terça-feira, 22 de outubro de 2013

[Crítica] Embrace of the Vampire


Direção: Carl Bessai
Ano: 2013
País: Canadá
Duração: 91 minutos
Título original: Embrace of the Vampire

Crítica:

Diga adeus à inocência.

É inegável que eu adoro uma história envolvendo vampiros. Esses seres da noite em busca de sangue são criaturas recorrentes no meu mundo - assim como os zumbis. Mas, como sempre digo, quanto maior a demanda, maiores são as chances de encontrarmos filmes ruins. Enredos que focam em vampiros têm uma possibilidade narrativa que poucas outras criaturas podem oferecer. Eles são imortais, o que pode render boas histórias com o passar do milênio. Infelizmente, muitos roteiristas não têm a menor criatividade e se prendem a um roteiro bobo e sem conteúdo, com absolutamente nada de inovador.

A história desse filme gira em torno de Charlotte, uma garota simples que perdeu o seu pai muito cedo. Seguindo com sua vida, ela é aceita em uma universidade, após conseguir uma bolsa de estudos por causa de seu talento da esgrima. A mudança de ambiente ocorre bem, até outras garotas de sua equipe ficarem com inveja de suas habilidades. Com o passar do tempo, Charlotte passa a ter visões violentas envolvendo sangue e sexo. Agora, ela terá que descobrir o que está acontecendo, já que sente que algo a está observando, escondendo-se nas sombras, clamando pelo seu sangue...

Esse filme é um remake de um suspense erótico de 1995. Nunca assisti ao original, mas procurei seu trailer para saber se esses dois filmes se pareciam. De fato, além do título e do nome dos personagens, nada mais parece se encaixar. O trailer do original mostra cenas de sexo e pegação em grande escala, deixando o terror como plano de fundo. Esse remake tenta uma abordagem mais séria e menos "erótica", apesar de ainda trazer algumas cenas envolvendo sexo, o que não é um verdadeiro espanto. Porém, a grande questão é o fato de que essa refilmagem falha miseravelmente ao construir e desenvolver sua história, não conseguindo sair do lugar comum em nenhum momento.

O filme até que começa bem. Temos uma protagonista tímida e alguns outros personagens simpáticos. Poucos sabemos sobre eles, então é interessante acompanhá-los conforme a trama vai crescendo e os mistérios vão surgindo. Infelizmente, depois de alguns minutos, parece que o roteiro se arrasta de maneira torturante até o seu inevitável e sem graça desfecho. Embrace of the Vampire está preso naquele velho paradigma de um filme que poderia ter sido muito bom, mas acabou tendo seu potencial desperdiçado. Vamos entender melhor as falhas do filme?

Primeiro que há diversos plots desnecessários. Por que dar atenção às picuinhas entre as garotas da equipe de esgrima ou as mentiras para impedir o relacionamento da protagonista? Nada disso leva a lugar algum. As cenas envolvendo sexo são apelativas, principalmente o lesbianismo forçado, que não tem muita lógica além de trazer um tom mais erótico para o filme. E o que dizer das mortes? São muito poucas. E mesmo assim o roteiro consegue torná-las desnecessárias. Por que matar o jardineiro? Que diabos ele tinha a ver com a trama? Se fosse para morrer alguém, que fossem aquelas adolescentes nojentas que estavam mexendo com a protagonista. Aliás, há um desperdício incrível de personagens com potencial, como o interesse amoroso da Charlotte e sua colega de quarto.

Apesar de ter pouco mais de uma hora e meia, vocês terão a sensação que ficaram sentados muito mais tempo. Como já disse, o filme é arrastado e justamente por isso é que ele passa essa sensação. Uma cigana diz que quer falar com a protagonista sobre algo importante e, ao invés do enredo resolver logo isso, faz a protagonista ficar se desgastando ao ter os pesadelos mais chatos que eu já vi. Pensei que pelo menos o terceiro ato iria garantir alguma ação para recuperar o tempo perdido, mas dei de cara no chão. Nem mesmo em uma floresta escura cheia de jovens cheios de hormônios e um vampiro à espreita o filme conseguiu decolar. De fato não merece ser visto! É uma perda de tempo total.


Trailer:

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