segunda-feira, 21 de setembro de 2015

[Crítica] Contracted


Direção: Eric England
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 78 minutos
Título original: Contracted

Crítica:

Not your average one night stand.

Mesmo que não seja o foco de uma história, o sexo sempre consegue ditar o desenvolvimento de alguns enredos - principalmente em filmes de terror. Afinal, se você transar, já está marcado para morrer. Jovens cheios de libido entram em florestas desconhecidas o tempo inteiro, mas o sexo nunca foi realmente o responsável pelas suas mortes. Mas, em Contracted, o sexo é o fator determinante para todo o desespero vivido pela protagonista. Depois desse filme, vocês certamente irão pensar duas vezes antes de arriscar ter relações sexuais com desconhecidos.

A história gira em torno de Samantha, uma jovem que está passando por uma fase difícil depois de se separar de sua namorada, Nikki. Tentando tocar sua vida, ela vai para uma festa se divertir, mas acaba cometendo o maior erro de sua vida. Dopada, Samantha faz sexo com um desconhecido. Apesar da experiência horrível, a garota perceberá que o pior são as consequências daquela noite. Com o passar dos dias, seu corpo começa apresentar sintomas estranhos, levando a crer que sua experiência sexual lhe trouxe mais do que insatisfação. Agora, Samantha terá que descobrir o que está acontecendo com o corpo à medida em que ele apodrece de dentro para fora...

Chocado! Essa é a primeira palavra que me veio à cabeça depois que os créditos finais começaram a subir. Eu estava muito ansioso para assistir este filme, e não me decepcionei. Mesmo depois de ter visto o trailer, eu consegui me surpreender diversas vezes com a brutalidade da doença que é transmitida para a protagonista. O filme inteiro passa uma tensão incrível porque trata da consequência de algo comum no cotidiano da maioria das pessoas. É uma ideia simples, mas super eficiente. Você não consegue deixar de pensar que algo do tipo pode acontecer com qualquer um, inclusive consigo mesmo.

A atriz Najarra Townsend definitivamente merece o devido destaque. Ela encabeça o elenco e carrega o filme nas costas. Nenhum dos outros atores impressionam. De fato, eles mal conseguem manter seus personagens limitados. Porém, Najarra vai além de nossas expectativas. É incrível e nojento ver como a doença vai acabando com sua aparência. E, neste quesito, temos que destacar os efeitos de maquiagem, que estão muito bons, grotescos. Apesar da doença se desenvolver rápido, vemos os vários estágios de contaminação da protagonista. Lá pelo final, sua aparência é repugnante.

Porém, nem tudo são pontos positivos. Acredito que o enredo tenha escorregado um pouco no terceiro ato. A trama estava seguindo de uma forma coerente e aterradora com a protagonista lidando com a doença que estava tomando conta do seu corpo, então não havia necessidade de várias mortes perto do final. O filme estava funcionando muito bem como um suspense psicológico. Nessa parte, o enredo e a direção cumprem bem o seu papel. Esperava por algo mais realista. Mas, ao invés disso, tivemos a reação sem noção dos "amigos" da protagonista, que se distanciam da proposta mais realista do filme.

Mas, apesar de algumas cenas abaixo da minha expectativa, o enredo prepara um excelente desfecho. Eu quase esqueci dos momentos anteriores com aquela última cena. É um ótimo final para essa história, e, apesar de também fugir da realidade, consegue surpreender positivamente o espectador. Dentre outros pontos que gostaria de comentar, quero destacar o roteiro, que, apesar de não mastigar todas as informações, nos dá peças suficientes para que possamos fazer algumas ligações básicas para o desenvolvimento da história, sem deixar ninguém perdido no limbo - mas também não espere nenhuma informação em torno da doença em si; e também o fato da direção nunca mostrar realmente o rosto do cara que passou a doença para a protagonista. Há uma sensação de tensão maior ao não conseguirmos ver o rosto dele, até porque, ele pode ser qualquer um, inclusive aquele que você pegou na noite passada...


Trailer Legendado:

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Comentários
10 Comentários

Comentário(s)

10 comentários:

  1. Chocado, essa é a palavra que também me define após eu ver esse filme, eu imaginei milhares de finais, e achei que um deles era o certo, quebrei a cara, aquele desfecho maravilhoso me deixou com a cara na poeira!!

    Obs: eu nem ia assistir o filme, olhei a capa e li a sinopse, mas não tive nenhum interesse, quando entrei acessei o blog aqui estava uma ótimo crítica, ainda bem que Nerfferson existe!!


    Derick Rafa

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  2. Chocado, essa é a palavra que também me define após eu ver esse filme, eu imaginei milhares de finais, e achei que um deles era o certo, quebrei a cara, aquele desfecho maravilhoso me deixou com a cara na poeira!!

    Obs: eu nem ia assistir o filme, olhei a capa e li a sinopse, mas não tive nenhum interesse, quando entrei acessei o blog aqui estava uma ótimo crítica, ainda bem que Nerfferson existe!!


    Derick Rafa

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  3. Eu li a sua resenha e resolvi dar uma chance a "Contracted". Assisti o filme, e...

    Como você mesmo disse, o terceiro ato desandou a trama toda. Eu estava gostando bastante de como o enredo estava se desenvolvendo, até o momento em que ela resolve matar todo mundo. E a minha reação para o final, ao contrário de alguns, não foi das melhores. Eu sei que o filme oferece recursos suficientes para que possamos "ter uma ideia" da solução do mistério final, mas ainda assim, eu acho que eles precisavam explicar mais, a coisa toda. Perguntas ficaram em aberto: "Afinal, que tipo de doença o BJ passou para a Samantha?", "A 'criatura' na qual Samantha se transformou foi um zumbi?!". Não estou dizendo que o roteiro tinha que entregar tudo "mastigado", apenas acho que ele precisavam pelo menos nos deixar com uma ideia sólida do que realmente estava acontecendo com a protagonista.

    Várias coisas ficaram fáceis de presumir, como por exemplo, que o tal do Riley iria desenvolver a mesma "doença" da Samantha pois havia mantido uma relação sexual com ela, e que possivelmente o tal do BJ era um zumbi(?), e planejava afetar outras garotas, criando uma espécie de "nova raça dos mortos-vivos". Mas outras coisas, o enredo precisava nos mostrar. Muitas pessoas estavam cogitando uma possível sequência, por conta do final meio confuso, mas eu não tenho muita certeza que isso vai acontecer. E mesmo assim, uma sequência não é motivo para os roteiristas do filme nos deixar confusos, alegando que "irão explicar tudo na sequência".

    Enfim, o filme tem muitos pontos positivos. Maquiagem perfeita, e a Najarra cumpre muito bem o papel da Samantha. Mas Contracted não conseguiu me agradar muito.

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  4. alguem sabe que tipo de doença Samantha teve? não consegui entender se ela era zumbi ou não.

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    Respostas
    1. [SPOILERS] Não há uma doença específica. É algo novo! Consequência da cena de necrofilia que vemos nos primeiros minutos do filme. Se você reparar, no pé no cadáver tem uma etiqueta com um símbolo de radiação. Essa contaminação se espalhou por meio do sexo, o que, eventualmente, transforma seus portadores em zumbis.

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    2. Tem um detalhe. O cadáver que transou estava viva ainda. Quando ele coloca ela na gaveta ela respira.

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  5. Nefferson Ribeiro, vc estava drogado quando assistiu a esse filme? Fumou peido?? Só pode!!!!! É uma tosquera sem tamanho. Perdi meu precioso tempo por acreditar em sua crítica, por favor, mude de profissão!!!!!!! O filme não faz o menor sentido, nada fica claro como vc teve a ousadia de dizer e ainda por cima se transforma em um filme de zumbi ridículo... Vai catar coquinhos, vai!!!!!!!!!

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  6. O filme trata sobre esquizofrenia, tudo que acontece é alucinações dela, provavelmente causado pela falta dos remédios após o término do namoro, que deixou ela sem chão. A amiga que ela mata e o cara que está afim dela não interagem com ninguém, apenas entre eles, pq não existem, são frutos dos delírios dela. As pessoas q existem, como a mãe, o médico, o chefe, só enxergam as automutilações, como os arranhões na barriga e o olho infeccionado, provavelmente de tanto ela mexer por achar que tinha algo. A mãe sabe da doença e que ela não está tomando os remédios, por isso trás o médico de Samantha, mas ela foge. Existem marcas em seus pulsos tb, mostrando que já tentou suicídio, comum em esquizofrênicos. Muita gente não entendeu o filme, e realmente é complicado, mas está cheio de dicas desde o início.

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  7. Quem era aquele cara que aparece dizendo que conhece ela, quando esta no restaurante com a Nikki.

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