas certamente poderiam ter escalado um ator mais talentoso e expressivo.

O diretor comete suas falhas e nos leva a testemunhar algumas cenas vergonhosas. Mesmo assim, não é completamente terrível. A fotografia é um dos pontos positivos, com algumas tomadas interessantes da cidade aparentemente abandonada. Não há muita violência, até porque, não temos muitos personagens, mas temos alguns momentos bizarros, principalmente no final. Os efeitos visuais não são frequentes, mas são suficientemente bons. Enfim, obviamente prefiro o original, mas tenho certeza que muitos irão gostar deste também. Apesar de ser um filme que eu não assistiria novamente, não é o pior da franquia.


Trailer:

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