segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

[Crítica] Avatar: A Lenda de Korra - Livro I: Ar


Status: Livro II
Duração: 26 minutos
Nº de episódios: 12 episódios
Exibição: 2012
Emissora: Nickelodeon
Título Original: The Legend of Korra - Book 1: Air

“The era of bending is over! A new era of equality has begun!”

Crítica:
(Spoilers Abaixo)

Quando A Lenda de Aang acabou eu (e todos os fãs) me senti órfão. Sem dúvida porque sabia que ainda tinha muita história a ser contada. Então quando eu soube do spin-off: A lenda de Korra. Fiquei animado e receoso ao mesmo tempo. Era difícil imaginar uma história sobre o Avatar sem ter o team Aang no centro das atenções. Daí demorei um pouco a ver a série, fiz burrada, porque a lenda de Korra é tão cativante quanto a história que a antecedeu. Sem contar que para ser levada ao ar ela teve que romper alguns paradigmas, havia um receio da Nick em produzir uma história com uma protagonista feminina etc.

Pois bem, vamos ao que interessa, a lenda de Korra é, basicamente, centrada na Cidade República. O que foi até criticado por alguns fãs que gostavam da série por causa das viagens já que isso possibilitava conhecer melhor o universo de Avatar. A história de Korra se passa 70 anos depois da história de Aang. Sendo que ela vai pra Cidade Republica em busca de conseguir dominar o único elemento que ainda não controla: O Ar. Para sorte dela Aang teve alguns filhos e um deles é dobrador de Ar.

Tezin fica responsável, com a ajuda de seus filhos, pelo treinamento de Korra. Entretanto a paz conquistada durante a época do Avatar Aang começa a ruir, ocorre que na Cidade Republica vive-se sob um aparente clima de paz porém, existe um grupo que não está tão feliz com a ascensão dos dobradores e planejam construir uma sociedade onde eles não existam mais.

Isso começa a ganhar força porque no mundo Pós-Aang aos dobradores foi possível o aprimoramento de seus poderes e assim como a Toph BeiFong aprendeu a dobrar ferro, criando uma legião de dobradores de ferro, teve um cara (Pai do Tarrlok) que aprendeu a dobrar sangue sem necessitar da lua cheia e passou esse conhecimento aos seus filhos, um deles ficou tão bom nisso que por meio da dobra de sangue conseguia retirar os poderes dos dobradores. Nascia assim os Igualitários.

O plano dos Igualitários, ou do líder deles, Amon, era derrotar o Avatar e subjugar os dominadores, retirando deles os seus poderes. A industrialização e a tecnologia formaram o diferencial dos Igualitários. Como eles, teoricamente, não possuíam o poder de dobrar, só poderiam combater a ameaça que representavam os dobradores por meio das armas criadas graças a utilização das maquinas a vapor, ironicamente, movidas com os poderes dos dobradores de fogo.


Todos esses eventos ocorriam em conjunto com a história de alguns ótimos personagens, a chefe de polícia Lin BeiFong que puxou o gênio forte da mãe e o dom de dobrar metal, tinha como missão combater a ameaça representada pelo Amon e os igualitários, enquanto vivia com o peso de um amor mal resolvido. Ela fez uma ótima parceria com a Korra. Ainda foi inserido na história um jogo, chamado de pró-dobra. Os dobradores, vencedores das lutas, se tornavam verdadeiros heróis nacionais, só pra se ter uma ideia da relevância das lutas nessa temporada o próprio avatar participou deles. E eles sofreram dura perseguição do Amon e dos Igualitários.

E por falar em Avatar, sendo ela agora uma garota, todos os dramas decorrentes disso não puderam escapar, inclusive com direito a um triângulo, quase um quarteto, amoroso entre ela, Mako, Asami e Bolin. Alguns fãs não gostaram disso porque acharam que a história estava muito melosa. Mas quando Amon resolveu, realmente, dá as caras o amor ficou em segundo plano.

Para impedir que os Igualitários chegassem ao poder a Korra teve que se unir aos seus amigos e formar um team, alguns acabaram perdendo a capacidade de dobrar. A loucura do Amon foi tanta que ele chegou perto de banir, para sempre, o poder de dobrar o ar da face da terra. Até agora não entendo como ele teve coragem de ameaçar os filhos do Tezin, Jinora, Ikki e Meelo, eles são tão, tão, tão fofos rsrs.

Para finalizar, devo dizer que a lenda de Korra inova em diversos sentidos, é denso, é político, é instigante, revoltante, dramático, inspirador. To apaixonado pela série, então vou elogiar e ainda vou parecer suspeito. Mas é que ela me desperta isso, nunca vi um anime (eu não vejo muitos, pode ser por isso) tão denso em termos políticos, abordando tão bem um sistema de governo, a luta por poder, como aconteceu em a Lenda de Korra. Enfim se tu ainda não viste, corre e vai ver, vale muito a pena. MESMO.


Obs:
- Korra consegue dominar o ar.
- Gosto do ar de menina rebelde dela.
- Amon é derrotado e desmascarado.
- Ver a Katara e o Aang de novo, mesmo que adultos, não tem preço.
- Os filhos deles são perfeitos.
- O Livro II consegue ser melhor do que o I.

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