sábado, 12 de outubro de 2013

[Crítica] Família do Bagulho


Direção: Rawson Marshall Thurber
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 110 minutos
Título original: We're the Millers

Crítica:

Se alguém perguntar...

Qual seu tipo de comédia favorita? Apesar de assistir todos os tipos, eu adoro aquelas envolvendo humor politicamente incorreto. Não sou muito de acompanhar comédias familiares, apesar de reconhecer que algumas são bastante engraçadas. Meu tipo de comédia gira mais em torno de filmes como Professora Sem Classe, onde vale tudo, menos a moral e os bons costumes. Isso também vale para as séries, é claro. E é por isso que eu estava tão ansioso para conferir Família do Bagulho (um título nacional muito ruim, diga-se de passagem), porque a única coisa “família” nesse filme é o título.

A história gira em torno de um traficante comum de bairro, David, que recebe a missão de contrabandear maconha do México para os EUA. Sabendo que seria facilmente revistado caso fosse sozinho, ele decide pagar algumas pessoas para viverem sua família. Entre eles, temos Rose, uma stripper fingindo ser uma mãe; Casey, uma delinquente fingindo ser uma boa filha; E, por último, temos Kenny, um nerd fingindo ser um filho. Essa viagem em família irá testar o dom de interpretação do grupo ao mesmo tempo em que terão que lidar uns com os outros para não serem presos. Em paralelo a isso, eles irão perceber que fingir ser uma família pode acabar te transformando em uma.

Eu já reclamei do título nacional, mas terei que falar mais sobre isso. O título original era muito melhor e eu simplesmente não entendo porque eles não traduziram literalmente (Nós Somos os Millers). Tem classe, tem tudo a ver com o filme e é uma tradução fiel. Agora, o que o título Família do Bagulho faz vocês pensarem? Em um filme completamente idiota. Uma paródia. Ou até mesmo aqueles filmes bobos que passam da sessão da tarde. Enfim, não se deixem enganar pelo título, esse filme é realmente muito bom e não tem a menor vergonha de mostrar as cenas mais constrangedoras que você já viu.

Como é de se imaginar, piadas envolvendo sexo estão presentes em todo o filme. Temos o casal principal, que nós sabemos que terminará junto, mas apenas no final. E, os “filhos”, que são completamente diferentes um do outro. À primeira vista parece uma típica família comum, mas uma família comum certamente não dirige com uma fã cheia de maconha e também não faz pegação entre si. Isso é sério! Aliás, é basicamente uma das minhas cenas favoritas de todo o filme. Além de ser errado e completamente imoral, é surpreendente e acontece de um jeito muito engraçado. Certamente não é uma comédia para qualquer um.

Jennifer Aniston está sensacional. Eu simplesmente adoro essa atriz, desde Friends. Porém, com o passar dos anos, ela saiu da sombra da Rachel e se tornou uma atriz de sucesso e reconhecimento nos cinemas. Neste filme, ela está interpretando uma personagem diferente do qual ela está acostumada. Ela é uma stripper, com direito a dança sensível em uma oficina suja e tudo mais. Não tem como não se surpreender e rir com sua apresentação impecável. E que corpo essa mulher tem. Não gosto de falar muito sobre isso para não ficar parecendo um pervertido, mas certamente irá agradar a todos.

O resto do elenco também é ótimo e eles têm uma grande química como família. Há diversos momentos anticlichês que assombram os filmes de comédia comuns. Bem, essa não é uma comédia para todos. É o tipo de filme que a associação dos pais nos EUA irá tentar barrar. Particularmente, acho uma completa besteira esse tipo de censura. Não gosta? Não quer ver? Então apenas ignore e assista algo de acordo com o seu gosto. E, como desde o começo eu deixei claro que esse filme contém um humor sujo, não venham reclamar depois. Eu até sensacional, recomendo para todos que gostam.


Trailer Legendado:

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