segunda-feira, 5 de agosto de 2013

[Crítica] Love Bite


Direção: Andy De Emmony
Ano: 2012
País: UK
Duração: 91 minutos
Título Original: Love Bite

Crítica:

Os virgens dessa cidade irão entrar em uma situação cabeluda.

Já faz um bom tempo que eu não assisto um bom terrir. Apesar de ser um subgênero que ganhou mais notoriedade nos últimos anos, confesso que é raro encontrar uma produção que realmente valha a pena. Qual é o problema? Bem, não é todo diretor que consegue apresentar um filme com gêneros tão opostos sem ultrapassar as tênues barreiras entre o legal e o exagerado. Pensando nisso e com saudade de criticar um filme seguindo esse estilo, procurei por um que ainda não havia assistido. Sem grandes expectativas, encontrei o filme Love Bite, e agora o apresento a vocês.

A história gira em torno de um grupo de adolescentes com seus hormônios descontrolados em uma cidade pequena e litorânea chamada Rainmouth. Enquanto a maioria dos jovens está mais interessada em transar, Jaime procura um futuro longe da cidade. Mudando sua vida, ele acaba conhecendo Juliana, uma viajante. Logo, coisas estranhas passam a acontecer e Jaime tem razões para acreditar que Juliana é um lobisomem que se alimenta de virgens. Para piorar sua situação, Jaime é virgem e terá que correr contra o tempo para impedir que seus amigos também sejam dilacerados. Agora, o único jeito de sobreviver é transando, ou então, eles irão morrer na vontade.

Já é um ponto positivo o filme se apresentar como um terrir, afinal, não tem como se levar a sério como uma história dessas. O clima de cidade pequena me fez lembrar de outro filme desse subgênero, Matadores de Vampiras Lésbicas. Particularmente, eu gostei bastante da ambientação. Tenho fraco por filmes que se passam nessas cidades desertas e charmosas. Não que isso seja realmente relevante para a história, mas confesso que gostei da fotografia. O diretor também faz questão de colocar a lua cheia em evidência sempre que pode, o que remete aos filmes mais antigos de lobisomens.

Nem tudo são flores, de fato. Lembra-se da linha tênue que eu citei no primeiro parágrafo? Ela é constantemente ultrapassada nesse filme. Há diversas cenas envolvendo humor, porém, apenas algumas realmente funcionam. Há alguns personagens desnecessários, como os amigos do protagonista, que só pensam em sexo o tempo inteiro. Eu fiquei na expectativa pela morte deles, então foi decepcionante ver que nem todos foram estraçalhados. Destaque para a cena de abertura, onde há aquela vítima clichê fugindo do vilão e morrendo antes dos créditos de abertura. O diferencial aqui está em um detalhe inesperado e muito engraçado. Vocês podem ver o que acontece no trailer abaixo, mas aviso que perderá o impacto quando vocês forem assistir ao filme completo.

Se tratando de um filme lobisomem, há sempre aquela questão sobre a transformação e os efeitos da criatura. Não há nenhuma cena focando na transformação e a criatura mal aparece até o terceiro ato. Foi uma escolha inteligente do diretor. Além de criar um suspense em torno do visual do lobisomem, também poupa o orçamento - que não deve ter sido alto. O bicho só aparece inteiro mesmo no final do filme, e confesso que me surpreendeu. Não digo que teve os melhores efeitos visuais do mundo, mas foram bem aceitáveis. Além disso, houve algumas mortes e alguma violência - algo que ficou faltando no desenvolvimento do filme.

Apesar desse filme ter sido bestinha, reconheço que gostei. Não é sensacional, mas certamente diverte quem não estiver exigindo muito. O terceiro ato garante uma reviravolta óbvia, mas o que surpreende mesmo é o desfecho. Gostei da forma que o roteiro fechou a história, fugindo do lugar comum e das regras de integridade que personagens de filmes de terror tendem a seguir. Dentre o elenco, só reconheço Jessica Szohr (Piranha 3D), Ed Speleers (Caçadores de Bruxas, A Lonely Place to Die) e Timothy Spall (da franquia Harry Potter). Enfim, muitos não irão gostar, mas será uma boa diversão se você está procurando por um terrir decente, que foca em um romance adolescente.


Trailer:

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