sábado, 28 de setembro de 2013

[Crítica] Dexter - 8x12: Remember the Monsters? (Series Finale)

Adeus, Miami.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Sei que meus atrasos com as Reviews de Dexter continuam imperdoáveis, mas dessa vez, nada aconteceu. Só estava esperando que a ficha caísse e meu cérebro pudesse lidar com o final de uma das séries que, isolando a hipérbole, já faz parte de mim. Apesar de ter começado a acompanhar a trajetória dos Morgan há apenas três anos, sinto que o final de Dexter simboliza, acima de tudo, o final de uma era. Não do jeito que os fãs esperavam, mas ainda assim, não tem como não olhar para trás e se sentir orgulhoso com o bom trabalho que foi feito. Como muito ainda precisa ser dito, vamos a nossa despedida.
 
O episódio começa mostrando Dexter e Hannah no aeroporto tentando colocar Elway em uma emboscada para despistá-lo. Infelizmente, com essa emboscada, eles também fizeram todos os voos serem cancelados, dando tempo de Dexter ir ao hospital para onde Deb havia sido levada. Ela implorou pra ninguém chamar o irmão, para deixa-lo viver numa plantação de tomates na Argentina ao lado da sua Femme Fatale, mas é claro que os moradores não psicopatas de Miami não iriam lhe dar ouvidos.

Naquele momento, Dexter precisou encarar dois dilemas. O primeiro girava em torno da saúde da irmã.  Ele não sabia a gravidade do seu ferimento, não sabia se ela precisava de cirurgia ou se tinha chances de sobreviver. O segundo, e mais importante, era como poderia proteger todos aqueles que amava de um psicopata foragido que tinha todos os motivos do mundo para destruir sua vida. Saxon, o vilão quase fodinha que apareceu no final da série, e me desculpem, não conseguiu causar impacto. Quem é ele ao lado do Trinity ou do Ice Truck Killer? Ninguém, eu sei, e metade de Miami também.
Além de ter cometido vários erros de amador, Saxon também não ganhou um desfecho satisfatório. Ele apenas fez um veterinário de refém, chegou no hospital onde a Deb estava e foi preso. Sem luta final, sem acerto de contas, sem a credibilidade que o vilão da ultima temporada deveria ter. Eu nem reconheci a série quando o embate entre ele e Dexter foi interrompido pela voz do Batista. Então, este fica como o primeiro ponto negativo dos muitos que precisamos colocar em evidência sobre este final.

E já que o embate foi jogado na baia de Miami junto da dignidade de Dexter Morgan, partimos diretamente para o drama final, que mudaria tudo para sempre. Deb, após a cirurgia, conseguiu se recuperar o suficiente para despedir-se do irmão. Mas o pior aconteceu. Um coágulo se formou enquanto ela fazia a cirurgia e seu cérebro ficou sem oxigênio por alguns segundos, levando-a a uma morte cerebral. Ela não poderia raciocinar, pensar, comer sem o auxílio de tubos ou sequer notar a presença de alguém ao seu redor.

Quando Dexter recebeu a notícia, seu mundo desmoronou. E acho que isso também aconteceu com o mundo de todos os fãs. É a Deb, gente. A mesma Deb que esteve ao nosso lado desde o começo, que aprendemos a amar, que serviu de inspiração para muitos e tanto nos comoveu com suas histórias. E saber que é apenas um personagem fictício me deixa muito irritado, porque eu senti sua perda como se ela fosse a minha irmã. Eu fiquei inconsolável durante dias, tentando dizer pra mim o quanto era patético deixar uma série de TV me atingir dessa maneira. Mas atingiu. E eu acho que uma parte de mim vai sempre sentir saudades de Debra Morgan, mesmo que não seja possível assistir a trajetória de Dexter sem ela.
 
Por isso eu ainda não sei o que eu achei verdadeiramente do episódio. Não gostei da prisão do Saxon, não gostei da morte improvisada que Dexter deu a ele, não gostei de ver Miami inteira acreditar que Dexter não passava de um inocente, mas a morte da Deb me emocionou bastante. E eu gostei de ficar emocionado, assim como gostei de saber que a série consegue mexer comigo dessa maneira. Se pararmos pra pensar, foi bastante poético assistir Dexter jogando seu corpo no oceano como ele fez com tantas pessoas. Eu consegui entender a beleza e a poesia na tragédia em que Dexter se transformou. Só não sei se é o suficiente para apreciá-la.

O que eu definitivamente não aprovei foi o final do personagem. Após a morte da irmã, Dexter desapareceu no meio da tempestade dando a entender que iria cometer suicídio, mas não foi bem isso que aconteceu. Ele apenas forjou a própria morte para viver como um super lenhador da floresta não encantada, pois assim estaria protegendo Hannah e Harrison de terminarem como Deb. Ou seja, Deb morreu, Dexter não foi descoberto por ninguém, virou um psicopata solitário barbudo e deixou Hannah e Harrison para aproveitar o felizes para sempre que negou a si mesmo.

Se eu provo? É claro que não. Mas sinceramente, quem aprovou? Eu sempre imaginei que Dexter seria descoberto na ultima temporada e que veríamos ele sendo perseguido no país inteiro. Mas o que tivemos? Uma temporada que priorizou o sentimentalismo porque esqueceu – ou simplesmente ignorou – que esta era uma série sobre um serial killer. Então, só o que posso fazer é lamentar. E homenagear os bons tempos fazendo aquela reprise. Afinal, Dexter é Dexter. E Dexter sempre será Dexter, com um final apelativo ou não. 

PS: Hannah trollando o Elway? Como não se apaixonar por ela, não é?

PS²: Dexter, vamos lembrar de você para sempre.
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