quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Crítica | O Homem de Aço


Direção: Zack Snyder
Ano: 2013
País: EUA | Canadá | UK
Duração: 143 minutos
Título original: Man of Steel

Crítica:

É inegável que a DC Comics tem alguns dos mais icônicos super-heróis que existem, mas, na última década, a maior parte de suas tentativas em construir franquias de sucesso baseadas nessas figuras tem falhado miseravelmente – tirando, é claro, a trilogia do Christopher Nolan, que focando no cavaleiro das trevas, foi responsável por tirar os lançamentos da DC Comics das sombras. Com a Marvel ganhando cada vez mais força com o seu universo cinematográfico compartilhado, chegou a vez da DC expandir o seu próprio universo, deixando de pensar em lançamentos individuais e focando em uma franquia cheia de conexões entre os seus títulos. Para estrear essa nova fase, nada melhor do que dar um reboot na história de um dos super-heróis mais conhecidos do mundo, o homem de aço.

A história gira em torno de Kal-El, que foi mandado para o planeta Terra pelos seus pais depois que o seu planeta de origem foi extinto. O objetivo dos seus pais era assegurar que sua espécie continuaria. Na Terra, o bebê é criado como um filho por Martha e Jonathan Kent, recebendo o nome de Clark. Porém, já adulto, ele busca respostas sobre sua existência, mas isso pode despertar problemas do passado. Agora, rebeldes do seu antigo planeta buscam pelo sobrevivente de Krypton e têm como objetivo transformar a Terra em seu próprio lar, acabando com a raça humana no processo.

Quando esse filme estreou, não fazia nem 10 anos desde a última vez em que o Superman havia aparecido nas telonas. Em 2006, um reboot/continuação da franquia original havia ganhado vida, Superman - O Retorno, com o ator Brandon Routh no papel principal. Era para ser apenas o início de uma nova franquia, mas o filme se revelou um grande fracasso, tanto de bilheteria quanto de crítica. O Homem de Aço marca uma nova era da história do personagem, sem qualquer ligação com os filmes anteriores. Mais do que o retorno do Superman, o filme é o primeiro passo na expansão do universo cinematográfico da DC Comics. E, apesar de não contar com nenhuma outra figura ilustre, o filme acrescenta elementos que fazem referências as suas futuras introduções.

A estrutura básica da história permanece a mesma, mas o roteiro consegue surpreender ao introduzir alguns detalhes diferentes – algo que eu sempre encaro com bons olhos, desde que funcione a favor da narrativa. O tom da produção é extremamente sério e maduro – uma marca que a DC tem apostado para se diferenciar do tom "engraçadinho" de sua rival –, e a abordagem da trama também ganha um tom mais realista, incluindo a recepção das pessoas pelo personagem título e os confrontos e suas consequências – algo que viria a ser muito mais aprofundado em Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Foi bem legal acompanhar o jovem Clark aprendendo a usar os seus poderes, e queria ter visto mais sobre sua formação até a sua fase adulta.

Fiquei surpreso com a ausência da kryptonita, com o roteiro expondo a fraqueza do protagonista através de outros meios, focando em uma explicação mais científica a respeito da diferença da atmosfera. Também não posso deixar de falar sobre o desempenho da atriz Amy Adams no papel icônico da Lois Lane, o par romântico do Superman. A personagem sempre foi determinada, e aqui não é diferente. Ela é parte fundamental da trama, e tem uma ótima química com o Henry Cavill. Foi uma decisão muito inteligente mostrar a personagem consciente da identidade secreta do Clark, apesar de ainda ser meio estranho ninguém mais perceber. O importante é que o enredo dá um foco maior à Lois Lane, sendo, inclusive, fundamental na batalha final.

Confesso que achei a morte do pai do Clark meio boba nessa versão, e, depois de termos visto o mesmo destino do personagem outras vezes, esperava que eles trouxessem algo novo para a cena. De qualquer maneira, O Homem de Aço entrega um começo promissor e certamente é um passo na direção certa deste novo universo. Henry Cavill está perfeito no papel principal, e sua estrutura física está impressionante. O sucesso desse filme abriu as portas para as novas produções do universo estendido, que já contou com uma continuação direta, Batman vs Superman: A Origem da Justiça, e o cômico Esquadrão Suicida. Os próximos títulos, que sairão em 2017, ficarão por conta da Mulher-Maravilha e A Liga da Justiça. E esse é apenas o começo!


Trailer Legendado:

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