segunda-feira, 25 de novembro de 2013

[Crítica] The O.C. - 1ª Temporada


Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 27 episódios
Exibição: 2003/2004
Emissora: Fox 

''California, Here We Come...''

Review:
(Spoilers abaixo!)

Quem começou a ver séries na década de 2000 (ou até depois), provavelmente já deve ter ouvido falar de The O.C. - ou como foi traduzida na TV Paga e nos DVDs, Um Estranho no Paraíso. Essa é uma das minhas séries favoritas e nada mais justo do que fazermos uma maratona das quatro temporadas, já que esse ano, a série completou dez anos desde sua estreia. Sim, dez anos! Bom, minha história com The O.C. começou lá em 2006, quando o SBT a exibia nas manhãs de domingo e estava em algum episódio da terceira temporada. Eu assistia episódios avulsos, pois nem sempre lembrava que iria passar. Foi só em 2010 que consegui acompanhar todas as temporadas cronologicamente, quando adquiri os DVDs, pois estava naquela famosa fase onde você ama o trabalho de um ator e quer assistir tudo o que ele já fez - esse ator, no caso, era Mischa Barton. Prontos para revisitarem Califórnia?

A série conta a história de Ryan Atwood, um adolescente de dezessete anos que quase é preso após ajudar o irmão em um roubo. Por sorte, seu advogado, Sandy Cohen, sensibilizado com a atual do garoto (já que sua mãe o expulsa de casa e ele não tem para onde ir), o leva para morar com ele, em Orange Country. Lá, Ryan conhece e cria um laço de amizade com Seth, filho de Sandy; Summer Roberts, por quem Seth é apaixonado desde a infância; e por fim - e mais importante - Marissa Cooper, sua vizinha e interesse amoroso. Mas claro que nada será fácil em sua vida, e na cidade, o garoto será alvo de preconceitos, principalmente por Luke e Julie, o namorado e a mãe de Marissa; e no começo, pela esposa de Sandy, Kirsten.


Mas, diferente dos outros, Kirsten não faz por mal. Quem não ficaria receosa em seu lugar ao ver o marido trazendo um ex-presidiário para dentro de casa, quando se é mãe de um adolescente solitário? Felizmente, ela percebe que Ryan não é um má garoto e seu instinto materno fala mais alto. O problema maior é com o próprio Ryan, que precisa se aceitar. Muita gente não gosta do personagem, mas ele é um dos meus favoritos porque o entendo. Ele sempre esteve acostumado a só se foder dar mal e, do nada, as coisas começam a dar certo? Por isso o medo dele de se envolver, pois tudo pode acabar de uma hora para outra. Mas é óbvio que ele não conseguiria manter esse bloqueio por muito tempo, e logo se rende ao sentimento que tem por Marissa. A maioria dos fãs gostava (ou gosta) de Seth e Summer por ser o típico relacionamento de um nerd com uma patricinha, mas desde o início, torci muito mais por Marissa e Ryan. Eles eram totalmente diferentes, mas iguais ao mesmo tempo. Se Ryan era um estranho no paraíso, Marissa também, porém no lugar onde ela nasceu e sempre viveu. Por isso, a atração foi imediata e os dois se completavam, de certo modo.

Tais problemas de autoaceitação, porém, "não seriam suficientes", então era necessário vilõezinhos para separá-los. E se não bastava um, tivemos dois. O primeiro foi Luke, primeiro namorado de Marissa e o típico machista que a traía com todas que lhe dessem bola, mas seu ego não aceitava perdê-la para seu mais novo inimigo. Mas Luke não chega nem perto da peste que foi Oliver. Ele, sim, foi um vilão que nós fez desejar sua morte o mais rápido possível, pois enquanto Luke era apenas um garoto rico e mimado, Oliver é mentalmente instável e faz inúmeras loucuras. Literalmente. Certa vez, vi em um site uma análise que dizia que a relação de Marissa e Ryan se perdeu após Oliver e concordo, em partes. O sentimento sempre esteve ali nas temporadas seguintes, claro, mas muito da confiança que os dois tinham um pelo outro foi quebrada depois das inúmeras brigas causadas por Oliver, como o texto apontava.

Muitos (principalmente os haters da personagem) dizem que Marissa foi ingênua em relação à Oliver. E realmente foi, pois Oliver transferiu-se para a Harbor High School, tentava - disfarçadamente, óbvio - mantê-la longe de Ryan... Tudo mostrava sua obsessão por ela. Mas Marissa nunca foi uma garota normal. Apesar de todos os seus deslizes, sempre ficou claro que ela só queria sentir-se amada e apoiada. Sua vida era quase de uma princesa - e ainda assim ela não era feliz, vale ressaltar - e, do nada, seus pais se separam; ela descobre que o pai não passa de um golpista e a mãe de uma mulher extremamente manipuladora e ambiciosa; seu relacionamento com Ryan estava de mal à pior... Enfim, tudo desabou. Então, Oliver foi aquele ''amigo'' que a ajudou quando ela mais precisava, por isso é fácil entendê-la e quase impossível julgar. E como eu disse, mesmo com todas as armações, o amor que os dois sentiam era mais forte e eles conseguiram superar esse e outros problemas - que falaremos mais abaixo. Mas essa temporada foi uma das melhores para o casal. Tivemos cenas incríveis, como a do primeiro beijo na roda gigante; o tão esperado "eu te amo" de Ryan para ela - algo que ele queria dizer bem antes, mas simplesmente não conseguia pelo receio de expor seus sentimentos; e, claro, a minha favorita, quando os dois se conhecem e ele responde um "quem você quiser que eu seja" quando ela pergunta quem é ele.


Em contraste com todo o drama do relacionamento de Marissa e Ryan, precisávamos de um escape e recebemos isso com o de Summer e Seth. Mesmo possuindo um pouco de drama também, o desenvolvimento dos dois foi bem mais cômico. Seth foi um dos melhores personagens de seriados de todos os tempos e é incrível como você gosta e torce por ele desde o Pilot. Torcida essa que só aumenta quando descobrimos seus sentimentos por Summer, que é a típica patricinha que o esnoba e que só percebeu que sentia algo mais pelo garoto quando ele começou a se aproximar de Anna. Diferente de Oliver, a personagem resultou em um triângulo amoroso benéfico pois, por mais que sejamos Team Summer, não podemos negar que foi Anna que ajudou Seth a superou suas inseguranças e medo. Foi ela quem esteve ao seu lado em vários momentos que Ryan não podia, por estar com seus problemas e de Marissa. No fim, o que já sabíamos se confirmou: os dois eram bem melhores como amigos e era de Summer que Seth gostava de verdade. Com isso, Anna vai embora da cidade na reta final, rendendo um dos momentos mais tristes da temporada e começo real do namoro de Seth e Summer.

Mas nem só dos quatro protagonistas viveu The O.C.! Jimmy também teve seus plots e em um deles, descobrimos que o pai de Marissa não era perfeito e honesto como todos pensavam. Esse foi o único realmente relevante e interessante, pois os outros os outros em quase nada acrescentaram na série. Primeiro, tentaram criar um triângulo adulto entre ele, Kirsten e Sandy, pois Jimmy gostava dela na adolescência. Obviamente não daria certo pois Sandy e Kirsten eram ótimos juntos, então introduziram um romance com Hailey, irmã mais nova dela, que também acabou mais rápido do que começou. E, por fim, sua tentativa de iniciar o restaurante com Sandy, tão desinteressante quanto. Particularmente, eu já havia percebido desde esses momentos que Jimmy não acrescentava em nada na série e poderia ter sumido logo após o plot do roubo, mas os roteiristas insistiriam ainda mais nele, por isso seu destino só será comentado na crítica da 2ª temporada.

Também acompanhamos o drama de Luke e seu pai. Com família formada, o cara era gay e Luke descobriu tudo. Como o mundo dá voltas incríveis, todos lhe viraram às costas e Seth, Summer, Marissa e Ryan, aqueles que ele sempre infernizava, foram os que o apoiaram. Tivemos prazer em vê-lo sofrer e aprender a ser gente? Sim, e isso foi o melhor, pois ele realmente amadureceu e até tentou alertar Marissa a se afastar de Oliver. Após isso, porém, percebemos que, assim como Jimmy, Luke não tinha tanta serventia na série e logo foi jogado para um relacionamento proibido com Julie. Era óbvio que não iria para frente, mas rendeu alguns momentos engraçados e uma confusão quando tudo veio à tona. Após isso, diferente de Jimmy, Luke não teve chances de continuar na série e logo foi embora da cidade. Nada contra o garoto até porque ele realmente melhorou e muito após a história com o pai, mas se não rende precisa ser cortado da série mesmo! Muitas séries de hoje em dia seriam bem melhores se tomassem tal decisão ao invés de manter determinado ator/personagem por conta dos fãs...


Com o fim da temporada chegando, Ryan e Marissa receberam outra rasteira do destino, com o retorno de Theresa, ex de Ryan e que reapareceu grávida, e destruiu não só o namoro dos dois, como o de Summer e Seth, pois com a partida de Ryan, Seth faz a loka e abandona sua família e namorada também, deixando uma carta para eles e indo velejar pelo oceano. Diante da perda dos dois filhos, pois Ryan era tão seu quão Seth - Kirsten desaba e nos rende uma das melhores cenas da temporada, quando ela chora descontroladamente ao descobrir a partida de Seth. Já Marissa, por mais que não fuja ou chore, também demonstra toda sua dor ao perder Ryan quando, em sua última cena a vemos abrindo a janela de seu quarto na mansão de Caleb e vendo-se novamente sozinha naquele mundo. Não foi preciso de mais nenhuma ação para percebemos o quanto ela precisa de Ryan em sua vida e que foi ele quem a resgatou do buraco negro que ela caía cada vez mais antes de conhecê-lo.

E além de todos esses momentos e personagens, foi nesse ano inicial que conhecemos o incrível Natanukká, criação de Seth para unir o Hanukkah e o Natal e comemorar ambas as datas com os pais, pois o pai é judeu e a mãe, cristã. Quem nunca quis entrar na TV e participar da festa com todos ali? Fiquei até surpreso quando o Josh Schwartz (criador da série) revelou em uma entrevista alguns anos após o fim da série que os executivos da FOX queriam que Seth tivesse sido cortado do Pilot, decisão essa que Josh felizmente não aceitou, pois Seth tem sacadas geniais. Mais uma prova de que o mundo dá voltas, não é mesmo?!

Acredito que o grande diferencial de The O.C. foi ser uma série simples, assim como One Tree Hill. É fácil ser conquistado por um filme, série ou novela onde você encontra um personagem com características e ações semelhantes às suas, que passa pelos mesmos problemas que você, seja familiares ou sociais. Sempre tinha um momento que você passou ou estava passando. Por isso, a série conquistou tantas pessoas quando era exibida - sendo a Gossip Girl da época, digamos assim. E essa primeira temporada reúne muito bem esses elementos. É a maior e, ainda assim, a bem mais estruturada de todas. E assim chegamos ao fim dessa primeira crítica. Prontos para a 2ª temporada? As coisas estarão bem mais quentes!
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Comentários
5 Comentários

Comentário(s)

5 comentários:

  1. Desde a primeira que assisti eu amei! Tudo era tão intrínseco, divertido e interessante...

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  2. "Critica" hauumpft ta maais p um resumo, obrigada por todos os spoilers viu

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    Respostas
    1. Então, tenho certeza que existe inúmeras opiniões minhas no texto, que caracterizam uma crítica e não um resumo. E se você não viu o "Spoilers abaixo" antes do começo do texto, tenho más notícias hahaha

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  3. Não achei para download o episódio 7 da 3 temporada

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  4. Uma pena um romance tao lindo acabou de uma forma trágica e sem contar que viveram um rnce mais separdo que juntos e no fim caba de uma. Forma que nao tev nad v pena que perdi meu tempo com esse serie

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