sábado, 17 de agosto de 2013

[Entrevista] Conheça os bastidores escandalosos de "The Double Me", novo livro do João Lindley


Alguém está sentindo falta das histórias originais? Tenho certeza que sim. O livros anteriores do João tocaram o terror em seus corações e, dessa vez, ele está preparado para uma nova experiência. Afastando-se do gênero terror, ele escreveu The Double Me, uma história dramática e afiada sobre irmãos gêmeos.

A trama vai girar em torno de Alex e Nate, gêmeos idênticos, que acabaram de se conhecer. Apesar da aparência, os dois garotos são exatamente o oposto um do outro. Enquanto Alex é acolhido pela sua família de verdade - depois de crescer em um lar pobre -, Nate está preparado para se vingar de todos aqueles que foram responsáveis pela sua queda anos atrás. Agora, o mundo dos gêmeos irá se chocar e, apesar de todas as diferenças, eles irão perceber que certas coisas simplesmente estão no sangue.

Essa definitivamente é a maior e mais distinta história já escrita pelo João. Nada de assassinos mascarados por aqui. Mas, apesar do gênero diferente, há certas marcas que podemos reconhecer. Personagens cheios de atitudes são garantidos, ainda mais em uma história onde tudo gira em torno de suas personalidades marcantes. Apesar de ser basicamente um drama, a história é marcada com eventos bombásticos e reviravoltas para deixar qualquer fã de suspense satisfeito. Lindley também teve a coragem de apresentar uma história com protagonistas homossexuais, o que é tão raro. É muito interessante como ele trabalha a inocência e a contrapõe com a perversão de quem já sentiu a crueldade do mundo.

Abaixo segue a entrevista com o João Lindley, onde ele conta um pouco das sobre a nova história e também as suas expectativas a respeito da receptividade dos leitores. Confira:

Nefferson Ribeiro: Você tem muitos fãs no aqui no blog e eles adoram suas histórias. Porém, essa é a mais diferente que você já escreveu. Como você espera que eles reajam a ela?

João Lindley: Eu não faço ideia, mas nunca deixo de hesitar quando o assunto é a receptividade dos fãs. Não posso simplesmente matar dezenas de pessoas nas minhas histórias de terror e depois pedir a todos que acompanhem um drama adolescente. Então, acho que o jeito é contar com a sorte. Nunca escrevi uma só história onde não tenha dado tudo de mim. Isso com certeza deve significar alguma coisa.

NR: No gênero terror, os personagens são tão importantes quanto os destinos terríveis que eles recebem, porém, após extrair tudo o que eles têm a oferecer, a morte se torna uma saída fácil. Você sentiu alguma dificuldade em torno do desenvolvimento dos personagens, tendo em vista que eles não poderiam ser cortados da trama?

JL: Na verdade, não. Eu sempre tive pena de matar meus personagens, e saber que isso não aconteceria em The Double Me foi até um alívio. Mas, como em qualquer outro livro, alguns personagens vão ter que dizer adeus mais cedo ou mais tarde.

NR: Ao ler essa história, dá para notar algumas homenagens a outras séries/filmes, mas de onde surgiu a inspiração para escrever The Double Me?


JL: Muitos não percebem, mas todas as minhas histórias são bastante pessoais. O nome dos personagens, os objetos que usam, os filmes que assistem, tudo isso foi tirado das minhas próprias experiências e contextualizado para criar uma narrativa que agradasse o público. No entanto, quando se trata de uma história de terror, fica difícil incrementar aspectos da sua vida, principalmente se você nunca foi perseguido por um serial killer (risos).
Ao mesmo tempo em que seguir esse padrão agradava meus leitores, eu também sentia vontade de escrever algo só pra mim, colocando um pouco mais de mim e das pessoas que passaram pela minha vida e deixaram uma grande marca. Foi pensando nisso que comecei a escrever The Double Me. Apesar de sofrer mudanças severas, a história foi baseada em fatos reais e trás não só um pouco da minha personalidade, como também, um pouco da personalidade daqueles que eu amo e daqueles que nunca gostaria de ter amado.


NR: Além do gênero diferente, os protagonistas do livro são homossexuais, o que - como já disse - é incomum. Quais são suas expectativas em torno da aceitação dos leitores?

JL: Sinceramente, meus fãs são os melhores. Estavam sempre ali me dando forças, pedindo pra continuar, elogiando meu trabalho, então, mesmo que não se identifiquem com o tema, gostaria que respeitassem. Antes de ser uma história gay, The Double Me é uma história sobre vingança, superação e família. É claro que a homossexualidade no livro é importante para os dramas, mas não é a coisa mais importante que o livro tem a oferecer.

NR: Ainda em torno da homossexualidade, que é um dos grandes focos do livro, você sentiu dificuldade em abordar o tema? Como foi escrever sobre isso desenvolvendo aspectos diferentes?

JL: Escrever The Double Me não foi nada fácil, mas isso não está relacionado a homossexualidade. Está relacionado a insegurança , o medo de não ter escrito algo bom o suficiente. Pra alguns autores, nada está completamente primoroso. “Será que esse parágrafo ficou bom?”. “Não seria melhor cortar esta fala?“. “Será que este personagem foi bem desenvolvido ou preciso adicionar mais detalhes?”. São algumas perguntas que costumamos fazer a nós mesmos. E não se enganem, nós não temos as respostas.

NR: Qual foi o personagem que você mais gostou de escrever? Há algum que acabou te conquistando a partir do desenvolvimento?

JL: Isso sempre acontece. Às vezes crio um personagem secundário que não tem muita utilidade, mas no final, acaba me conquistando. Em A Punhalada foi a Megan, que a maioria de vocês já deve conhecer. E em The Double Me, é a Tia Lydia. Ela teve uma participação bem humilde na primeira parte da história, mas a velha, com o perdão da palavra, prova ser a mulher mais foda de Nova York.

NR: Essa história é realmente enorme. Tem o dobro de capítulos que seus livros anteriores. Ela será publicada de uma só vez ou haveria alguma pausa, uma espécie de "Summer Finale"?

JL: Na verdade, o livro será dividido em temporadas. A primeira termina no capítulo 15, e se ele for bem recebido pelo público e os leitores interagirem nos posts, a segunda temporada – continuação do primeiro livro – vai estrear em breve. Então os comentários serão fundamentais.

NR: Qual mensagem que quer deixar para os seus leitores que estão esperando há muito tempo por uma nova história sua?

JL: You can tell Jesus that the bitch is back.

NR: Por último, e não menos importante, quando sairá a terceira parte de A Punhalada? Essa é a sua história de maior sucesso e os leitores sempre perguntam sobre a conclusão da trilogia. Além disso, há planos para alguma sequência dos seus outros livros publicados?

JL: A Punhalada 3 está mesmo atrasada, e por isso, peço desculpas a todos os leitores do MMA. Mas antes mesmo do fim desse ano vocês voltarão a acompanhar Amanda Rush (Ou Natalie Strauss?) lutando pela vida ao lado de Megan Bower e Aaron Estwood. E já que estamos em clima de novidade, acho que vocês deveriam saber que A Punhalada 4 estreia ano que vem. Quanto as sequencias dos outros livros, continuam todas incertas. Mas histórias novas estão por vir, e entre elas, minha versão para o clichê mundial que os vampiros se tornaram. Por enquanto é só o que posso revelar. 
 
NR: O que os fãs precisam saber antes de ler The Double Me?

JL: The Double é uma história sexy, ousada e bastante dinâmica. Quando as mentiras forem descobertas e os escândalos vierem a tona, nada sobrará nos Hamptons para contar história.

 --

Estão querendo saber mais? Então é melhor não perder a estreia do primeiro capítulo, que será publicado no dia 24 de agosto. Já tive a oportunidade de ler esse novo livro e posso afirmar que é um dos melhores do Lindley. Afinal, ele é duplamente escandaloso.
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4 Comentários

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4 comentários:

  1. Uma sinopse não será oferecida?

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    1. A sinopse do livro encontra-se no segundo parágrafo =D

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  2. Por que todos os livros do blog tem títulos em inglês?

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    Respostas
    1. Ultimamente tenho me identificado bastante com a cultura da América do Norte. E já que os temas que eu escolho não exigem um apelo nacional, decidi ambientar minhas histórias nos Estados Unidos, tanto pra me satisfazer quanto pra deixá-las com um pouco de personalidade =D

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