sábado, 14 de dezembro de 2013

[Crítica] Pânico no Lago: O Capítulo Final


Direção: Don Michael Paul
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 86 minutos
Título original: Lake Placid: The Final Chapter

Crítica:

Eles estão do lado errado da cerca...

Logo quando vocês pensam que é seguro entrar na água, os produtores não se contém decidem criar mais uma sequência para Pânico no Lago. É impressionante como essa franquia se estendeu - assim como Anaconda, por acaso. O quarto volume da saga chega com uma grande promessa: Ele será o último! Até mesmo os pobres crocodilos feitos em CGI barato estavam cansados de correr atrás de suas vítimas que são incapazes de subir nas árvores. E, apesar do subtítulo desnecessário, nada impede que eles façam novas sequências. Não me surpreenderia se daqui alguns anos um quinto capítulo da franquia emergisse de dentro do lago.

A história dessa vez mostra engenheiros construindo uma cerca elétrica em volta de todo o lago. Eles não podem matar os crocodilos porque eles são uma espécie em extinção, então o governo optou por separá-los do resto da civilização. Infelizmente, depois de um pequeno descuido, os portões são abertos e um ônibus escolar acidentalmente passa por eles. Agora, um grupo de adolescentes está à mercê de crocodilos gigantes que têm fome de carne humana. Para salvá-los, a nova xerife da cidade irá se juntar a uma experiente caçadora, Reba, que pode ser a única pessoa capaz de acabar com essa ameaça e resgatar os jovens em apuros.

Se vocês pararem para pensar que esses crocodilos gigantes estão tocando o terror e matando pessoas há quatro filmes, verão que o enredo dessa sequência é completamente furado. Essas criaturas não estão ameaçadas de extinção, mas não posso dizer o mesmo da inteligência desses produtores. Pela terceira vez, somos levados a uma história sem qualquer emoção e completamente clichê. Nada faz sentido nessa trama oca! Fico chocado como eles podem insultar a inteligência do espectador e ainda ganhar dinheiro com isso. Ser cineasta parece tão fácil, porque eles estão se dando bem e sequer estão tentando fazer alguma coisa decente.

E é justamente isso que me incomoda mais. Gente, não é difícil escrever uma história digna! Pânico no Lago tem uma mitologia interessante e muito mal explorada. Eu me recuso a acreditar que esse roteiro é o melhor que esses produtores conseguiram arranjar. Tenho certeza que há muitas outras pessoas com ideias geniais para a franquia, assim como diretores novatos que sambariam na cara dos que colocaram as mãos nos três últimos filmes da saga. Não há qualquer inspiração! É como se eu estivesse assistindo o mesmo filme diversas vezes, só que dessa vez há uma cerca elétrica. Por que sempre há um xerife como personagem principal e um bando de adolescentes promíscuos pedindo para virarem almoço? Por que os roteiristas são incapazes de pensar além disso?

Bem, como esse filme é uma piada - que infelizmente tenta se levar a sério -, o único ponto positivo fica por conta do retorno da atriz Yancy Butler, que também interpretou a Reba no terceiro filme. Acontece que a personagem aparentemente morreu no filme anterior, então esse novo começo justamente de onde o outro parou. Ela devia estar com suas pernas presas na boca de um crocodilo, mas só de terem explicado o seu retorno já é um ponto positivo. É uma pena que ela continua sendo a coadjuvante ao invés de assumir as rédeas da história. Ela é simplesmente a melhor, mas não tem muito espaço na trama. Felizmente, suas falas são as melhores e, geralmente, apontam justamente o que nós estamos pensando. É a única personagem que sabe que está presa em um filme ruim e faz graça com isso.

Provavelmente os produtores perceberam que ela foi o único ponto positivo do terceiro filme e fizeram questão de trazê-la de volta. Ela só pode ser considerada a Rainha Trash da franquia, já que esteve em dois filmes e sobreviveu para contar a história - ou pendurar as cabeças dos crocodilos mortos em sua parede. Enfim, vocês já sabem exatamente o que esperar do resto do filme. Péssimos efeitos visuais, mortes igualmente péssimas, alguma nudez aleatória e deslocada e um punhado de personagens chatos. Pelo menos a fotografia e os efeitos em CGI desse quarto filme estão bem melhores que o terceiro. Não estou dizendo que são bons, apenas melhores. Só assistam se estiverem querendo rir, ou apontar os erros grotescos da produção.


Trailer Legendado:

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