segunda-feira, 14 de outubro de 2013

[Crítica] Bling Ring: A Gangue de Hollywood


Direção: Sofia Coppola
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 90 minutos
Título original: The Bling Ring

Crítica:

Viver o sonho. Um golpe de cada vez.

Mais uma vez estamos aqui para outra rodada de estupidez juvenil. Depois de assistir ao sem propósito Spring Breakers - Garotas Perigosas, eu confesso que não estava nenhum pouco a fim de continuar minha sessão de tortura com este filme. Seus enredos desenvolvem assuntos muito parecidos, ainda que em cenários completamente diferentes. Porém, ainda há outra coisa que esses dois filmes têm em comum: Ambos não me agradaram. Eu realmente não consigo ver propósito em assistir um bando de jovens malcriados tomando atitudes injustificáveis. Vamos analisar? Essa não é uma crítica positiva.

A história desse filme gira em torno de uma história real sobre um grupo de adolescentes que assaltaram diversas casas de famosos, incluindo Paris Hilton e Rachel Bilson. O enredo foca em Rebecca, uma jovem cheia de atitude, que se une a Marc ao invadir a casa de alguns famosos. Juntos, eles aproveitam que uma celebridade está fora e pegam coisas em sua casa. Logo, mais pessoas entram no negócio de roubos, tornando-se lendas entre sua comunidade. Porém, depois de diversos furtos bem sucedidos, eles chamam atenção da polícia e terão que pagar por suas atitudes.

Sinceramente? É por causa disso que eu gosto de filmes de terror. Se há algum jovem chato, eu sei que ele não ficará até o final. Mas como lidar com uma história onde só há jovens fúteis e nenhum serial killer a vista? Certamente é decepcionante. Assim como Spring Breakers - Garotas Perigosas, esse filme também é muito esperado entre os jovens. E isso se deve pelo mesmo motivo: O elenco. Nesse caso, há somente um nome que se destaca, Emma Watson. Vocês realmente já imaginaram a Hermione em sua versão patricinha roubando as casas dos famosos? Então vocês podem imaginar a curiosidade do público.

Há outro rostinho conhecido por mim, Taissa Farmiga, que protagonizou a primeira temporada de American Horror Story – e está prestes a voltar para a terceira, Coven. Porém, é inquestionável que todos os holofotes estão apontados para a Watson. Talvez eu goste muito da atriz, mas a sua personagem é a mais carismática do grupo. Ela é tão patricinha e artificial que acaba se tornando engraçada. A direção também faz questão de focar nela, algo que seria desnecessário, considerando que ela sequer é a “líder” dos roubos. Esse destaque não é gratuito, porém. Acompanhamos o filme realmente para ver a Emma Watson sendo fútil e seduzindo com sua língua na balada.

Pelo menos eu fui premiado pela minha espera paciente enquanto os jovens roubavam tudo em tela. Lá pelo terceiro ato, os policiais batem na porta de cada um e os prende. Simplesmente o melhor momento do filme. É para glorificar de pé! É muito lindo ver aqueles jovens pomposos e cheios de coragem chorando no ombro de suas mães e chamando pelos seus parentes com voz de choro. Eu basicamente estava esperando por isso desde o começo. Poderia ter mostrado mais sofrimento, principalmente para a líder, Rebecca, que tentou desaparecer e deixar os seus amigos pagando o pato.

Enfim, eu só fico imaginando porque alguém faria um filme sobre um grupo de criminosos fúteis quando há tantas outras histórias incríveis pelo mundo. Talvez as pessoas apenas sejam fúteis ou talvez só queiram ver a Watson seduzindo. Seja como for, esse filme é dispensável. Pelo menos ele cumpre o esperado de atitudes e consequências, algo que Spring Breakers - Garotas Perigosas não faz. Terminarei dizendo essa crítica dizendo o mesmo, eu não gostei do filme. Talvez esse tipo de história não seja para mim. Eu não vejo qualquer graça nisso. Apesar dos pesares, muitos podem gostar. Eu não tenho a intenção de xingar vocês se isso acontecer, só espero que a consideração seja recíproca.


Trailer Legendado:

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