sábado, 14 de dezembro de 2013

[Crítica] Pânico no Lago


Direção: Steve Miner
Ano: 1999
País: EUA
Duração: 82 minutos
Título original: Lake Placid

Crítica:
Texto com alguns spoilers!

Você nunca saberá o que mordeu você.

Hoje eu acordei com um espírito completamente trash, sentindo no meu coração que devia assistir e criticar a franquia Pânico no Lago. Vocês sabem que eu sou fã de filmes envolvendo animais assassinos, e também que sou um pouco masoquista. Mas o importante é que nem tudo deve ser mantido no fundo do lago. O primeiro filme é um dos melhores desse subgênero já feito! Infelizmente, seu título foi manchado depois de algumas sequências feitas direto para a TV, onde os crocodilos computadorizados invadiram o lago e tocaram o terror... Quer dizer, tocaram o trash, porque terror mesmo é difícil.

A história desse primeiro filme gira em torno de uma paleontóloga, Kelly Scott, que é mandada para a pequena cidade de Maine para investigar o dente de um animal desconhecido depois que um homem é atacado e partido em dois no lago local. Não demora muito para eles perceberem que estão lidando com um enorme crocodilo, mas não conseguem entender como ele foi parar no lago. Conforme suas opiniões sobre o que fazer com a criatura entram em conflito, o gigante animal mostra-se mais ativo do que nunca, principalmente porque sente que os humanos estão tentando invadir sua área. Agora, ele fará de tudo para proteger o seu lar, transformando tudo o que estiver em sua frente em pedaços.

Esse filme definitivamente é um clássico de animal assassino! O final da década de 90 trouxe alguns dos melhores filmes de animais assassinos, como Anaconda e Do Fundo do Mar. E é claro que os crocodilos também têm um representante à altura: Pânico no Lago. O filme traz um bom suspense, conseguindo equilibrar bem seu tom cômico com as cenas mais tensas. O mais impressionante, porém, é ver que um filme feito há mais de dez anos consegue ter efeitos visuais bem melhores dos que alguns lançados recentemente, como a última sequência da franquia, Pânico no Lago: O Capítulo Final. É claro que há uma grande diferença óbvia entre filmes feitos direto para a TV, mas ainda assim, a diferença de qualidade é impressionante.

Os personagens são todos carismáticos, o que é impressionante. Dentre os protagonistas, quem se destaca é a belíssima Bridget Fonda. Ela interpreta uma mocinha atrapalhada, que não consegue se misturar na cidade pequena, e simplesmente não consegue se manter longe da água. É sério! A personagem caiu no lago em todas as oportunidades possíveis. O que segura as partes mais cômicas, no entanto, são os conflitos entre os personagens de Oliver Platt e Brendan Gleeson. Eles não se dão bem desde o começo e torcemos para que fiquem vivos e continuem a se estranhar. Outra atriz que merece ser mencionado é a Betty White, que deixou de ser uma velhinha fofa, e passou a alimentos crocodilos por diversão.

Apesar de ser um filme mais família, há alguma violência gráfica nas poucas mortes. Em relação ao gore, o destaque fica por conta da morte inicial. O cara tem suas pernas comidas, e, por mais que não podemos ver isso acontecer, vemos seu estado depois que o crocodilo o solta. Como disse, não há muitas mortes de seres humanos, mas os animais certamente sofrem. Alguns dos ataques mais chocantes e bem feitos, temos o desfecho de uma vaca e um urso. O diretor é inteligente em não mostrar o crocodilo na primeira metade do filme, mantendo um certo suspense. Os efeitos visuais (o famoso CGI) só é usado quando é realmente necessário, sendo recorrente apenas nos ataques mais brutos.

Enfim, tenho dificuldade em acreditar que alguém ainda não assistiu a este filme, mas se houver alguém que chocantemente o deixou passar, recomendo que dê uma chance. As sequências mostrando o lago são muito bonitas visualmente, e a trilha sonora é eficiente para manter aquele suspense especial. Há uma porção de cenas que eu adoro, entre elas, o ataque à personagem da Bridget Fonda no final do filme, e o próprio desfecho sarcástico, com a personagem de Betty White. O enredo abre uma excelente porta para uma sequência, mas é uma pena que a segunda parte tenha afundado na falta de qualidade do mercado de direto em vídeo.


Trailer:

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