quarta-feira, 9 de outubro de 2013

[Crítica] Elysium


Direção: Neill Blomkamp
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 109 minutos
Título original: Elysium

Crítica:

O Planeta Terra que nós conhecemos hoje chegará ao fim. Não há uma data específica e, apesar dessa realidade ainda estar muito longe, ainda é um fato. E o mais interessante é que, apesar dos seres humanos ajudarem a avançar a destruição do planeta, ela aconteceria mesmo sem a poluição e a destruição da camada de ozônio. É um processo natural que apenas foi acelerado pelo homem. É por isso que futuros pós-apocalípticos e filmes onde a mãe-natureza revida com todas as suas forças são tão frequentes. Assim como a busca pela resposta sobre a vida após a morte, nós também tememos o que acontecerá quando não tivermos algo para chamar de casa.

A história desse filme gira em torno de um futuro pós-apocalíptico onde o Planeta Terra se tornou pobre de recursos naturais e super povoado. Os ricos, para manterem seu estilo de vida, criaram um lar alternativo no espaço chamado Elysium. Lá, os ricos vivem em ambientes luxuosos e têm a tecnologia ao seu dispor. Na Terra, seguimos o sonhador Max, que depois de um acidente no trabalho, corre contra o tempo para comprar sua passagem para Elysium, já que é a única maneira de poder se curar da radiação em que foi exposto. Em paralelo a isso, Max vê sua luta pessoal se cruzar com um poderoso golpe de estado que poderá mudar o destino de todos.

Se há uma coisa que aprendemos em filmes é que os seres humanos realmente não estão dispostos a abrir mão de seus luxos para o bem maior da população. Tendo isso em vista, é absolutamente plausível um enredo como este. Pessoas ricas tendo ao seu dispor tecnologia que poderia salvar aqueles que não podem pagar. Não é só possível de acontecer no futuro como também já acontece atualmente. O sistema da sociedade beneficia os ricos e, se a Terra acabar hoje e construírem um Elysium amanhã, saibam que a grande maioria ficaria sofrendo por aqui. É triste, mas é a realidade. Nesse aspecto, o roteiro carrega uma crítica social importante e legítima.

Apesar do diretor Neill Blomkamp não ter muitos trabalhos em sua filmografia (esse é o segundo longa metragem que dirige), eu realmente sou fã do seu trabalho. Tendo sua estreia com o excelente Distrito 9, Blomkamp caiu nas graças do público e dos críticos. Ele realmente surpreendeu e apresentou um novo estilo de ficção científica. Mostrando coragem, o diretor – e também roteirista – abriu mão do estilo documentário que o consagrou e entregou um filme em terceira pessoa. Ele poderia facilmente ter reformulado sua fórmula de sucesso, mas apresentou algo completamente diferente do que vimos e se saiu muito bem no processo. E, como já evidenciei, seu trabalho volta a atacar o sistema social, o que completa o enredo em si.

O elenco é encabeçado por rostos conhecidos e talentosos, principalmente para os brasileiros. Nós temos dois brasileiros em papéis importantes, Alice Braga – que já tem o nome conhecido pelas terras americanas – e o Wagner Moura – que chega a ser uma surpresa por lá. Gosto dos dois e fiquei muito contente por suas performances. Sem ficar para trás, temos os americanos Matt Damon e a sempre ótima Jodie Foster, interpretando uma das vilãs do filme. Só gostaria de ter visto um pouco mais da Jodie, que merecia ter tido mais destaque. Sua interpretação foi ótima e ela realmente dominou sua personagem. Queria tê-la visto em ação!

O que mais me surpreendeu no filme foi a violência. Esperava algo mais familiar, mas o diretor entregou um filme repleto de mortes gráficas e sangrentas. Mais uma vez, o CGI foi usado de forma inteligente, o que proporcionou excelentes e impactantes cenas de ação. Uma das partes mais chocantes é quando uma bomba explode dentro de uma nave. O diretor ainda apela para a câmera lenta, para vermos o que acontece com detalhes. Enfim, eu realmente adorei esse filme e já fico no aguardo dos próximos trabalhos do Neill Blomkamp. Ele certamente é um nome para se acompanhar.


Trailer Legendado:

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