quinta-feira, 7 de novembro de 2013

[Crítica] Dexter é Delicioso


Autor: Jeff Lindsay
Editora: Planeta
Lançamento: 2010
Título Original: Dexter is Delicious

Crítica:

Algumas pessoas têm um grande gosto por assassinatos.

Curiosamente, eu estava doido para chegar a este livro. Talvez seja por causa do nome sugestivo, ou a capa diferente, mas a questão é que eu estava esperando poder começar esta história desde que fiquei sabendo os livros. Não sei se perceberam, mas a capa dos outros livros tem um tom definido (branco, preto e vermelho), mostrando uma imagem simples (mão segurando um bisturi/faca, impressão digital e até mesmo um pincel). Porém, a capa desse volume é uma paisagem colorida e mostra o Dexter (pela primeira vez), de costas, amarrado e com uma maça na boca. A grande questão é: Esse livro é delicioso de ler?

A história volta a seguir nosso querido serial killer, Dexter, em mais uma onda de crimes brutais pela cidade. Dessa vez, Dexter e Deb estão em busca de um grupo de canibais, que promovem festas eletrizantes, com direito a muita bebida, música e carne humana. Depois de encontrarem a primeira vítima e a identificarem, os policiais descobrem que uma de suas amigas está desaparecida e, possivelmente, será a próxima refeição principal. Agora, Dexter e Deb terão que correr para encontrar a vítima e torcer para eles mesmos não entrarem no cardápio.

Esse livro foi muito divertido e já se tornou um dos meus preferidos da saga. Está repleto de situações inesperadas e retornos que deixarão qualquer um de queixo caído. É a partir desse capítulo que temos a certeza de que a série e a saga literária nunca mais compartilhará um vínculo. Apesar de contarem com casos diferentes, as duas mídias sempre mantiveram uma linha narrativa parecida, como o casamento e a criança do Dexter (que é uma menina nos livros). A conexão é fraca, mas ainda existia.

Não posso me aprofundar nas partes que eu mais gostei porque todas elas carregam fortes spoilers. Então vou me limitar a comentar o terceiro ato, onde toda a ação acontece em um parque abandonado à noite. Esse definitivamente é um dos meus cenários favoritos. Qualquer cena de terror envolvendo um parque abandonado é interessante, principalmente se tiver um grupo de canibais famintos. E o terceiro ato desse livro foi muito tenso, com direito a algumas reviravoltas e com os nossos heróis encarando, mais uma vez, a morte.

Quem não quiser saber de um dos detalhes da trama, pule para a conclusão e evite esse parágrafo. Apesar de não ser a maior das surpresas, ainda é mais divertido não saber. Porém, eu não poderia encerrar essa crítica sem comentar sobre esse fato bizarro. Um grupo de canibais? Isso eu posso aceitar. Agora, vítimas que sonham em serem comidas? Espera. O quê? E o mais interessante é que nossa reação se torna a mesma que a do Dexter. Fico se perguntando se alguém na vida real tem o desejo de ser comido. Será? Enfim, vamos seguir em frente.

A descoberta sobre a identidade do líder dos canibais é liberada antes do esperado. Seria muito mais chocante se não soubéssemos, mas antes do terceiro ato, uma conversa casual nos faz ter certeza do que irá acontecer. Enfim, gostei muito desse volume. A história é ótima, assim como os momentos no clube noturno. Realmente é legal explorar novos ares. O livro ainda termina com revelações bombásticas a respeito do futuro da Deb. Como será que isso vai ser desenvolvimento no próximo livro? Veremos, mas já foi adiantando que teremos uma surpresa dupla.
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