sábado, 5 de outubro de 2013

[Livro] The Double Me - 1x07: Despicable Nate [+18]



“A vingança é doce como a justiça nunca foi.”


Alex abriu os olhos e fitou o teto de seu quarto. Ao som de Coldplay. — que tocara a noite inteira em um dos lados de seu fone quando dormiu sem perceber. — ele lembrou das ultimas coisas que ouvira antes de trancar-se no quarto. Do que valia morar numa mansão e ter tudo o que o dinheiro podia comprar quando teve a própria vida roubada de si? Era muita coisa pra processar ao mesmo tempo.

De acordo com Lydia, os problemas começaram ainda quando Judit estava Grávida. O marido a traia, os empregados debochavam, e claro, a mídia não conseguia deixá-la em paz. Então, finalmente chegou o dia de trazer os bebês para o mundo. O que era pra ser um dia mágico e especial acabou tornou-se o pior de sua vida quando ela foi ao berçário e viu uma mulher vestida de enfermeira levando um de seus filhos.

Alex estava tão concentrado nos pensamentos que pôde projetar perfeitamente o acontecido em sua mente. Judit desesperada pra salvar o filho, a ladra de bebês destruindo uma família e ele em seu colo, chorando, porque de alguma forma, sabia que estava perdendo a pessoa mais importante. Porém, nada disso explicava como ele foi parar num orfanato e conheceu sua mãe adotiva, que sempre amaria incondicionalmente. Talvez a cicatriz em formato de lâmina que tem nas costas fosse uma pista direta, mas era cedo demais pra especular.

Logo que sua mente cansou de procurar respostas a respeito do complicado passado da família Strauss, Alex abriu espaço para questionar-se o que tinha acontecido entre ele e Jensen na noite passada. Em meio a tantos dilemas sérios que precisava encarar, talvez o beijo fosse o menor deles. Afinal, ter gostado do que aconteceu não significava nada. Ou agora ele precisava namorar Jensen e planejar um futuro juntos como um casal gay revolucionário? Para Alex, isso não fazia sentido.

— Valeska, sua estúpida! — Gritou Nate, no andar de baixo. Se tinha uma coisa que ele odiava era a incompetência de seus empregados. Principalmente tratando-se de Valeska, a empregada oriental que é tão fácil assustar.

Alex reconheceu a voz do irmão e imediatamente levantou-se da cama. Assim como achava que o irmão gêmeo estar ali era sinônimo de problema, ele também queria vê-lo de novo, mesmo que fosse apenas para confrontá-lo com o olhar.

Ele saiu do quarto e caminhou descalço pelos corredores até chegar até a enorme escada do hall. Nate estava ali, gritando com Valeska, que limpava o chão quase chorando enquanto se desculpava por ter derramado sua bebida. Ao lado dela havia seis malas de couro na cor verde, todas com a letra S numa fonte elegante como o logotipo dos hotéis Strauss. Então, Nate estava planejando voltar pra mansão? Alex duvidava que Simon fosse deixar, mas isso provavelmente não impediria Nate de fazer o que queria.

— Você sabe fazer algo além de cerrar os seus olhos? — Nate só parou de gritar com a empregada quando olhou pra cima e viu Alex no topo da escada. — Oi, irmãozinho. Eu diria que é bom te ver, mas você saberia que é apenas porque somos idênticos.

— Valeska, saia daqui. — Ordenou Alex, deixando a voz firme.

A empregada olhou para Nate, com receio. Mas Nate não estava disposto a revogar os direitos de Alex em mandar nos empregados. Ainda mais quando ele parecia que precisava desabafar com alguém todos os desaforos presos na garganta.

— Cai fora daqui, Lee Bing Bing — Ordenou Nate.

Sem hesitar, Valeska pegou a toalha molhada do chão e saiu correndo. Agora estavam apenas Alex e Nate, fazendo um jogo de olhar em que obviamente nenhum deles estava disposto a perder.

— O que você quer, Nate? — Perguntou Alex enquanto descia os enormes degraus até o Hall.

— A casa é minha. Então, acho que isso faz de você a visita. A não ser que você esteja pensando em tomar meu lugar como os tabloides disseram.

Assim que Alex colocou os pés no ultimo degrau, caminhou na direção do irmão. Já que a abordagem agressiva só iria lhes afastar, talvez devesse ser um pouco mais educado, mesmo que Nate estivesse merecendo todo seu desprezo naquele momento.

— Eu não quero tomar o seu lugar Nate, eu só quero...

— Uma família? Eu sei. — Interrompeu Nate. — E você já tem, agora pode sair da minha frente, por favor?

— Eu não fiz nada a você...

— Ninguém disse que fez, mas isso não quer dizer que eu tenho que ser simpático. — Nate passou por ele até a lateral das escadas, fazendo questão de bater seus ombros. Quando estava prestes a gritar o nome de outro empregado para que pegasse suas malas, Alex falou novamente.

— Você é meu irmão. Eu não quero que as coisas sejam desse jeito...

Nate sorriu com desdém, tinha se sentido parcialmente ofendido. Eles eram irmãos, mas a ignorância de Alex a respeito sobre aquele mundo nunca os deixaria se aproximar.

— Se você pensa que pode chegar aqui, roubar meus pais pra você, beijar meu ex namorado e querer que sejamos um exemplo mundial de amor fraternal, é melhor voltar a morar na roça.


— O que Jensen fez pra você? — Alex engoliu em seco.

— O que?

— O que Jensen fez pra você?

— O que está acontecendo aqui? — Perguntou Simon. Tinha acabado de chegar ao hall com um copo de uísque nas mãos.

Nate olhou para trás quando ouviu sua voz, enquanto Alex só precisou olhar por cima do ombro do irmão para enxergar seu pai.

— Vocês estão brigando?

— Nós dois? — Nate olhou pro irmão e sorriu. — Claro que não, estamos fazendo as pazes, não é? — Ele ficou ao lado de Alex, só para que Simon pudesse acreditar naquela mentira deslavada.

Alex pensou durante alguns instantes enquanto Simon esperava uma resposta. Ou ele mentia para o pai e ganhava a chance de poder se dar bem com seu irmão, ou poderia dizer o quanto Nate era manipulador, estragando assim sua quase relação fraternal e deixando o pai preocupado. Apesar da escolha ser óbvia, Alex precisou de alguns segundos para decidir o que fazer.

— É verdade. — Respondeu Alex, rezando internamente para que seu pai acreditasse. — Nós conversamos e agora estamos bem.

— Como eu disse, papai. — Nate abriu um sorriso presunçoso para o pai.

— Certo. — Simon olhou pras malas de Nate no chão. Se fosse o que estava pensando, estava prestes a ter mais uma daquelas enxaquecas que não lhe deixa sair da cama. — Essas malas são suas, Nathaniel?

— São sim, estou mudando de volta. Espero que esteja tudo bem.

— Não, não está tudo bem. Esta ainda é a minha casa.

— Então sinta-se à vontade para me tirar com as próprias mãos.

Naquele momento, dois seguranças da casa entraram abriram a porta da frente para o hall. Por sorte, Simon não havia levado a sério o que Nate acabara de dizer.

— Tony, leve essas malas pro meu quarto. — Disse Nate, sorrindo para o pai.

Os empregados apenas obedeceram as ordens enquanto Alex tentou olhar pro outro lado, não queria nenhuma daquelas cenas em sua memória. Para ele, os Strauss deveriam ser a família perfeita, totalmente estruturada com amor e compreensão. Mas parecia que Nate nunca iria deixar isso acontecer.

— Seja bem vindo, irmãozinho. — Disse Gwen, tinha acabado de sair da cozinha com um copo de suco de limão. — Vai ser divertido ter você por aqui de novo. — O olhar de Gwen desafiava Nate, mas Alex era o único que percebia, já que Simon ainda observava o filho com decepção.

— Claro que vai, se você tentar forçar seu vômito em silencio nas próximas noites. — Nate deu meia volta e passou pela porta de entrada da mansão. Alex não queria admitir, mas a expressão de riquinha ofendida de Gwen tinha feito aquela piada exagerada soar engraçadíssima. Bem, pelo menos ele conseguiu prender o riso e assim demonstrar que respeitava toda e qualquer pessoa dentro daquela casa.

Nate desceu as pequenas escadas da varanda e caminhou até o chafariz central onde estava seu carro. Logo quando bateu a porta, tirou o celular do bolso, precisava dizer algo importante a seu irmão. Algo que não poderia ser dito dentro daquela mansão ou então as paredes cheias de ouvidos iriam celebrar.

Ao ouvir o toque de seu celular, Alex caminhou até a mesa central da cozinha, deixando a porta da geladeira aberta. O número era desconhecido, mas isso apenas atiçou sua curiosidade para entender a chamada o mais rápido possível.

— A senha das minhas malas é 0640. — Disse Nate. — Abra a menor delas e tire meu diário azul, isso se ainda quiser saber o que Jensen fez.

Antes que Alex pudesse fazer qualquer pergunta, Nate encerrou a chamada. Porém, tinha sido o suficiente pro garoto saber o que precisava fazer. Ele só esperava que não houvesse preço pra verdade vir a tona, ou então, a família Strauss nunca poderia unir-se por completo.
 

O elevador para a cobertura dos Foster se abriu. De lá, Nate caminhou até a sala com um sorriso no rosto, que tratou de disfarçar assim que viu a família inteira chorando.

Amber estava abraçada com a mãe no sofá enquanto Kerr fitava a enorme parede de vidro com um olhar distante e um copo de whisky nas mãos. Próximo a eles estavam os irmãos de Donato, Franklin e Bob Foster. O primeiro estava ao lado de sua mulher Margaret, acariciando seus ombros enquanto ela conversava com a ex mulher de seu cunhado. E o segundo tentava entreter sua filhinha de quatro anos que brincava no tapete sem saber o que tinha acontecido.

Então, Donato realmente tinha aceitado o trato. E a prova estava em cima da mesinha de centro em formato de carta, com o envelope deslacrado.

Quando Amber notou a presença de Nate, teve que se segurar para não pular em seu pescoço. Seu pai tinha acabado de assumir sua homossexualidade e fugido do país, ela não estava com cabeça para aguentar as chantagens do ex melhor amigo. Mas, o que havia dentro da caixa azul que ele segurava nas mãos?

— Desculpe interromper. — Disse Nate, gentilmente. — Eu gostaria de ter uma palavra com Amber.

A senhora Foster olhou para ele com os olhos vermelhos de tanto chorar. A ultima coisa que lhe preocupava era Nathaniel Strauss e seu poder de destruição.

— Eu volto já, mãe. — Amber deu um beijo em seu rosto e se levantou.

— Nós também já vamos. — Disse Franklin. — Você vem conosco, Diora?

— Sim. — Ela respondeu, ainda pensando em seu marido.

Antes mesmo que Amber pudesse puxar Nate pelo braço até a área de serviço, toda a família já tinha entrado no elevador.

— O que aconteceu? Não me diga que alguém morreu. — Nate se fez de desentendido.

— Meu pai foi embora e deixou uma carta horrível de despedida. Nate, por favor, esqueça tudo isso, pelo menos por enquanto.

— Não me interessa se seu pai morreu, foi embora ou viajou a trabalho pras Bahamas, nós temos contas a acertar. Por enquanto, vamos ficar com isso. — Nate abriu o pacote azul que tinha nas mãos. Dentro dele havia seis cupcakes com o dobro do tamanho normal. Era o que Amber costumava comer quando tinha distúrbios alimentares.

A princípio, aquilo parecia um presente que ela não iria recusar. Mas Nate tinha outra coisa em mente para que os cupcakes lhe ajudassem a torturá-la.

— Você vai comer todos. — Disse ele. — Cada pedaço, cada migalha, cada farelo. Vai esquecer que antigamente era uma vadia bulímica e vai meter a boca nisso tudo.

— O que?

— Come logo, ta bom? Não posso perder tempo. — Nate estendeu o pacote para ela.

Amber engoliu em seco. Só de olhar para eles lhe dava água na boca, mas não podia comê-los, não quando ela estava lutando para ser magra, não quando demorou muito pra ela se recuperar de seu antigo problema e vencer uma grave doença.

— Ou talvez seu video esteja mesmo destinado a ser viral...

Amber hesitou por alguns instantes, ela queria chorar, mas também queria comer tudo aquilo. Fazia muito tempo que não comia coisas daquele tipo, tudo por culpa da pressão que Gwen fazia pra ela ficar magra e poder andar ao seu lado com roupas menores. Mesmo assim, aquilo era demais pra um estômago humano. Não aguentaria comer nem metade sem sentir vontade de vomitar.

Ao pegar o primeiro cupcake, ela olhou nos olhos de Nate. Estava esperando que ele dissesse que aquilo era uma brincadeira, mas o garoto parecia bastante decidido a levar aquilo até o final. Então, era o jeito fazer o que estava mandando.

Logo na primeira mordida Amber já demonstrava estar sentindo ânsia de vômito. Isso deixou Nate decepcionado, pois achava que aquela brincadeira poderia durar até o final.

— Nada de trapacear. — Lembrou ele. — Se faltar um só pedacinho, Amber Foster estará acabada.

Amber deu outra mordida, dessa vez foi mais fácil, mas ainda assim sentia como se estivesse traindo todo o tratamento que fez há alguns anos. Quando o primeiro cupcake acabou, Nate abriu a caixa novamente pra ela tirar o segundo, depois o terceiro e o quarto, até chegar ao quinto e ela não estar mais aguentando. Seu estômago tinha começado a doer e a qualquer momento poderia colocar tudo pra fora. Até precisou sentar no chão para não ter problemas com suas pernas bambas. Nate fez o mesmo, aquilo estava demorando mais do que planejara.

Amber demorou mais alguns instantes até dar mais uma mordida no quinto cupcake, temendo que pudesse simplesmente colocar tudo pra fora. Vomitar era normal, mas sabia que se acontecesse de novo iria lembra aquela ótima sensação de estar livre da comida depois de exagerar, e isso poderia acabar provocando uma recaída.

— Você Sabe, A. Se vomitar, você perde, então é melhor prender.

— Eu não consigo... — Sussurrou ela, as primeiras lágrimas estavam finalmente caindo dos olhos.

— Claro que consegue. Onde está aquela menina que comeu oito tortas e ganhou a competição?

— Eu não consigo! — Amber gritou.

— Relaxa, você sabe o que tem que fazer depois que comer tudo isso, não sabe? É simples. — Nate aproximou-se da garota, o suficiente para sentir sua respiração ofegante. — Se você quiser, tudo o que está dentro de você vai sair e você vai voltar a ser a Amber de antes... — Sussurrou. Aquilo era só um jogo para amedrontá-la e levá-la ao limite.

— Por favor. — Ela implorou.

— Agora termine...

Amber fechou os olhos, deixando cair as lágrimas que estavam presas neles. Deu outra mordida no cupcake e o mastigou. Ela o engoliu, se forçando a não vomitar. Deu uma outra mordida e o quinto bolinho acabou, mas ainda tinha o sexto, que ela não sabia se iria aguentar.

Nate tirou ele de caixa e balançou perto do rosto sofrido da garota, como se fosse um aviãozinho.

— Só falta um, Amber, você sabe que consegue. — Ele entregou o cupcake a Amber e ficou observando.

— Por que você está fazendo isso?

— Porque dói. E isso me deixa incrivelmente satisfeito.

— Me desculpa. — Ela disse, prendendo-se novamente. — Me desculpa por tudo...

— Querida, você não deveria estar falando agora...

Amber engoliu em seco, mas obedeceu. Deu a primeira mordida e enquanto mastigava, prendia o choro, pois Nate parecia estar se divertindo com aquilo. Ela deu outra mordida e fechou os olhos, estava repetindo em sua cabeça “não vomita”, não podia ter sua vida toda arruinada só porque não conseguiu comer os seis cupcakes.

Quando terminou, ela limpou o glacê que estava em sua boca com a manga da camisa roxa que usava. Nate começou a bater palmas enquanto a garota sofria de várias ânsias ali no chão. Ele se levantou e olhou pra ela.

— Muito bem Amber, você conseguiu. Seu vídeo continuará fora da internet. Agora você só precisa fazer o discurso, e então, nunca mais vai precisar me ver.

Amber fechou os olhos e colocou os braços em cima da pia, estava segurando o máximo que podia. Nate se aproximou do rosto dela, estava soando frio. Seu cabelo preto grudava na pele do rosto. Ele afastou uma mecha para olhar bem melhor para seu rosto.

— Amber, o jogo terminou, você pode colocar tudo pra fora agora...

— Eu não posso... — Ela revirava os olhos por causa das náuseas.

— Claro que pode. É só colocar para fora e você vai estar livre de tudo. Você não quer matar seu pai de desgosto sendo a filha gorda e fraca que ele tanto criticou, ou quer? — Nate manteve sua voz aveludada e fez um carinho no rosto suado de Amber. Era aquela falsidade teatral que lhe faria conseguir o que estava querendo.

— Eu... Não... — Amber se levantou, apoiando-se na pia.

Ela caminhou com a ajuda de Nate até o banheiro e jogou-se no chão perto do vaso. Nate apenas tirou seu celular do bolso para filmar Amber forçando o vômito, ela nem percebeu, estava tão concentrada em acabar com sua dor que nem lembrava que Nate estava ali.

— Isso é um bônus. — Ele sussurrou pra si mesmo.

Assim que Amber acabou, ele cancelou a filmagem e saiu sem ela perceber. Mas antes escreveu um bilhete e o deixou ao lado do elevador. O bilhete dizia “Faça o discurso e tudo isso termina”. Até lá, talvez a tortura continue. Era o preço que Amber tinha que pagar por ter contribuído para Nate sofrer da mesma doença. Olho por olho, dente por dente.
 

Alex despediu-se de seu pai antes dele entrar em sua limusine ao lado de Gwen. Ela já estava lá dentro, entediada, mas extremamente linda em seu vestido cinza e com aquele penteado de princesa. Judit estava bem ao seu lado, checando mais uma vez em seu pequeno espelho se estava tudo bem com sua aparência, mas também impaciente por Simon ainda estar tentando convencer Alex a ir até o evento.

— Você tem certeza que quer ficar aqui sozinho? — Ele perguntou. — Você deveria ir com a gente, somos uma família.

— Melhor não. Vai haver paparazzi por todos os lados... — Ele balançou a cabeça negativamente enquanto listava as coisas que odiava. — Não é pra mim.

— Tudo bem. — Simon sorriu. — Mas você precisa prometer que vai pelo menos pensar em nos acompanhar na próxima vez, tudo bem?

— Certo. — Alex assentiu.

— Anda logo, o anfitrião não pode se atrasar. — Disse Gwen.

— Tudo bem. — Simon deu um beijo na testa do filho, teve que ficar quase na ponta dos pés para poder alcançá-lo. — Qualquer coisa ligue pra gente. — Ele sorriu e entrou na limusine.

Alex suspirou. Estava sentindo um grande alívio pela primeira demonstração de afeto vinda de seu pai, mas ao mesmo tempo, descontente por ter tido que mentir para sua nova família. Ele não iria a festa por causa dos paparazzi ou da multidão, já que poderia contornar tudo isso em nome de sua família. Ele não iria porque estava decidido a descobrir a verdade. Lembrava a combinação das malas de Nate, sabia onde elas estavam e sabia que poderia conseguir várias respostas sobre Jensen e todos os outros em seu diário. Então, acabou encontrando a oportunidade perfeita pra isso.

Em poucos segundos a limusine de Simon passou pelos portões da mansão, e Alex se viu livre para fazer o que quisesse. Ele subiu as escadas correndo até o quarto de Nate, onde encontrou todas as suas malas impecavelmente organizadas no chão. A menor. — onde Nate dissera que estavam os segredos. — era do tamanho de um caderno de colégio e estava no canto inferior direito perto do pé da cama.

Alex correu até ela e imediatamente digitou a combinação. Quando ela abriu, ele tirou o diário azul de Nate, que estava organizando junto com outros três em diferentes cores. Cada um possuía um ano gravado na capa, com a mesma fonte elegante usada no logotipo dos hotéis Strauss.

Para que pudesse ler com calma, Alex trancou a porta pelo lado de dentro e sentou na cama logo após diminuir as luzes com o interruptor. Havia uma página marcada no meio do diário com uma fita azul grudada na capa dura. Talvez fosse a página que Nate queria que lesse, já que ele poderia se perder ao tentar ler todas as páginas escritas.

Logo no primeiro parágrafo Alex já estava em choque. Nate levava jeito pra escrita de uma maneira dramática que ele vira apenas em Shakespeare, mas parecia que todo aquele talento havia sido compensado com um grande sofrimento. Se tudo o que estivesse escrito naquele diário realmente aconteceu, então, Nate tinha acabado de ganhar o direito de ser uma pessoa completamente sem escrúpulos.

— Ai meu Deus. — Sussurrou ele, estava lendo a parte em que Nate liga para Gwen e sofre um acidente de carro. Porém, aquilo era apenas o começo de uma longa história.

O acidente não lhe causou apenas alguns ferimentos na cabeça e na barriga como mandara Lydia dizer a seus pais. Ele ficou de cadeira de rodas durante meses sem poder contemplar a beleza das ruas de Paris. Por isso tanto ódio, tanto rancor e tanta maldade. Gwen e os outros não lhe tiraram apenas seu namorado, também lhe tiraram seu amor pela vida, que até hoje Alex achava que não existia.

Com apenas um caminho em mente, Alex correu pra fora do quarto, deixando o diário aberto em cima da cama. Era hora dos gêmeos Strauss finalmente estarem do mesmo lado.
 
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1x08: That Boy is a God Damn Problem (12 de Outubro)
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Comentários
4 Comentários

Comentário(s)

4 comentários:

  1. Oi. Vc poderia me responder se vc vai criticar 3 temporada de 2 broke girls??

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  2. Finalmente né Alex, oh garotinho mais lento. Nate agora tem um amigo, ou será que talvez não? Nate pode muito bem fingir parceria com Alex para depois aprontar com ele por último. É melhor esperar os outros capítulos.
    Essa história tá ótima!

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  3. muito bom, mas cade a critica de tvd 5x01

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  4. Maravilhoso esse capítulo, como todos os outros.
    A história de bullying da Amber me lembrou muito a Hanna de PLL, coitada :(
    Alex está cada vez mais interessante. E agora se juntou ao Nate. O que será que ele vai fazer?

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