segunda-feira, 25 de novembro de 2013

[Crítica] The O.C. - 2ª Temporada


Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 24 episódios
Exibição: 2004/2005
Emissora: Fox 

Califórnia nunca esteve tão quente.

Review:
(Spoilers abaixo)

Chegamos a tão esperada 2ª temporada de The O.C.! Nem preciso dizer que os adolescentes na época ficaram doidos esperando essa temporada como se dependessem dela para viver, não é?! Foram tantas pontas deixadas abertas pela primeira temporada, que é impossível dizer qual queríamos logo que fosse resolvida. E o segundo ano chegou para mostrar que todos os acontecimentos do primeiro não eram nem o começo do que Orange Country ainda iria nos proporcionar: retornos, partidas, namoros lésbicos, namoros chatos... Como diz a tagline na capa dos DVDs, Califórnia nunca esteve tão quente!

Apesar de ser uma boa temporada, certamente não conseguiu superar a primeira - e foi, provavelmente, a mais odiada pelos fãs de Summer e Seth. Seth, inclusive, conseguiu fazer o que eu achava impossível: detestá-lo. Sim, detestei o personagem no começo dessa temporada. Tudo bem que Ryan é seu melhor amigo e até entendo sua partida, mesmo que fazendo isso ele tenha abandonado os pais e Summer, mas culpar Kirsten e Sandy pela decisão de Ryan foi a gota d'água. Essa escolha foi totalmente de Ryan e todos vimos o quão Kirsten ficou devastada. Felizmente, esse plot da gravidez de Theresa foi resolvido rapidamente, quando a garota revelou que havia perdido o bebê, fazendo com que Ryan voltasse para Newport. Seth, então, decidiu parar de ser babaca e fez o mesmo, mas ao chegar em casa, descobriu que Summer havia seguido com sua vida e estava namorando Zach, que era uma versão atlética dele, já que apesar de jogar, também gostava de quadrinhos e era infantil.


Summer e Seth passaram poucos episódios juntos nessa temporada e ainda tivemos esse novo triângulo que, apesar de render vários momentos engraçados, também irritou inúmeras vezes. Juntos, os três criaram a HQ Atomic Country e devido ao sucesso, eles tiveram que passar cada vez mais tempos juntos, o que fez Summer ficar ainda mais dividida entre os dois. Foi só no 2x14 (um dos melhores episódios da temporada e talvez o mais lembrado pelos fãs) que, enfim, ela decidiu que era com Seth que queria ficar, após uma inspirada no filme Homem-Aranha. E apesar de adorar o casal, essa temporada apenas fez o mesmo que a primeira, colocando os dois em um triângulo - a diferença foi só Summer sendo o centro, e não uma das pontas, como na anterior. 

Outro casal que sofre o pão que o diabo amassou foi Sandy e Kirsten. Os dois veem o casamento perfeito começa a se desestabilizar quando uma paixão mal resolvida do passado de Sandy reaparece. Unindo isso e os problemas com o pai, Kirsten acaba voltando a beber. Kiki (amo quando a Julie chama a Kirsten assim) era a figura materna de The O.C., a que sempre mantinha os ânimos calmos; então foi realmente triste e chocante vê-la naquele estado. Nós é que ficamos querendo abraçar e confortá-la o mais rápido possível. A cena onde ela se nega a ir para a rehab, mas aceita após Seth implorar para que ela melhorasse foi uma das piores da série, no bom sentido. Conseguiram emocionar mesmo!

(Aqui, Julie ainda não sabia do namoro, hahaha. Eu sofro de rir nessa cena.)

Já Marissa foi obrigada a ir morar com a mãe e o padrasto, o que só piorou seu relacionamento com Julie - e ela própria, já que seu histórico com bebidas só piorou. Apesar de realizar inúmeras loucuras na terceira temporada, Marissa também foi ao extremo nessa. Suas melhores discussões com a mãe ocorrem aqui, como a cena da piscina e a da festa. começando a beber todo dia e vendo seu péssimo relacionamento com Julie piorar a cada dia. No quesito de relacionamentos, ela se envolveu com DJ e quase voltou com Ryan; porém chocou mesmo os fãs por conta de seu namoro lésbico com Alex. Elas ficaram amigas, desabafavam sobre seus relacionamentos fracassados... Para o primeiro beijo rolar foi questão de tempo! E apesar de shippá-la eternamente com Ryan, até que gostei das duas juntas pois foi algo novo para a série.

Algo que percebi desde o início da série é que Marissa é solitária e quer atenção, o que recebeu de Alex naquele momento. Foi quase o mesmo com Oliver, porém aqui o interesse foi mútuo. Esse namoro, inclusive, rendeu um dos melhores momentos envolvendo Julie. Diferente do que todos esperavam - ela fazer um barraco e exigir o fim do relacionamento -, ela apenas disse que "isso é normal na adolescência". Nunca vou esquecer da Kirsten perguntando se ela já teve um relacionamento com alguma garota também e ela mudando de assunto rapidamente. Hilário! E além de se envolver com Marissa, Alex despertou o interesse de Seth, que fez de tudo para ficar com ela - até bad boy ele virou. Mas o melhor foi mesmo sua reação ao descobrir que Alex estava namorando Marissa. Até hoje não sei decidir qual foi a mais engraçada, dele ou a da Julie.

E falando nela, com certeza, parte do destaque dessa temporada foi da personagem. Se na primeira temporada ela era intragável, ela consegue nos conquistar aqui. Aos poucos sua figura de ambiciosa é sendo desfeita, mas é quando ela desiste de envenenar Caleb - que iria pedir a separação após descobrir que ela havia feito um filme pornô na adolescência - que vemos sua verdadeira índole. Mas por ironia do destino, na hora H, Caleb tem um infarto e mesmo com as tentativas de Julie de ajudá-lo, o empresário acaba morrendo. É Jimmy, na verdade, que se revela um mau-caráter, pois inicia um caso com a ex para tentar lucrar em cima de sua fortuna mas ao descobrir que Caleb estava falido após sua morte, foge e a deixa a ver navios. Não fez falta na série, obviamente!


Ryan, também ganha um novo interesse para chamar de seu, Lindsay. E junto com ela, o título de porre da temporada. Sério, os dois juntos foi insuportável! Lindsay era supostamente filha de Caleb, então os dois começaram com uma história de que era um romance proibido. Agora, proibido porque se Ryan nem ao menos tinha o sangue dos Cohen? Desnecessário e vergonhoso define. Após esse desastre, ele e Marissa retomam o namoro, mas um novo empecilho chega: Trey, o irmão de Ryan que o fez tentar roubar um carro no Piloto. Após ser solto, ele procura os Cohen, que o abrigam. Apesar de bancar o bonzinho, estava na cara que ele não estava arrependido de nada e tivemos a prova disso quando Trey começa a mexer com tráfico de drogas e tenta estuprar Marissa, que omite o ocorrido de Ryan com medo de causar uma nova briga entre os irmãos. Mas Ryan, claro, descobre e um campo de batalha é formado entre os dois. O final disso nos reserva um cliffhanger cretino, que só não ganha do deixado na próxima temporada: Marissa chega no meio da confusão e desesperada para separá-los, pega a arma de Trey e acaba atirando no cunhado, nos deixando com a dúvida cruel se Trey sobreviveria ou não.

Como eu disse no começo da review, apesar de boa, essa temporada não conseguiu superar a primeira, pois investiu em muitas coisas já usadas na primeira mudando apenas o ponto de vista; além de inserir momentos desnecessários (nunca vou esquecer desse mico do Ryan e Lindsay quando a questão for "empecilhos sem lógicas", de verdade!). Se Ryan ganhou o título de personagem mais bem desenvolvido na primeira temporada; Marissa, Kirsten e Julie recebem esse título aqui. Mas mesmo com os erros, ainda é um ano que vale a pena. Agora preparem-se porque o próximo será matador. Literalmente.
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Comentários
5 Comentários

Comentário(s)

5 comentários:

  1. Ryan voltou porque Teresa disse que perdeu o bebê e não que o filho não era dele.

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    Respostas
    1. Então, Tatila, eu vi a série toda em 2010, por isso alguns detalhes acabam me confundindo hahaha. Mas obrigado pela correção, já atualizei a crítica! ;)

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  2. Que incrível, texto de 2013, temporada de 2004 e comentários de 2017.
    The O.C. é sem duvidas uma das melhores séries teens e agora na netflix só fará as pessoas lembrarem ainda mais.
    Parabéns pelo ótimo texto, vi a série lá em 2010 e estou revendo agora!

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