sábado, 14 de setembro de 2013

[Crítica] Kick-Ass 2


Direção: Jeff Wadlow
Ano: 2013
País: EUA | UK
Duração: 103 minutos
Título original: Kick-Ass 2

Crítica:

Você não pode lutar contra o seu destino.

Estão prontos para mais uma rodada de chutes e porrada? Depois de se tornar um sucesso de crítica e público, estava mais do que óbvio que uma sequência receberia sinal verde, mais cedo ou mais tarde. Tecnicamente, eu diria que essa segunda parte até demorou para estrear - uma diferença de três anos. E, como todo bom fã do original, ninguém quer ver uma sequência manchando o nome do original. Porém, todos queriam ver os nossos super-heróis favoritos combatendo as forças do mal novamente, certo? Infelizmente, apenas lutar contra os vilões pode não ser o bastante atualmente.

A história volta a seguir os personagens do primeiro filme, Dave (Kick-Ass) e Mindy (Hit-Girl). Agora os dois estão seguindo normalmente com suas vidas, enquanto pessoas novas e comuns passam a vestir suas próprias fantasias e lutar contra o crime por si só. Kick-Ass se tornou uma espécie de exemplo e foi responsável pelas pessoas terem coragem de ir às ruas para defender sua cidade. O problema é que Dave que Mindy ao seu lado, mas a garota parece determinada a concluir o colegial como uma pessoa comum, por causa de uma promessa. Porém, quando um novo super-vilão, chamado Motherfucker, surge liderando um exército do mal, Dave e Mindy terão que se unir para salvar a cidade, ao mesmo tempo em que tentam entender quem realmente são.

Qual a maior diferença entre essa sequência e o original? Certamente a Hit-Girl. Não me entendam mal, ela continua chutando bundas e arrancando membros de bandidos mal educados, mas ela certamente não é a mesma menininha do primeiro filme. Agora ela já é uma adolescente, completamente diferente pela criança mortal que vimos. Chloë Grace Moretz realmente cresceu nesses últimos anos. E com a idade, novos problemas surgem para serem enfrentados. E quem já assistiu Meninas Malvadas sabe muito bem que eu não estou falando de bandidos. Na verdade, o maior inimigo da Hit-Girl é um trio de meninas malvadas e magrelas (oi?).

Aliás, o plot da personagem não é a única coisa de diferente. Sua interação com o protagonista mudou de forma radical. Enquanto no primeiro filme eles pareciam mais irmãos, nessa segunda parte, ela passa a ser vista como um possível interesse amoroso para Dave. A namorada do protagonista até aparece em uma cena para justificar o fim do seu relacionamento, para que ele possa mudar a página de forma convincente. As conversas no pôr do sol entre Kick-Ass e Hit-Girl nunca mais serão vistas da mesma maneira inocente de antes. Fazer o quê, não é verdade? Escravos dos hormônios. E, sinceramente, eu até gosto dos dois juntos. Imagino que uma terceira parte serviria para consolidar de vez o relacionamento deles.

Porém, como estamos falando de Kick-Ass, não podemos esquecer das cenas sangrentas. Essa segunda parte tem bem mais violência que a primeira. Há diversas cenas mirabolantes também, o que nem sempre quer dizer algo bom. Dentre as coisas que eu não gostei, estão os novos super-heróis. Esse clubinho do bem banalizou a tentativa do filme de narrar uma história sobre pessoas reais que tentam agir como super-heróis. Enquanto o primeiro filme foi excelente justamente por mostrar essa dificuldade, esse escorrega por ignorá-la. Não é só vestir uma fantasia e correr para os braços do mal. Requer muito mais do que isso. Por fim, a Hit-Girl poderia ter despertado mais cedo para ação.

Enfim, como já disse, parece que pancadaria e violência não despertou o interesse do público dessa vez. Kick-Ass 2 fracassou nas bilheterias, o que torna muito difícil que uma terceira parte seja feita. O filme tem sua conclusão como o primeiro, com uma pequena ponta para uma possível sequência. Seria muito legal ver nossos heróis acabando com os vilões novamente. Aliás, Jim Carrey participa do filme. Apesar da soma de sua participação não chegar nem a dez minutos, foi interessante vê-lo em um papel fora do seu normal. Infelizmente, o ator, durante a divulgação do filme, se recusou a comparecer, alegando que esse filme é muito violento. Agora me pergunto, por que ele participou em primeiro lugar? Enfim, quem gostou do primeiro filme certamente irá gostar desse.

OBS: Eu adoro a trilha sonora dos dois filmes. Enquanto o original tocou Make me Wanna Die, da banda The Pretty Reckless, nos créditos finais, essa sequência também fez bonito com Hero, da Jessie J. Só amor por essas duas músicas.

OBS²: Mother Russia mitou. Apenas.



Trailer Legendado:

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