quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

[Crítica] Jogos Vorazes: Em Chamas


Direção: Francis Lawrence
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 146 minutos
Título original: The Hunger Games: Catching Fire

Crítica:

Toda revolução começa com uma faísca.

Depois de uma era de sucesso com a franquia Harry Potter e Crepúsculo, o mundo das adaptações literárias renasce com seu novo sucesso de público e crítica, Jogos Vorazes. Atualmente, cada vez mais produtores estão buscando por histórias para serem adaptadas. Obviamente nem todas conseguem alcançar o sucesso, mas sempre tem uma franquia que consegue se destacar aos olhos do grande público. Atualmente, Jogos Vorazes: Em Chamas renasceu forjado em fogo e conseguiu números surpreendentes nas bilheterias.

A história volta a seguir Katniss e Peeta, sobreviventes da 74ª edição dos Jogos Vorazes. Depois de quebrarem o sistema da Capital, recusando matarem uns aos outros, a população não reconheceu a atitude como um jeito de amor, mas sim de revolta. Agora, a população se encontra na beira de uma revolução, baseando suas esperanças em Katniss. Visando acabar com o problema, é decidido que a 75ª edição dos jogos, o famoso Massacre Quaternário, traria os sobreviventes das edições anteriores. Sem opções, Katniss e Peeta encontram-se mais uma vez em um jogo mortal, mas, dessa vez, só poderá haver um vencedor...

Eu ainda nem me recuperei com a morte de alguns personagens do primeiro filme (Rue, estou falando de você), e já estou sendo arrastado para mais um massacre gratuito. Lembrando mais uma vez que eu ainda não tive a oportunidade de ler os livros e espero que consiga em um futuro breve. Obviamente, não poderei fazer comparações entre as duas mídias, deixando apenas a impressão que tive pelo filme. Porém, pelo que pude ler nos fóruns da internet, os fãs estão bem satisfeitos, o que é um ótimo sinal.

Vamos começar a falar do massacre em si. Essa é uma edição especial e, como foi avisado, a Capital não pouparia recursos. A área, apesar de ainda ser grande, é bem mais limitada que a do primeiro filme. Dessa vez, o foco dos Jogos Vorazes não está no embate corpo a corpo entre os tributos, mas sim na forma como eles lidam com os perigos “naturais” ao seu redor. Há tantas armadilhas no território do massacre que a maioria das mortes é causada por eles. Ainda há algumas cenas de confronto entre eles – como no começo –, mas o grande destaque fica mesmo por este elemento inesperado da natureza.

A fotografia é excepcional, coloca no chinelo todas as cenas do primeiro filme. Enquanto no original os personagens eram obrigados a correr por aquelas árvores finas, agora eles se deparam com uma floresta densa e verde, cheia de perigos e mudanças súbitas de clima. O centro da arena também tem um visual interessante, com os tributos começam o jogo em plataformas sobre a água, um cenário completamente diferente do anterior. Também há aquelas interferências manjadas da produção dos jogos para controlar a ação dos acontecimentos. Eu só queria ter visto um pouco mais dos outros personagens, enquanto eles tentavam sobreviver à fúria da natureza.

Aliás, esse é um dos grandes destaques dessa sequência. São vários os tributos que se distinguem com suas personalidades marcantes. Enquanto no primeiro a grande maioria era descartável, nesta sequência, nos simpatizamos por vários, temendo profundamente por suas vidas. Destaco a personagem Johanna, que marcou presença em todas as suas cenas, principalmente o seu relato único quando perguntada como se sentia ao retornar para os jogos. Enfim, foi uma sequência digna que, infelizmente, acabou rapidamente (apesar de o filme ter mais de duas horas). É incrível como o tempo passa voando. Estou ansioso para o terceiro filme da saga, que será dividido em duas partes. Que comece a revolução!

Trailer Legendado:

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Comentários
1 Comentários

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1 comentários:

  1. O filme foi extremamente fiel ao livro, então tu não vais achar muita diferença entre ambos, a não ser alguns cortes e adaptações necessárias. Eu basicamente passei a maior parte do filme torcendo pra Mags morrer logo já que eu não aguentava olhar pra ela sabendo o que aconteceria. E minha cena favorita é a dos pássaros (Gaios Tagarelas) É incrível no livro, foi incrível no filme.
    Ps: Odiei cada beijo da Katniss no Gale. kkkk

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