domingo, 12 de janeiro de 2014

[Crítica] Chastity Bites


Direção: John V. Knowles
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 92 minutos
Título original: Chastity Bites

Crítica:

Quem disse que as virgens vivem até o final?

Qual a primeira regra para sobreviver em um filme de terror? Não fazer sexo. Garotas promíscuas sempre são brutalmente assassinadas quando um maníaco está a solta. Aparentemente ser virgem torna as personagens mais inteligentes para reagir e escapar nesse tipo de filme. Mas o que fazer quando alguém simplesmente não quer seguir as regras? De fato, e se o fato de você for virgem ser a causa de sua morte? É, meus queridos, a vida tem disso. Ela é extremamente injusta.

A história desse filme gira em torno de Leah, uma estudante que busca por sua grande chance de se tornar uma boa jornalista. Seus instintos a levam a suspeitar de uma nova conselheira de sua escola, Liz Batho. Ela é líder de um grupo em favor da virgindade e busca, em cada lugar, garotas que estão dispostas a respeitar o próprio corpo. Acontece que Liz é, na verdade, Elizabeth Bathory, uma mulher cruel que se mantém jovem ao banhar-se com o sangue de virgens. Agora, Leah é a única que pode impedir o seu ritual satânico, uma vez que Batho já escolheu os seus sacrifícios...

Não há muitos filmes de terror retratando Elizabeth Bathory, mas eu adoro o tema. Ela foi uma mulher muito cruel e sinto que nenhum filme de terror decente conseguiu contar essa história com a devida consideração. Dentre outros títulos que se aventuraram no mito da Condessa de Sangue, temos Stay Alive – Jogo Mortal e o recente A Hora do Espanto 2. Apesar de não serem filmes ruins, nenhum deles dá destaque aos seus rituais e sua história de vida. De fato, Stay Alive apenas usa o mito como plano de fundo para o jogo, que é o que realmente importa na trama. E agora podemos conferir Chastity Bites, que traz a própria personagem lendária como a vilã principal do filme.

Nem preciso dizer que é uma enorme decepção, não é verdade? Esse filme é uma enorme palhaçada. Não tem qualquer respeito com a história original, ou tenta ser interessante em qualquer aspecto. Eu já sabia mais ou menos o que esperar quando assistir ao trailer, mas não sabia que seria tão baixo nível. Esse claramente é um terrir, terror com comédia. Porém, faltou o equilíbrio entre os gêneros. Esse tipo de produção peca ao dar liberdade ao tom pastelão, esquecendo da parte do terror. Para um terrir funcionar bem, ele deve manter um clima respeitável, como algum humor negro e/ou sarcástico. Isso definitivamente não acontece por aqui.

Parece mais uma paródia ruim e nonsense que vemos todos os anos. Os produtores devem pensar que lançar um terrir é só colocar algumas mortes fracas em um roteiro clichê, mas isso não é verdade. Não é só porque esse é um encontro de gêneros inesperado que os roteiristas não podem criar um enredo inteligente. Há furos gritantes na história! O que aconteceu com o garoto que estava dando uns amassos com a namorada na cena de abertura? Ninguém sequer o mencionou depois. E eu até entendo que ninguém prestou atenção nesse detalhe, já que o filme não tem qualquer salvação.

Depois de certo tempo eu já estava saturado de aturar aquela protagonista chata e sua melhor amiga irritante. Só torcia para que a vilã sacrificasse todas elas. Infelizmente, como previsto, o enredo não teria essa audácia. Enfim, passem longe desse filme, porque ele é uma completa perda de tempo. As mortes são ridículas e acontecem basicamente da mesma forma – pescoço cortado sem reação das vítimas. E sabe o que é pior? O diretor não mostra a vilã durante os ataques, apenas mãos com luvas negras. Por que o suspense quando todo mundo sabia quem era responsável? Mais uma pergunta aos misteriosos furos dessa história.


Trailer:

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