quinta-feira, 7 de novembro de 2013

[Crítica] Dexter - A Mão Esquerda de Deus


Autor: Jeff Lindsay
Editora: Planeta
Lançamento: 2004
Título Original: Darkly Dreaming Dexter

Crítica:

Tonight is the night.

Este é Depois do desfecho da série de TV ter deixado um gosto amargo em nossas bocas, nada melhor do que começar aquela maratona esperta onde tudo começou. Sou um grande fã do personagem principal - e ainda mais de sua irmã-boca-suja -, então eu simplesmente não pude resistir ao saber sobre a saga literária, escrita por Jeff Lindsay. E o melhor de tudo é que a saga é ativa e continua recebendo sequências, o sexto exemplar chegou às prateleiras em 2012, com Duplo Dexter. Mais sensacional ainda, é ter uma amiga que possui TODOS os livros da saga. Então, eu dedico a ela, esta maratona de resenhas.

A história deste primeiro nos apresenta os conhecidos personagens. Temos o Dexter, que trabalha com sangue, no departamento de polícia, e sua irmã, Debbie, que sonha em ser detetive, mas ainda é obrigada a se disfarçar de prostituta, para a Narcóticos. Os dois têm de se unir quando um assassino passa a matar e desmembrar prostitutas, mandando um recado direto para Dexter. Intrigado, ele começa a investigar a pedido de sua irmã, para que possa subir de cargo, mas nosso querido assassino só quer saber por que ele parece ser tão íntimo do Ice Truck Killer, o assassino que não deixa nenhum sangue em suas vítimas.

Eu já achava a série muito boa, mas ela perde feio se compararmos com os livros. Apesar dos atores escalados para os seus respectivos papéis serem ótimos, não tem como superar a narração afiada e irônica de Dexter. É muito interessante acompanhar toda a história com seus pensamentos e deboches. Enquanto na série, só podemos contar com algumas breves narrações, aqui, nós realmente entramos na mente dele. E devo confessar que ele é muito mais divertido nos livros, até porque, não precisamos ficar olhando para a sua máscara. Temos acesso direto à fonte, e isso é insuperável.

Este é o único livro que a série segue. Temos a mesma história e as mesmas situações ocorrem. É claro que há muito preenchimento, uma vez que só podemos conhecer os outros personagens conforme o Dexter os encontra. Neste primeiro livro, todo o destaque fica com a Debbie, porque os outros mal são citados. Na série, Debbie é mais divertida, porque no livro ela só aparece estressada. Mas, se pensarmos bem, a maioria das vezes que ela esteve com o Dexter na primeira temporada, foi estressante para ela. Mesmo assim, gosto muito da personagem, em ambas as mídias.

Quem não quer saber revelações importantes do livro e da série, pulem este capítulo e vão direto para a conclusão, porque há algumas diferenças gritantes, que merecem ser comentadas. Há uma grande morte no final deste livro. Um personagem que ainda está vivo atualmente, na série. Foi inesperado, então imagino que os leitores também ficaram chocados com os rumos que a série acabou tomando. O assassino não morre, como na série. Dexter o deixa ir, e confesso que prefiro o desfecho da série, porque o do livro é muito solto.

Na melhor parte, o grande clímax, a narração é cortada e somos apresentados ao Epílogo. Achei sem graça, porque estava doido para acompanhar com o máximo de detalhes o que teria acontecido. Foi uma pena, mas o livro foi incrível mesmo assim. Para um primeiro livro, foi interessante. Apresentou apenas o caso, dando destaque apenas a alguns personagens e deixando para desenvolver as subtramas nos futuros livros. Vamos para o próximo?
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