segunda-feira, 11 de novembro de 2013

[Crítica] O Caçador de Zumbis


Direção: K. King
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 93 minutos
Título original: Zombie Hunter

» Será distribuído pela PlayArte, direto em DVD, com o título O Caçador de Zumbis. Não há muito o que dizer sobre esse lançamento. A distribuidora fez certo e traduziu o título literalmente, o que é coisa rara por aqui.

Crítica:

Apenas um homem para matar todos eles.

Mais um filme batido de zumbis? Sim. De fato, o clichê acompanha até mesmo o título do filme. Jovem cineasta, se você quiser produzir um filme de zumbis, tente dar um título mais original para sua obra. Apesar de não ser certo julgar aparências, o pôster e o título são os responsáveis pela primeira impressão. Felizmente, diferente do título, o pôster traz uma "chama" inesperada. Todo mundo muito bem armado e o fogo comendo solto, típico daqueles bons filmes ruins. E como eu sou um grande fã desse tipo de filme, ao ver o trailer, não pude resistir em conferir o material completo.

A história desse filme gira em torno de lobo solitário em um mundo pós-apocalíptico. Depois de levar um tiro, ele é obrigado a socializar com um grupo de sobreviventes. Conforme os seus interesses se encontram, eles terão que lidar com mortos-vivos e outras surpresas de um mundo de caos. Agora, o grupo terá que se unir para sobreviver e deixar suas diferenças de lado. O caçador busca redenção pelos seus erros do passado, mas em paralelo, pode ter encontrado a única coisa que o fará desejar viver. Nesse jogo de morte, apenas os fortes ficarão de pé, o resto será comido.

Não há realmente uma história para contar nesse filme, por mais que o começo deixe essa impressão. Só temos o protagonista que acaba preso em um lugar enfrentando os desafios do mundo apocalíptico com um bando de personagens que ele acabou de conhecer. De fato, a primeira atitude picareta do projeto foi estampar o rosto do Danny Trejo no pôster, evidenciando seu nome em letras garrafais. Ele mal aparece no em duas cenas do filme (uma delas regada de dubstep e slow motion). Se você quer destacar o ator mais famoso do filme, por que não o tornou protagonista? O pior caso mesmo ficar por conta da arte do DVD, em que apenas o Trejo aparece. Sério isso?

E se vocês pensam que problemas com a capa do DVD é o maior dos problemas, vocês estão muitos enganados. Essa produção tenta se manter como um bom filme ruim, mas erra feio no processo. Primeiro que não há paixão nesse projeto. Cadê as tripas e a violência? Só o que eu vi foi um bando de cenas repletas de CGI. O orçamento do filme é obviamente muito limitado, então foi burrice ter usado efeitos visuais em praticamente todas as cenas do filme. O diretor ainda usou um recurso muito irritante toda vez que acontecia algo violento. Ele manchava a tela da câmera de sangue. Deixei passar mais primeiras vezes, mas depois de acontecer repetidamente, ficou mais do que ridículo.

Quando à qualidade dos efeitos visuais, não tenho muito do que reclamar. Até que o filme é bem feito, considerando que ele é independente. Algumas vezes os efeitos são bem ruins, mas na maioria das vezes dá conta do recado. Infelizmente o filme afunda ainda mais depois de introduzir algumas criaturas mutantes feitas por computador. Que porcaria é aquela? O Nêmesis pobre? Não havia necessidade de introduzir tal criatura. De fato, o que mais faltou nesse filme foram os próprios zumbis, que só apareceram em poucas e minguadas cenas. Voltando ao monstro, ele poderia muito bem ter sido feito com efeitos práticos e maquiagem. Teria um resultado muito mais interessante.

E o que falar dos personagens? Todos descartáveis. Em um filme cheio de violência e momentos anti clichês, a última coisa que eu quero ver são os dramas inúteis de um protagonista que perdeu sua família e é assombrado por isso. Fãs desse tipo de filme quer ver violência gratuita, mortes gráficas, cenas mirabolantes e nudez (se possível). Representando esse último quesito temos uma personagem - que é muito mal aproveitada na trama - com um enorme coração que manda ver no pole dance. Mas se vocês estiverem esperando por nudez mesmo, vão ficar decepcionados.

Por fim, o terceiro ato consegue ser a parte mais chata de toda a história. Depois de uma sequência bem legal envolvendo um palhaço sádico com uma serra elétrica - a melhor parte do filme -, a trama passa como uma tartaruga até o seu apático e fantasioso desfecho. Para não dizer que não há pontos positivos, eu gostei de como o roteiro explicou o início do apocalipse zumbi. E a cor rosa florescente remete àquelas produções trash antigas. O sangue dos contaminados ser da mesma cor que a droga que os transformou em zumbis também foi uma sacada esperta. Apesar disso, não recomendo nem para meus inimigos! Corram para as colinas e nunca injetem nada que brilhe em suas veias.


Trailer:

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