domingo, 26 de janeiro de 2014

[Crítica] Colheita Maldita 2: O Sacrifício Final


Direção: David Price
Ano: 1992
País: EUA
Duração: 92 minutos
Título original: Children of the Corn II: The Final Sacrifice

Crítica:

As crianças estão em casa sozinhas. Mas seus pais, não irão voltar.

O filme fez sucesso? Foi bem nas bilheterias? Teve boa recepção dos críticos? Para alguns produtores, uma resposta positiva para qualquer uma dessas perguntas é sinal de que eles devem realizar uma sequência. Sim, isso é fato! É basicamente assim que eu começo a minha introdução de todas as primeiras sequências de grandes franquias - afinal, elas não teriam visto a luz do dia se o primeiro tivesse sido um fracasso. Provavelmente a única surpresa fica por conta da quantidade de filmes que a história original rendeu, tornando-se uma das maiores franquias de terror da atualidade. Haja milho para as filmagens!

A história dessa segunda parte segue gira em torno de um grupo de crianças de Gatlin, que são transferidas para a cidade vizinha. Os adultos os acolhem em suas casas, com medo de todo o acontecido, mas quando um deles fica possuído, uma nova era de horror parece prestes a tomar conta dos maiores de idade. Usando de sua palavra satânica, o jovem garoto logo consegue convencer as outras crianças a fazerem suas vontades. Agora, apenas um adolescente pode alertá-los sobre o perigo iminente e salvá-los. Será que dá tempo?

Como já era de se esperar, esta sequência é bem mais fraca que o original. Além de não fazer qualquer menção sobre o que aconteceu com os protagonistas anteriores, ela ainda apresenta uma trama com pequenas “liberdades criativas”, que na verdade podem ser interpretadas como grosseiros furos de roteiro. Os protagonistas da vez não chegam nem perto do carisma do casal original e isso prejudica muito a produção. Aliás, nenhum ator realmente consegue convencer. E apesar disso ser um problema, definitivamente não é o único - muito menos o mais grave.

Não gostei nada dessa segunda parte, mas alguns momentos são dignos de nota. A conexão que o roteiro dessa sequência faz com o original é interessante, mas, na minha opinião, revelaram o mórbido segredo de Gatlin para o mundo muito cedo. Estamos apenas na segunda parte, e tenho certeza que Gatlin ainda poderia render ótimas histórias. Mas os roteiristas esgotaram essa possibilidade logo de cara. Um erro que eles acabariam pagando nas futuras sequências. Segundo o próprio IMDB, essa segunda parte se passa oito anos após os eventos do filme original. Não é muito convincente, principalmente porque nunca revela o que aconteceu com o casal protagonista do filme anterior.

Apesar de estabelecer essa conexão com o primeiro filme, o roteiro erra miseravelmente ao tentar nos dar uma explicação racional para o que está acontecendo com as crianças. Segundo o que vemos, existe uma química no milho que pode levar a insanidade ou qualquer outro sintoma parecido, o que explicaria o comportamento estranho dos pequenos. Mas isso não passa de bobagem, uma vez que vimos, com nossos próprios olhos, aquele-que-anda-por-trás-das-ifleiras agindo no filme anterior e neste, com todo o seu poder diabólico. Esse basicamente é o maior ponto negativo dessa produção que já estava condenada ao fracasso. Eles sequer conseguiram manter o respeito pela história original.

Outra coisa que soa extremamente forçada é a influência indígena na história. Não acrescenta em nada, sem contar que desvia completamente do conceito original. E, seguindo esse lado mais místico e nada respeitoso, ainda há uma última cena completamente incoerente no desfecho do filme. É triste ver que essa franquia com grande potencial já caiu logo em seu seguindo filme. OBS: Gostei bastante da cena em que o garoto cutuca um boneco voodoo de madeira e acaba afetando um dos personagens. Aquela morte foi tensa e criativa, mas infelizmente é um das poucas coisas boas nesta sequência. Está na hora de semear uma nova colheita, porque essa aqui estragou.


Trailer:

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