quinta-feira, 7 de novembro de 2013

[Crítica] Querido e Devotado Dexter


Autor: Jeff Lindsay
Editora: Planeta
Lançamento: 2005
Título Original: Dearly Devoted Dexter

Crítica:

Alguns jogos conseguem tirar partes de você.

Voltamos com o segundo exemplar da saga do assassino mais carismático dos últimos tempos (Hannibal Lecter não curtiu isso). Como adiantei na crítica anterior, os caminhos entre a série e a saga de livros tomam caminhos distintos a partir desta segunda obra. Apesar de muitos não concordarem com “liberdades criativas”, eu acho válido, já que temos a oportunidade de acompanhar diversos casos únicos, nas duas mídias, sendo surpreendidos pelos dois. Seria mesmo difícil ler os livros, quem já acompanhou a série, sabendo exatamente dos acontecimentos e reviravoltas.

A história volta a seguir Dexter, que acaba de ficar intrigado com uma nova série de casos bizarros. Um novo serial killer decepa todos os membros de suas vítimas, arranca suas pálpebras, nariz, orelhas, língua... Enfim, tudo o que puder ser arrancado em um ser humano e ser possível para que ele ainda permaneça vivo. Quando o namorado da Debbie desaparece, ela fica convencida de que ele será a próxima vítima. Com a ajuda de seu irmão, ela corre contra o tempo para apanhar o assassino, antes que seu namorado seja completamente amputado.

Sinceramente, eu não me surpreendo fácil. Já li sobre assassinatos, já assisti sobre ele. De serias killers, o mundo cinematográfico está cheio. Poucos me intrigaram ou tinha uma técnica impressionável. Não achava que eu fosse me surpreender com nenhum dos assassinos dos livros, até porque, não aconteceu com nenhum na série. Mas eu me enganei completamente. Achei que a forma como o vilão “mata” suas vítimas foi monstruosa. É de uma crueldade que é difícil descrever. Imagine você, na frente de um espelho, sentindo a dor de ter todos os seus membros sendo arrancados e não poder sequer se mexer? É abominável. E o pior é está vivo e não pode fazer mais nada pelo resto de sua vida. Se tornar um... Nada. Incapaz até de piscar.

Só o conceito desta idéia, coloca no chinelo a grande maioria de assassinos de nome por aí. Por isso, este vilão entrou para a minha pequena lista de favoritos. A única conexão que eu consegui estabelecer entre a série e o livro foi o destaque para o Sargento Doakes. Sua obsessão pelo nosso querido e devotado assassino é explorada e os dois são obrigados a ficarem em posições tensas, dependendo um do outro. E o mais surpreendente é o destino final do Doakes, completamente diferente do que da série.

Outras tramas também são exploradas. Debbie teve que reaprender a gostar de seu irmão, depois de descobrir que ele era um assassino de verdade. Esta revelação aconteceu no final do livro anterior e foi realmente chocado, afinal, na série, ela não descobre sobre o Passageiro de seu irmão até o final da sexta temporada. Por este motivo, foi ótimo vê-la quebrando logo este tabu. Para que enrolar, não é verdade? A reação dela foi bem natural e prova que ela realmente pode superar de tudo por quem ama. Sem o grande segredo do Dexter entre eles, os dois parecem mais próximos pessoalmente.

Destaque o relacionamento de mentira do Dexter com a Rita, que veio a calhar neste livro. Ela teve muito mais destaque, assim como os seus filhos, Astor e Cody, que são muito mais interessantes nesta saga do que na adaptação. E o mais legal é testemunhar a ascensão do Cody, que não é um garotinho normal. Bem, vamos discutir sobre isso no próximo. Enfim, alguém está vendo alguma coisa? Está ficando meio escuro...
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