segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

[Crítica] The Carrie Diaries - 2ª Temporada


Status: Cancelada
Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 13 episódios
Exibição: 2014
Emissora: CW

Crítica:

Encontrando o sexo e a cidade.

Surprise, bitch! Bet you thought you'd seen the last of me. É com essa frase marcante (cortesia da personagem Madison na terceira temporada de American Horror Story) que começo a crítica da segunda temporada de The Carrie Diaries., afinal de contas, todos pensaram que ela não viveria por mais um ano. Os números da audiência foram realmente desastrosos, mas aparentemente, a série tem um bom retorno nas plataformas online, o que garantiu sua segunda temporada. A grande questão é se ela conseguirá desviar do cancelamento mais uma vez. Mas não guardem muitas esperanças, tudo indica que chegamos ao Series Finale.

Essa segunda temporada teve um foco muito diferente da anterior. Enquanto a primeira temporada construiu a relação entre a Carrie e o Sebastian, esse novo ano deu preferência para o crescimento profissional da personagem. O maior cliffhanger do ano passado foi a rompimento do casal principal. Como todo "amor épico" dificilmente chega a um fim tão fácil, nós vimos mais um pouco deles dois nessa nova temporada. Sabíamos que eles voltariam a ficar juntos em algum ponto da história, mas o enredo foi inteligente ao administrar muito bem o tempo que eles ficaram separados.

Carrie não é mais aquela menina sonhadora, cheia de esperanças de um mundo brilhante, de outrora. Agora ela se mostra com mais garra e sabe que tem que "sujar" suas mãos para conseguir a posição de destaque que almeja. Nos últimos episódios desse ano, nós vemos a personagem principal deixando essa inocência de lado e, por diversas vezes, se escondendo atrás dela. Fiquei surpreso que os roteiristas tiveram coragem de mostrar esse lado mais "negro" da personagem. Muitas vezes durante a série, Carrie afirma que a cidade é como uma selva. E, nesse segundo ano, ela aprendeu a caçar. Os roteiristas também acertaram em cheio ao apresentar uma personagem mais "convencida".

A protagonista teve sorte e ousadia para ir atrás do que queria, mas depois de vencer, achou que era à prova de balas. A dura realidade bateu pesado na porta dela no último episódio da segunda temporada. Os roteiristas não voltaram atrás, não deram nenhuma solução mágica. Escolhas são uma parte natural da vida. O fato é que nem sempre escolhemos certo, e temos que lidar com as consequências dos nossos erros. É por isso que eu gostei bastante do desfecho da nova temporada. Há uma boa reflexão da vida, uma questão de amadurecimento que é muito bem construída ao longo da série.

Nesse ano também tivemos o excelente acréscimo da personagem Samantha. Ela definitivamente merece um parágrafo só para ela. É assustador ver como a atriz Lindsey Gort conseguiu incorporar a personagem de uma forma muito parecida com a Samantha original de Sex and the City. Não é só pela semelhança física - que é gritante -, mas também pelos trejeitos e o modo de falar. Samantha certamente foi muito grande acerto da série. Suas cenas junto da personagem Larissa certamente foram hilárias, principalmente porque elas terem se tornado amigas/inimigas. Só achei que os roteiristas se adiantaram muito para trazer um "final feliz" no final da temporada. Mas eu entendo que eles quiseram dar algum tipo de conclusão, o que foi muito bem-vinda.

Apesar de todos falarem que a série não tinha chances de ser renovada há muito tempo, eu nunca perdi minhas esperanças. Mas, depois de assistir a Season Finale, mudei de ideia. Diferente da primeira temporada, não tivemos nenhum cliffhanger. De fato, todos os personagens tiveram seus devidos finais. Houve uma espécie de despedida, ficando no ar o adeus definitivo. Tenho certeza que muitos esperavam ver as outras garotas da série original aparecendo nessa prequel e também a Carrie se dando bem profissionalmente, mas acredito que se essa for a conclusão definitiva, ela foi satisfatória. Em apenas duas temporadas, a série mostrou grande potencial, um ótimo desenvolvimento e, acima de tudo, uma produção impecável. Foi deliciosamente divertido visitar um pouco dos anos 80!

Críticas Semanais:
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