quarta-feira, 20 de novembro de 2013

[Crítica] Killer Holiday


Direção: Marty Thomas
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 103 minutos
Título original: Killer Holiday

Crítica:

Esse assassino não tem medo de mostrar seu rosto.

Antes de começar a falar mal desse filme, que obviamente é muito ruim, vamos falar um pouco sobre o seu material de divulgação. Primeiro que alguns dos pôsteres mal feitos revelam grandes spoilers da "reviravolta" final e, segundo, essa arte do DVD é um golpe baixo terrível. Não há nenhum palhaço assassino nesse filme. De fato, como vocês podem ver a tagline acima (que aparece em outro pôster mal feito) afirma que o vilão não tem problemas em mostrar o seu rosto. E pelo menos isso é verdade. Então não esperem palhaços assassinos ou qualquer coisa nesse nível. Para falar a verdade, não esperem nada desse filme. Vamos começar o massacre?

A história gira em torno de um psicopata peculiar, Melvin "Spider" Holiday, que parece particularmente interessado em um grupo de jovens que está viajando no feriado prolongado. Enquanto os jovens se afastam da civilização a ansiedade cresce a cada parada no caminho e o grupo chega a um parque de diversões abandonado com um passado horrível. Sem pressa para chegar ao seu destino, os adolescentes veem no local uma oportunidade incrível de ficar em um lugar diferente. Porém, eles logo irão descobrir que o parque é repleto de passeios perigosos, cheiro de morte e um assassino está pronto para dar-lhes uma entrada para o inferno...

O que me chamou atenção nessa produção foi justamente o seu assassino. É interessante acompanhar um enredo diferente, onde vemos o seu rosto desde o primeiro momento. Há também todo uma história de fundo a respeito de suas motivações, assim como o seu repentino interesse por um determinado grupo de amigos em especial. É claro que, no final de tudo, nenhum desses elementos realmente representou algo positivo. O roteiro é extremamente preguiçoso e praticamente sequer existe. Jovens encontram parque abandonado e decidem ficar perambulando nele? Qual a graça nisso? É como se eles tivessem lido um manual sobre como morrer dolorosamente em um filme de terror.

E vocês podem ter certeza que irão desejar a mortes de todos eles. São completamente irritantes e sem personalidade. O roteiro tenta criar alguns relacionamentos, mas é tudo tão raso que se torna uma perda de tempo. Não tem como simpatizar com personagens que tomam as decisões mais suicidas o tempo inteiro. É como se eles realmente estivessem pedindo para morrer. Pelo menos quando eles começam a ser despachados as coisas passam a se tornar um pouco mais divertidas. Alguns mortes são interessantes e surpreendentemente bem feitas. Mas não espere muito além disso.

A direção não aproveita a locação. Um parque abandonado deveria ser assustador, mas a condução da ação é tão sem personalidade que a história poderia acontecer até mesmo em um ferro-velho que ninguém veria diferença. Aliás, eu quase desisti do filme nos primeiros minutos. Sabe-se lá porquê, o diretor insiste em colocar sequências em câmera lenta e preto e branco entre algumas cenas, sem qualquer propósito. E o mais irritante é que ele usa esse artifício a cada 30 segundos. Fico imaginando se ele mesmo ficou incomodado depois de ver o resultado final.

Enfim, terminando o massacre que foi essa crítica, quero dizer mais uma vez que nada vale a pena por aqui. Eu disse que tinha algumas mortes que não são de todo ruim, mas mortes existem em todos os filmes de terror. Eu nem posso dizer que esse filme foi uma decepção porque já esperava que ele fosse ruim, mas não sabia que seria tão irritante. Obviamente não recomendo nem para meu pior inimigo. Não imaginava que parques abandonados pudessem ser tão tediosos. Se um assassino chato como esse chegasse perto de mim, eu também iria querer morrer. Dado o aviso, corram para as colinas!


Trailer:

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