sábado, 19 de outubro de 2013

[Crítica] American Horror Story - Coven | 3x02: Boy Parts

É agora que cantamos Kum-bah-yah?

Review:
(Spoilers Abaixo) 

Pois é, pessoal. A folga terminou. E a partir desta semana retornarei com as críticas de American Horror Story – e de todas as outras séries que não podem ficar esquecidas. Mateus infelizmente não foi bem recebido pelos leitores, e como esta temporada está se saindo melhor que a encomenda, me senti na obrigação de ser o autor que irá registrar o legado de Coven por aqui. Aliens? Demônios? Nazistas? Canibais? Isso tudo ficou no passado. Mas parece que a magia negra já está liberada.

Como vimos no episódio passado, Zoe – a personagem de Taissa Farmiga – foi levada para uma academia de jovens bruxas depois de assassinar um garoto logo na sua primeira vez. Lá ela descobre que as bruxas da modernidade estão começando a entrar em extinção, e que precisa proteger não só a si mesma, como também, as outras companheiras, Madison, Queenie e Nan. Dentre elas, destaca-se Madison (interpretada pela linda Emma Roberts), com quem consegue estabelecer uma conexão um tanto contraditória. Elas são companheiras de quarto, andam sempre juntas, mas a garota superficial dentro de Madison não parece ser capaz de sentir qualquer empatia por alguém que não seja Madison.

Mesmo assim, Zoe decidiu segui-la para mais um seus planos mirabolantes que sempre dão errado. Elas invadiram o necrotério, pegaram alguns membros cheios de potencial dos corpos dos garotos que morreram no acidente de carro, e costuraram junto da cabeça de Kyle, o quase namorado de Zoe que infelizmente morreu no acidente. Esse plot deve ter sido criado justamente para lembrar aos fãs que estão lidando com uma das séries mais ousadas da atualidade. Na première teve estupro, agora costuraram vários homens em um só, e com certeza daqui pra quarta feira já deve ter um pouco de necrofilia também, podem ter certeza.

Mas enfim. O feitiço deu certo depois de um tempinho, mas o Kyle reciclado veio com uma super demência de brinde. Demência esta que a mãe da natureza, Misty Day, prometeu resolver. Ela é a bruxa que foi carbonizada há algumas semanas na cidade, e exatamente por causa do seu poder de ressurreição, foi capaz de voltar a vida para vida defender a natureza. Até matou dois caçadores no começo de uma maneira bastante criativa. Porque ela é a rainha da mata e seu lema é Hakuna Matata. Ou talvez ela simplesmente tenha o olho do tigre como nossa Katy Perry.
 
Bem, agora vamos passar os holofotes para Fiona e o caso da torturadora de escravos. No episódio passado, a Suprema descobriu que LaLaurie ainda estava viva depois de passar 180 anos dentro de um caixão. Não passou fome, não passou sede, não precisou de ar, mas é claro, também não envelheceu um fio de cabelo. Constatando a veracidade dos fatos, Fiona descobriu que ela poderia ser a chave para descobrir o segredo da imortalidade, que também nos ofereceu alguns flashbacks da época em que LaLaurie era uma espécie de Inês Brasil Rainha do Mundo.

Acontece que a poção vingativa da mulher do escravo não era um veneno, era uma poção da imortalidade, que asseguraria o sofrimento eterno de LaLaurie após ter a família inteira assassinada. Então, LaLaurie foi colocada num caixão para nunca mais ser vista. E este é exatamente o trunfo de Fiona. Como os bruxos negros e brancos têm uma rivalidade milenar, a bruxa que enfeitiçou LaLaurie (que também se tornou imortal) nunca lhe daria uma dose de sua poção. A não ser que Fiona tenha algo que possa lhe interessar, como a liberdade da culpada pelo flagelamento do seu noivo escravo. Noivo este que também está vivo e ainda usa a cabeça de touro. Talvez seja fetiche, vai saber. Mas acho que ele é apenas a criatura bizarra da temporada como o Rubber Man foi na primeira.

Longe de toda essa bagunça, Carminha Cordelia foi convencida pelo marido de que precisava usar a magia negra se quisesse engravidar. Rolou uma cena de sexo bizarra com cobras (sem metáforas, por favor) e um drama por parte da personagem, então acho que já podemos esperar pelo nascimento de mais um bebê monstro na série. Que obsessão com a maternidade, hein tio Ryan! Mas não é como se os fãs não aprovassem toda essa loucura. Até porque, American Horror Story é uma série bastante metódica, tendo deixado claro várias vezes que veríamos várias coisas se repetirem ao longo de sua vida.

Também precisamos comentar sobre o flashback de Queenie, a diva do voodoo, que colocou o braço em óleo quente para atingir um cliente da lanchonete onde trabalhava. Houve também uma certa polêmica a respeito do acidente dos garotos no episódio passado. Como Madison era uma atriz famosa, eles conseguiram encontrar a casa das bruxas, e colocaram pressão até a Zoe ceder. A garota contou absolutamente TUDO sobre as bruxas, o acidente dos garotos, a vagina homicida que ela tem, enfim, abriu completamente o jogo. Se não fosse Fiona, acho que ela teria causado uma verdadeira guerra entre humanos e bruxas. Bem, neste caso, talvez ela devesse transar com todos eles.

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